O longa nos mostra que uma ex-especialista em inteligência americana recebeu a sentença mais longa pela divulgação não autorizada de informações do governo à mídia sobre a interferência russa nas eleições de 2016 nos Estados Unidos, por meio de uma operação de e-mail. O filme faz uma referência a história recente dos Estados Unidos e, usando um diálogo original não editado de uma gravação do FBI, reencena a busca de 2017 na casa da denunciante Reality Winner.
Uma grande sacada da diretora e roteirista Tina Satter foi trabalhar o filme praticamente em plano-sequência durante toda a duração de tela, não tendo cortes e fazendo como se fosse 100% real o depoimento desde a abordagem no carro até a prisão da garota, fazendo com que os traquejos dos diálogos só fossem interrompidos nos momentos de informações sigilosas também, o que foi algo engraçado de ver a pessoa sumindo da tela. Ou seja, é meio como se assistíssemos a uma peça na tela, porém tendo as quebras cênicas para não revelar da mesma forma que ocorrem nos depoimentos sigilosos do governo (aonde colocam as famosas tarjas pretas tampando nomes que não poderiam ser lidos), e assim diria que a estreia da diretora foi bem coesa, de modo que não chega a incomodar, mas que também não floreia para que seu filme ficasse mais imponente, o que não é ruim de acontecer também.
Quanto das atuações, Sydney Sweeney entregou com muita propriedade toda a calma e desenvoltura de Reality Winner, sabendo construir trejeitos bem marcantes e não deixar que o espectador fugisse dela, de modo que falei com menos de meia hora que a mulher tinha algo extra, sem saber de nada, e depois vai dosando conforme vai falando mudando olhares e tudo mais, ou seja, deu muito conta do recado. Josh Hamilton e Marchánt Davis chegou a ser tão repetitivos com a ênfase de ter um mandato, que por um momento cheguei a pensar que os caras nem fossem realmente do FBI, mas é a velha tática de repetir e fazer com que a pessoa vá se soltando e confundindo com o que vai falando para no fim entregar exatamente o que desejavam, e assim sendo diria que os atores foram bem no que precisavam se expressar, chamando atenção e não ficando em segundo plano.
Visualmente o longa é bem básico, mostrando a casa simples da garota, muitas fotos, armas e materiais conforme os demais policiais procuravam pela casa, e do lado de fora vemos um cercado para o cão, o gatão gigante amarrado no pé da cama, e um cômodo vazio aonde é feito o interrogatório/entrevista, sendo tudo sem grandes chamarizes, mas bem encaixado na tela, tendo como principal destaque os desaparecimentos dos atores na hora que falavam algo que não podia aparecer, e até o caracol lento andando pela janela foi bem simbólico para marcar a dinâmica do filme.
Enfim, não é um longa que você vai sair envolvido com os personagens, nem vai achar a criatividade máxima na tela, mas serve como um passatempo interessante para quem gosta de ver tipos de interrogatórios, pois foi bem representativo na tela, e sendo baseado em uma peça teatral, o resultado é notável na tela, principalmente pela duração relativa como se fosse tudo numa sequência real, então fica a dica para a conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.
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