O longa nos conta que Levon Cade é um ex-agente de operações secretas que abandonou sua perigosa profissão para viver de forma simples e trabalhar na construção civil, dedicando-se integralmente à criação de sua filha. No entanto, sua nova vida é abalada quando Jenny, a filha adolescente de seu chefe, desaparece misteriosamente. Relutante, Levon é forçado a resgatar as habilidades que o tornaram lendário no submundo das missões secretas. Ao investigar o desaparecimento da jovem universitária, ele se depara com uma conspiração criminosa sinistra, que se estende além do que ele imaginava. Em meio a uma teia de intrigas e violência, Levon precisa confrontar seu passado para proteger os inocentes, enquanto lida com os riscos que essa missão traz para a nova vida que leva e sua própria filha. Em meio à adrenalina e aos perigos, Levon Cade prova que, às vezes, as habilidades mais letais são as únicas ferramentas para salvar aqueles que ama.
O diretor David Ayer gosta de trabalhar seus filmes com uma história quase de fases de videogame, pois o personagem vai passando por vilões secundários, vai conhecendo os processos no caminho, adquirindo personalidade, enfrentando alguns chefões mais fortes até chegar no grande líder, e isso é bacana de ver, principalmente para quem já jogou muitos jogos desse estilo na adolescência, porém aqui todos os vilões não deram quase que nenhum trabalho para o protagonista, ao ponto que dando um leve spoiler, ele volta para casa apenas com um leve arranhão na cara, ou seja, quase nem precisou usar de suas habilidades, apenas sendo um exímio atirador, aonde vemos mil tiros dos vilões não acertando um nele, e cada um dele é um vilão pro chão. Ou seja, faltou o diretor trabalhar a história que tinha nas mãos com uma intensidade maior, e principalmente com algo que fizesse mais sentido, pois como falei no começo, tudo é muito artificial, não sendo um tráfico humano organizado, não sendo uma máfia imponente e nem mesmo a história familiar do protagonista tem muita base, parecendo que o longa foi um pedaço de algo que já existia e nos entregaram só o miolo bem mal feito. Só que já adianto para todos, a história é baseada em 12 livros, ou seja, tentaram fazer um mix na tela para não precisar virar tudo isso de filme, e o resultado acabou uma grande bagunça.
Quanto das atuações, diria que gastar muitas linhas digitando aqui é o famoso desgaste desnecessário de teclado, pois como falei acima a maioria soou artificial ao extremo, tendo claro Jason Statham fazendo seus traquejos tradicionais para que seu Levon fosse simpático como um mestre de obras, mas quando precisasse sair batendo fechasse a cara completamente e mandasse tudo para o limbo, mas faltou desenhar melhor a personalidade anterior dele, de modo que certamente quem ler os livros deve se familiarizar mais com ele, o que não acontece aqui, e mesmo o ator não falhando no que é bom, o papel não agrada. Falando bem grosseiramente dos russos, vemos um David Harbour bem diferente do que estamos acostumados, com seu Gunny caricato, mas sem carisma algum, vemos Emmett Scanlan como um cafetão que nem tem estilo com seu Viper, e Maximilian Osinsk como um Dimi afetado demais que mais irrita do que tem traquejos de vilão. Ou seja, dentre os demais personagens sem ser o protagonista vale apenas um bom destaque para Chidi Ajufo como um imponente Dutch e a jovem Arianna Rivas que foi bem briguenta, não deixando se entregar como uma vítima tradicional de sequestro.
Visualmente, como falei que a trama parece fases de um grande jogo de videogames, tivemos uma obra bem grandiosa, mas que poderia ser qualquer lugar, já que o foco ali é apenas o escritório da família da garota e a conexão do mestre de obras com eles, tivemos a relação meio estranha do protagonista vivendo dentro de um carro, sem ter uma residência (depois de ameaçado pelos advogados de perder de vez as visitas da filha, aluga um quartinho chinfrim que nada agrega na trama ), tivemos algumas casas bem ricas e outras meio que bagunçadas dos mafiosos, um clube imponente, um bar de motoqueiros com lugares separados para as negociações de drogas, a casa do amigo cego, que também foi bem jogado na história, a casa do avô da garota, figurinos bem ruins parecendo cortinas, alguns carrões e boas perseguições, claro regadas a armas de todos os portes possíveis, além de um cassino/clube ilegal no meio da floresta, ou seja, uma tremenda bagunça da equipe de arte que provavelmente adaptou os 12 livros em um único filme.
Enfim, é o famoso filme que você vai esperando ver algo ao menos interessante, que sirva como um passatempo de pancadaria na tela, que até temos essa entrega nos atos finais, mas que não empolga em nada, e você acaba saindo sem entender o que acabou vendo na tela. Não sei se irão fazer continuações, deram uma brecha com o fechamento, mas sinceramente, se for pra ser essa bagunça completa é melhor nem arriscar, não sendo algo que valha a recomendação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, e irei fazer muitas orações para que amanhã tenha alguma boa surpresa nas telonas da vida, então abraços e até breve.
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