Better Man - A História de Robbie Williams (Better Man)

3/15/2025 03:21:00 AM |

Muitas vezes me perguntam que estilo de música que eu gosto, e não sendo algo ruim, se a melodia e a letra forem bacana fico na rádio sem problema algum, mas tenho um problema imenso, raramente lembro nomes de artistas e conecto suas músicas, ao ponto que jurava que conhecia no máximo umas duas ou três músicas de Robbie Williams, e praticamente cantei (mentalmente claro, já que não ia dar o gostinho da minha linda voz para os demais da sessão) o filme inteiro!! Dito isso, sei que muitos não curtem musicais, ainda mais biografias, mas deem a chance para "Better Man - A História de Robbie Williams", pois ao mesmo tempo que o diretor fez algo muito bonito e insano visualmente com o cantor personificado como um macaco para dizer que ele não era suficientemente evoluído, acabou funcionando também para não precisar de atores/cantores parecidos com ele na infância, juventude, e todas as loucuras que fez na vida, ele também acabou fazendo um filme duríssimo, não economizando em nada de bonito que o cantor viveu, desde suas bebedeiras, drogas, conflitos e tudo mais, sendo uma trama crua e quase que um soco com tudo o que é mostrado na tela. Ou seja, já vi biografias sem passarem pano pra algumas pessoas, mas aqui se o longa não fosse musical seria um drama depressivo de cortar os pulsos com muita certeza. Porém o resultado como musical ficou incrível, e eu que sou muito fã do estilo me emocionei com tudo e a vontade de aplaudir no final foi grande demais!

O longa promete contar a história da ascensão, queda e a ressurreição inesperada do cantor, que hoje é consagrado como um dos artistas britânicos mais vendidos de todos os tempos. Através de um novo foco nos altos e baixos da fama, inspirado na vida de Williams e na percepção que ele tem de si próprio.

O mais bacana de tudo é que o diretor e roteirista Michael Gracey tem muita experiência em videoclipes e tramas musicais, de modo que em seu primeiro filme "O Rei do Show" acabou cometendo algumas leves falhas de principiantes, mas ainda assim amo de paixão o longa, porém aqui ele foi extremamente criativo junto com o verdadeiro Robbie Williams, pois conseguiu trabalhar toda a ideia na tela de um modo que não ficou peneirando coisas boas para que o cantor fosse marcado como uma pessoa incrível, pois não foi durante muitos anos da vida, e só depois de muito apanhar mudou completamente. Ou seja, o diretor soube aproveitar a ideia visual de um macaco na tela para personificar melhor o cantor, e com isso não precisou nem de dubladores, afinal o próprio cantor botou sua voz para jogo e por incrível que pareça usando apenas canções dele já antigas, e apenas uma inédita, a trama encaixou muito, teve desenvoltura e o resultado ficou tão bom que colocaria fácil ele entre meus filmes musicais preferidos, principalmente pela excentricidade de tudo, o que certamente irá me fazer esperar ainda mais do diretor em seus próximos projetos.

Quanto das atuações, Jonno Davies apenas deu seu corpo para que o macaco fosse performático através da captura de movimentos, mas sem o desmerecer foi perfeito na entrega corporal, se jogou nas danças da banda e claro também em todas as loucuras do filme, mas não emprestou sua voz para a produção, já que quem fala e canta o tempo inteiro é o próprio Robbie Williams, e dessa forma a conexão entre ambos funcionou bastante para que o longa fluísse. Steve Pemberton se jogou como o pai do cantor, tendo momentos bem fortes na dinâmica entre eles, de modo que o ator trabalhou muito bem os trejeitos para que tudo fosse bem além na tela, além claro de entregar também bons atos cantando. Alisson Steadman fez a avó do personagem com olhares tão emotivos que não tem como não se ligar a ela, sendo muito responsável por dinâmicas do jovem que marcaram o longa, e que certamente marcaram a vida do verdadeiro Robbie. Ainda tivemos alguns momentos bem colocados na tela de Raechelle Banno como Nicole Appleton, um dos primeiros relacionamentos do cantor, Kate Mulvany fazendo a mãe do rapaz em bons atos, e Frazer Hadfield como o melhor amigo, mas sem dúvida quem conseguiu chamar atenção entre os personagens secundários foi Damon Harriman como o empresário da banda Take That e os demais integrantes que formaram a boy band em grandes performances.

Visualmente a trama é muito imponente na tela, sendo bons atos de dança e shows, tendo todas as mansões cheias de detalhes e destruições, muita droga e bebida, e toda a insanidade dele se ver como um macaco não apenas vivendo, mas se revendo com pensamentos negativos e grandes lutas, ou seja, a trama tem muitos efeitos visuais e de qualidade bem interessantes para agradar, de modo que tudo salta aos olhos e faz valer demais a conferida em uma tela bem grandiosa.

Como já disse antes, as canções de Robbie Williams encaixaram demais com toda a história, e claro que eu vou deixar aqui o link com as que fazem parte do album oficial, então ouça e se envolva, mas no longa com as legendas tudo vai muito além. 

Enfim, eu tinha uma leve certeza que gostaria demais do filme, afinal amo musicais e amo biografias, então a junção das duas coisas, e mais toda a insanidade que funcionou do personagem como um macaco foi muito além do que esperava, valendo muito a recomendação, que só pontuaria que poderiam ter trabalhado um pouco mais o "homem melhor" nos atos finais, pois apenas um show e as dinâmicas de reconexão acabaram sendo rápidas demais, mas isso é querer mudar o filme, então relevem. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje nessa sexta maravilhosa com dois ótimos filmes, e volto amanhã na torcida de outros bons que verei, então abraços e até logo mais.

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