Girassol Vermelho

3/16/2025 11:40:00 PM |

Já falei algumas vezes aqui que um dos estilos que não curto conferir é o do cinema abstrato, pois entro na sessão com a maior boa vontade em tentar entender o que querem me mostrar, e saio sem nem ter entendido o que li na sinopse e esperava ver ao menos, de tal forma que hoje o longa "Girassol Vermelho" que já rodou alguns festivais e estreia na próxima quinta (20/03) fez minha cabeça até doer para tentar entrar no clima da trama, vivenciar o que o personagem estava sentindo e passando, mas infelizmente não rolou, de modo que até temos uma fotografia bem interessante, algumas cenas bem colocadas na tela, mas tudo é tão confuso e cheio de nuances estranhas que ao final o longa já tinha me perdido, e essa sensação no meu julgamento é a pior possível, pois mesmo que algum filme seja ruim, ele tem de segurar o espectador até o último ato, e aqui assisti até o final, mas já nem sabia mais o que estavam tentando mostrar com cenas paradas demais e toda uma opressão forte, que talvez alguns enxerguem muito mais, mas não posso afirmar que enxerguei sequer o mote da trama.

O filme é inspirado em Murilo Rubião, mestre do realismo fantástico brasileiro, sobre a jornada de Romeu, um homem que deixa seu passado, numa busca pela liberdade. Por acaso, ele chega a uma estranha cidade onde um sistema opressor e patético, que não permite questionamentos, o arrasta para uma sequência de interrogatórios e torturas. Nesse mundo absurdo, Romeu percebe que perdeu seu maior valor: a liberdade. Cheio de dor e fúria, Romeu, delirante, se entrega a uma nova e ainda mais estranha viagem.

Nem vou tentar buscar muitas inspirações para falar muito sobre o filme que os diretores Eder Santos e Thiago Villas Boas criaram, pois volto a frisar o que disse no começo, temos cenários belíssimos e cheios de nuances, aonde eles usaram e abusaram de fumaças, containers, grades, tudo com uma iluminação cênica bem ao estilo noir, mas até fica subentendido a ideia do não poder ter questionamento e perder a liberdade, porém isso não floresce nem se desenvolve dentro da arte abstrata dos realizadores, e dessa forma o protagonista Chico Diaz parece estar completamente solto e ao mesmo tempo perdido em seus atos, o que acaba deixando delirante não ele, mas sim o espectador, então diria que faltou sair um pouco do realismo fantástico que desejavam mostrar e talvez puxar o tom para algo mais real mesmo, que até poderia ter uma essência visual abstrata, mas desde que tudo fizesse um sentido maior.

Enfim, não vou encher linguiça falando de detalhes que não fizeram o filme suficientemente entendível para a minha pessoa, e assim deixo ele como um exemplar apenas para quem realmente gostar de filmes abstratos, e minha nota acabará sendo subjetiva, afinal estarei dando ela para a belíssima direção de fotografia e pela atuação bem encaixada de Diaz que precisou se esforçar para entender o que queriam dele. E é isso meus amigos, fico por aqui agradecendo o pessoal da Pandora Filmes e da Sinny Assessoria pela cabine de imprensa, e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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