O estilo de David Fincher é algo que pode ser brilhante, gigantesco e que sempre vamos esperar um algo a mais em seus longas, e esse é um problema imenso, pois você já vai com uma grande expectativa, e aqui diria que tinha tudo para ser um dos filmes mais monstruosos de bom de sua carreira, pois o protagonista é excelente, o roteiro é baseado em uma HQ francesa que tem uma ilustração e a história redondinha, mas ele acabou fazendo uma trama capitular sem vontade alguma que desaponta demais, pois você vê os nomes que estão no elenco e fica esperando que eles apareçam mais, que sendo um filme de assassinos tenha toda uma armação imponente cheia de detalhes, mas não ele entrega um assassino no ócio de seu ofício, desanimado com tudo e com a cabeça a milhão após um erro e para piorar com sua namorada sofrendo as consequências de seu erro, aí toda a vingança dele que deveria ser explosiva acaba sendo toda premeditada, inteira narrada pelas vozes de sua cabeça, em algo tão sem sal que a cena que poderia e deveria ser gigantesca com Tilda Swinton acaba sendo apenas um bate papo numa mesa. Ou seja, é a famosa piada de tiozão de final de ano é pavê ou pacumê, aonde você aceita que é apenas pavê e pronto acaba toda a graça da pessoa que fez a piada.
Quanto das atuações vou ser bem sincero e dizer que praticamente só Michael Fassbender atuou com seu Assassino de mil nomes de cartões, fazendo vários trejeitos bem encaixados, entregando olhares e nuances bem colocadas e marcantes, lutando pra valer na cena com o brucutu, e claro narrando o filme inteiro, de modo que chega até parecer que deu problema no áudio e teve que gravar tudo depois sozinho, mas não aconteceu, sendo algo do roteiro que ajudou a deixar o filme um pouco mais reflexivo, ou seja, o ator se esforçou bastante para algo que não vai além. Ainda tivemos atos bem imponentes de luta com Sala Baker fazendo um brucutu bem bruto que praticamente destrói sua própria casa na briga com o protagonista, Tilda Swinton mais reflexiva que o normal numa conversa cheia de histórias numa mesa de restaurante com sua Especialista, Charles Parnell como um advogado bem com medo do protagonista sem entregar quase que nuance alguma, Kerry O'Malley que trabalhou mais as expressões de desespero e alguns trejeitos mais colocados com sua Dolores, e Asliss Howard também fazendo algumas caras e bocas de medo com seu Claybourne, mas nada que fosse muito além, e se alguém achou que eu esqueceria da brasileira Sophie Charlotte, aqui ela também foi esquecida pelo filme, pois tem uma cena em um hospital toda arrebentada, aonde troca meia dúzia de palavras com emoção para o protagonista, e volta ao final sentada numa cadeira de piscina sem fazer nada, ou seja, enfeitou o filme assim como a maioria.
Já visualmente as tramas da Netflix tem por mote passar por diversas cidades e países, e aqui o longa passeia em cada capítulo por um lugar, mostrando um pouco da cidade, um pouco do aeroporto de cada uma, seus locais para locação de carros, táxis tradicionais, e claro algumas locações bem colocadas como a mansão aonde o protagonista tem seu esconderijo, o prédio aonde passa horas no começo esperando sua missão acontecer, seu depósito de armas e apetrechos para os serviços, o escritório do advogado cheio de livros e coisas bem antigas e tradicionais, a casa do brucutu que acaba completamente destruída pela briga com tudo sendo usado como arma, e o apartamento e a academia do cliente bem ricos, cheios de coisas diferenciadas, que ao menos mostrou aonde foi todo o orçamento do filme.
Enfim, é um filme bem mediano que mesmo como passatempo muitos vão acabar reclamando do que foi entregue, pois faltou tudo para ser algo marcante realmente, sendo daqueles longas que você se pergunta o motivo de estar tão cotado nas premiações, com várias pessoas falando maravilhas e tudo mais, mas aqui eu sou sincero, então falo que não rolou o que deveria acontecer, resultando em algo que não dá para recomendar. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas amanhã já volto com os longas do Varilux, então abraços e até logo mais.
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