A história acompanha a jovem princesa Branca de Neve, cuja beleza desperta a inveja de sua madrasta, a Rainha Má. Determinada a eliminar a enteada, a vilã ordena sua morte, mas Branca de Neve consegue escapar e se refugia na floresta. Lá, encontra uma cabana onde vivem sete anões amigáveis, que a acolhem e se tornam seus aliados. No entanto, o perigo ainda ronda a princesa, pois a Rainha Má tem um plano cruel para eliminá-la de vez: uma maçã envenenada.
O diretor Marc Webb já fez todo tipo de filme em sua carreira, e o mais engraçado de ver nas produções que pega para comandar consegue deixar tanto seu estilo, quanto também o estilo dos produtores, não ficando aquelas tramas que você olha e fala que nada ali parece se encaixar, que consegue ver as mil brigas que teve na edição e tudo mais, e enfrentando uma polêmica gigantesca desde a pré-produção quando soube que os anões não poderiam ser atores por uma briga besta de um grande ator, já encarou a possibilidade de CGI, e confesso que ficou muito melhor do que tivesse sido pessoas ali, pois deu um tom diferenciado e bonito para os sete seres míticos (afinal no longa dizem ter 264 anos!), agora por já ter dirigido uma tonelada de videoclipes soube fazer como um verdadeiro maestro todas as cenas musicais da trama, aonde temos uma tonelada de dançarinos cantores atuando, temos animais, computações e o que mais fosse possível colocar para fazer cena, e o resultado vem, pois o longa até ficou com uma cara meio que de Bollywood, mas não incomoda, entre outros detalhes que conseguiu trabalhar na tela e agradar sem pesar a mão.
Quanto das atuações, aí vamos começar no calo da produção, pois Rachel Zegler já começou com uma pedrada na carreira ao trabalhar com Spielberg, e detalhe cantando músicas que não tinham quase rimas, então aqui com sua Branca de Neve com versos rimados e sem tanta explosão como no longa de 2021, ela acabou se saindo bem, trabalhando algumas expressões não muito chamativas, mas fez bem o que tinha de fazer, porém aqui seu nome teve de ser devido a nascer num dia de nevasca, e não como na clássica animação que ela é tão branca quanto a neve, e ela não é uma mulher feia, mas não tinha como comparar com sua oponente de tela, e aí a confusão com o público pegou fogo, mas deixando isso de lado, ela fez bem o que precisava pra chamar atenção. E falando do outro lado, temos a belíssima Gal Gadot como a Rainha Má, que também cantou e gesticulou muito bem, porém não tem traquejos de vilã, soando um pouco forçado o que tentava passar nas suas cenas, não parecendo estar confortável com tudo o que tinha de apresentar, ficando meio que morna demais em cena, e isso pesou também, ou seja, as críticas estão descendo a mão nela, e com razão, pois poderiam ter colocado uma atriz "mais feia" e que tivesse uma explosão de vilania melhor, que aí sim resolveria quase todos os problemas que tiveram com a mídia. Outra mudança gigante foi a de não termos efetivamente um príncipe, mas sim um ladrão líder de um grupo de rebeldes bem no estilo "Robin Hood", aonde Andrew Burnap se esforçou para que seu Jonathan parecesse interessante, mas que não fez ninguém suspirar pelo jovem, ou seja, foi uma paixão também meio que do nada. E claro tivemos todos os demais, que deram vozes ou corpo para um grandioso grupo de personagens secundários, aonde vale dar todo o destaque para os graciosos anões muito bem desenhados computacionalmente, e dublados por um ótimo grupo de vozes de todos os estilos com Martin Klebba e Jeremy Swift chamando mais atenção com seus Zangado e Mestre.
Agora podem reclamar de tudo do longa, mas se falarem mal da parte visual que a produção fez, aí certamente vai arrumar muita confusão comigo, pois está tudo impecável e incrivelmente parecido com a animação, parecendo que pegaram o filme 2D e deram formato tridimensional para virar algo realista, com as minas parecendo aqueles passeios de parques aonde temos toda uma historinha bacana (alguns de trem ou de barcos) que aqui com os carrinhos certamente irão virar alguma nova montanha-russa na Disney, tivemos o bosque lindíssimo com animais bem fofos e desenhados com primor, a cabana dos anões cheia de detalhes e bagunças, um castelo imponente, banquetes e festas na vila, e até um cavalo branco arrumaram para o "príncipe". Ou seja, é detalhe em cima de detalhe que funcionou demais na tela, culminando em um final explosivo e dançante bem bonito de se ver.
E sendo um longa musical é claro que tivemos muitas canções desde as antigas remixadas para novos acordes, e também muitas outras novas, que ironicamente sendo compostas pelos criadores de "O Rei do Show", acabaram parecendo demais com as músicas que ouvimos nele, mas isso é mero detalhe para os ouvidos, e aqui vou deixar por incrível que pareça tanto a versão original para ser ouvida com os atores originais e também a versão brasileira que ouvi e está bem bacana com os dubladores Maria Clara Rosis, Sylvia Salusti, Rodrigo Garcia e muitos outros.
Enfim, é um filme que passa longe da perfeição, mas que conseguiu ficar muito bonito visualmente, com canções que amarram o público, e que como disse no começo do texto, indo sem qualquer expectativa a chance de gostar bastante do que verá na tela é alta, então fica a dica, pois se aconteceu comigo, pode facilmente acontecer com muitos outros, então vá conferir nas centenas de sessões que tem em todas as cidades do país, e eu fico por aqui hoje, então abraços e até amanhã com outros textos.
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