Novocaine - À Prova de Dor (Novocaine)

3/28/2025 01:33:00 AM |

Sempre é bom ver filmes reflexivos, cheios de nuances e que nos fazem pensar em vários tópicos e densidades cênicas, mas ver também uma ação completamente absurda como um passatempo apenas para rir e não se conformar com o que vê na tela também é muito bom, e o melhor é quando tentam passar algo possível de acontecer como é o caso de "Novocaine: À Prova de Dor", aonde o protagonista ao mesmo tempo que é bobo e ingênuo com uma paixão ilusória, também se acha um super-herói com sua doença achando que pode não morrer e sair fazendo as maiores loucuras tomando socos a mil, tiros, facadas, flechadas, enfiando a mão no óleo quente de fritura e tudo mais que se possa imaginar, quebrando ossos e o que for necessário para salvar sua amada! Ou seja, é bizarro no nível máximo, mas que de tão insano acaba sendo muito divertido de ver, de tal forma que não lembro o último filme de ação que ri tanto, ou seja é uma comédia de ação violentíssima, tanto que está com censura 18 anos, mas que quem embarcar na loucura irá gostar muito.

A sinopse nos conta que Nathan Caine é um homem introvertido e gentil que nasceu com CIPA, uma rara condição genética que o torna incapaz de sentir dor física. Crescendo sob proteção constante, ele desenvolveu estratégias para lidar com os desafios diários de sua condição, como usar um cronômetro para lembrar-se de necessidades básicas e tomar cuidado para não se machucar inadvertidamente. Apesar das limitações, Nathan construiu uma vida tranquila como executivo bancário. No entanto, sua rotina muda drasticamente quando seu local de trabalho é alvo de um assalto e uma colega de trabalho é feito refém. Determinado a salvá-la, Nathan descobre que sua condição, antes considerada uma vulnerabilidade, pode ser sua maior força. Imune à dor e disposto a enfrentar qualquer perigo, ele embarca em uma missão de resgate inesperada, desafiando limites físicos e emocionais.

A marca dos diretores Dan Berk e Robert Olsen é a de usar violência no nível máximo em seus longas, mas sempre usando tramas de terror e suspense, e aqui ao cair nas suas mãos um roteiro de uma comédia de ação violenta, muitos ficaram com receio de se conseguiriam trabalhar algo que não ficasse exageradamente falso, afinal o longa conta com muitas cenas totalmente improváveis de serem feitas com montagens práticas (sem uso de computação gráfica ou inteligências artificiais) como geralmente fazem em seus filmes "sádicos" por assim dizer, mas foram bem coerentes aonde usaram as técnicas, e o resultado do roteiro de Lars Jacobson acabou funcionando aonde deveria, não sendo realista demais, mas também não ficando sem nexo, e assim o longa fluiu como todo bom passatempo, aonde você até torce pelo protagonista vencer os bandidos, mas que também tendo um ladinho sádico no fundo torce para ver ele se dando mal na tela. 

Quanto das atuações, Jack Quaid vem numa crescente tão grande, fazendo muitos papeis cheios de sarcasmo e boas interações cênicas, que facilmente será lembrado por todos os diretores desse estilo para ser usado das formas mais bizarras possíveis, e o melhor é que ele é bom nisso, ou seja, seu Nathan Caine tem pegada, tem estilo, e convence no que tem de fazer, claro que por muitas vezes até soa bobo e ingênuo demais, mas ele se joga na onda e se deixa levar, e isso em filmes desse porte funcionam demais, ou seja, talvez lá em 2012 com apenas 20 anos poderia ser apenas um filho de dois grandes atores que foi escalado para uma grandiosa franquia, mas hoje ele se mostra muito mais do que isso, e figura como nome fácil para o que precisarem que ele faça. Dentre os demais atores, Ray Nicholson trabalhou seu Simon com muita perversidade e teve grandes embates com o protagonista, e também foi muito impulsivo na tela, de modo que sua entrega chega até ser solta demais, mas agrada com o que faz; a jovem Amber Midthunter fez sua Sherry até que bem carismática e gostosa de conversa num primeiro ato, mas depois bate uma certa raiva dela, o que também é bom, mas diria que faltou um pouco mais de trejeitos expressivos para passar mais sentimento na tela; acredito que Jacob Batalon ficou muito tempo com Tom Holland nos "Homem-Aranha" e aprendeu a falar sem ter respiros, de modo que seu Roscoe é hiperativo e bem entregue para o que o papel pedia, e assim funciona; quanto aos outros, cada um teve sua boa participação batendo muito no protagonista, e apanhando também, mas vale o destaque meio que negativa para a dupla de investigadores bem mornos que Betty Gabriel e Math Walsh entregaram com piadas bem fracas na tela.

Visualmente a trama teve de tudo o que se pensar na tela, desde brigas em uma cozinha de restaurante com fritadeiras, farinhas, panelas e tudo mais sendo usado como armas, um estúdio bem dark de tatuagens com muitos elementos também servindo como armas, uma casa de um maluco que misturou "Esqueceram de Mim" com "Coiote e Papa-Léguas" com as armadilhas mais insanas possíveis e também muitas armas, um banco tradicional e simples, alguns restaurantes, e uma oficina básica aonde até um carro foi usado como arma, e para fechar em grande estilo, uma ambulância aonde pasmem, tudo também foi usado como armas quando chega em um porto cheio de contêineres aonde alguns tijolos foram claro usados como armas, ou seja, o que você pensar usaram para bater no protagonista, e claro ele também devolver, tendo sangue para todo lado, ossos quebrados, balas sendo retiradas a frio, torturas com unhas sendo arrancadas, e por aí vai.

Enfim, o longa começa com "Everybody Hurts" do R.E.M, e vai seguindo com uma boa trilha de canções icônicas sobre dores e sentimentos, e flui fácil na tela, aonde quem curte um bom passatempo sem precisar pensar em nada vai curtir bastante, então fica a dica, e claro eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até breve. 


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