A sinopse nos conta que sem dinheiro, dona apenas de um gato e com todas as portas batendo na sua cara, Paula retorna à Paris após uma longa ausência. Repentinamente abandonada pelo namorado, sua odisseia durante o dia e a noite está apenas começando: uma jornada para redescobrir a integridade de sua alma e sua independência. Ela só tem certeza de uma coisa: está determinada a recomeçar novamente e o fará com estilo e carisma.
Sempre digo que todos necessitam da oportunidade de ter seu primeiro longa-metragem, mas ao fazer isso recomendo que crie algo mais dinâmico num primeiro momento e depois de muito conceituado, faça seu longa alternativo cheio de nuances, pois a chance de errar é bem menor, pois geralmente encarar algo filosófico e cheio de propostas que ficam girando e não saindo do lugar é algo que cansa demais e quebra a todos, de tal maneira que dando uma leve analisada rápida no público da sessão de hoje, o que tínhamos eram muitas mulheres que certamente possuem um pensamento de vida independente e que achavam que veriam isso bem feito na telona, mas infelizmente a diretora Léonor Serraille apenas criou as situações, mostrando que a liberdade pode ser boa, mas se você não tem o espírito livre para ser livre acaba ficando mais presa e em dúvida do que quer, e nesse looping imenso, a trama ficou até que bem colocada, mas extremamente cansativa, pois acabou sendo simplório e sem dinâmica alguma para envolver o público, acabando praticamente de maneira nula e sem muita reflexão.
Sobre as atuações, o filme só vale pela loucura e ótimos trejeitos de Laetitia Dosch, pois ela criou uma Paula completamente maluca, que desde a primeira cena nem respira para falar e mostrar sua opinião, mas que também ao mesmo tempo que está atirando, está na dúvida do que está fazendo, e com isso o resultado brilha bastante com bons trejeitos e que se a história fosse melhor contada e tivesse um propósito maior acabaria agradando por demais. Dentre os demais, todos tentaram aparecer e ajudar a protagonista, mas com poucos destaques para chamar atenção e com isso o resultado acaba sendo um pouco falho.
No conceito artístico, foram efetivos em ter diversas locações, mas acabaram repetitivos demais, não tendo nenhuma locação para falar que a essência do longa estava ali, com um apartamento cubículo, uma loja de lingeries e algumas baladas, mas sempre a trama fechando ao redor da protagonista, não tendo nenhuma câmera mais aberta, nenhum momento que ressaltasse uma loucura maior, e até mesmo o gato (embora muito bonito) teve uma co-participação mais intimista, o que poderia valer a pena, ou seja, a equipe de arte até tentou mostrar serviço, porém falhou mais do que agradou.
Enfim, é um filme fraco, que até possuía uma ideia boa e que está bem na moda, mas que rodou demais e enrolou demais para chegar a lugar algum, e com isso mais cansou do que funcionou, o que é uma pena, pois certamente teria de tudo para agradar, e com isso, fazia muito tempo que um filme francês não me decepcionava tanto, e sendo assim não posso recomendar ele de forma alguma. Bem é isso pessoal, agora vou falar do outro longa que vi hoje, então abraços e até logo mais.

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