Código Alarum (Alarum)

4/04/2025 12:32:00 AM |

Vamos lá, desde quando vi vários pôsters e trechos de "Código Alarum" espalhados pela internet achei interessante pela proposta, mesmo sabendo que seria o famoso mais do mesmo dentro desse estilo misto entre espionagem e ação, aonde nem dava para esperar muito, mas quem sabe funcionaria, então vi que tinha a brasileira Isis Valverde que gosto do estilo de atuação, e claro iria esperar o que poderia fazer na telona, mas então começou algo que me assustou, que foram várias críticas e notas bem ruins para o longa, o que geralmente não me surpreende, pois alguns amigos críticos apenas olham para a história e não para o conteúdo cênico, e resolvi esperar a estreia. E eis que chegou o dia de conferir o longa, e a trama até entrega bons atos de ação, uma história interessante e bem pegada, porém tem um dos defeitos mais grandes que qualquer filme possa ter: é apenas a parte de apresentação, pois a hora que o bicho realmente vai pegar para o lado da espionagem, ele acaba, e deixa 100% aberto para uma ou mais continuações. Ou seja, essa quebra foi algo que decepciona bastante, mas é a vida, ou melhor, os diretores atuais que não sabem ter poder de concisão, deixando tudo para um ou mais capítulos para tentar ganhar mais dinheiro.

O longa acompanha Joe e Lara Travers que são ex-agentes secretos que decidiram abandonar suas carreiras para viver uma vida tranquila. Durante sua estadia em um resort isolado, eles testemunham a queda de um avião e encontram uma pen drive ultrassecreta, tornando-se alvos de uma caçada internacional. Diferentes organizações, incluindo a CIA e o perigoso mercenário Orlin, acreditam que o casal faz parte da ALARUM, uma rede secreta de espiões desonestos. Para sobreviver, Joe pede ajuda a Chester, um ex-colega que agora tem ordens para eliminá-los. Enquanto Lara luta sozinha contra um grupo de assassinos dentro do resort, Joe precisa encontrar uma maneira de resgatá-la e desvendar a conspiração por trás da misteriosa pen drive. Em meio a perseguições brutais e traições inesperadas, eles não sabem em quem confiar.

Diria que o diretor Michael Polish até tentou fazer um trabalho interessante do estilo, que realmente é muito batido, aonde a maioria das cenas você já saca e fica esperando tudo acontecer, porém ele não quis montar uma apresentação rápida e direta para depois desenvolver tudo, ao ponto que durante todo o longa vamos conhecendo bem rapidamente cada um e as suas desenvolturas, de forma que ao final quando as coisas realmente vão acontecer, e achamos que estamos no miolo da trama, pronto, acaba e sobem os créditos, ou seja, até fiquei esperando para ver se era algo diferente de quebra, mas não, simplesmente ele encerra ali. Ou seja, pode ser um erro gigantesco de não ter sido filmado tudo e quiseram testar o público, ou o diretor realmente tem muito para contar na tela e deixou pronto material para alguma continuação que rolará em breve, mas isso só saberemos mais para frente, pois como o longa está levando muitas pancadas da crítica internacional, não sei se acabará rolando, mas o que deu para notar é que ele quis usar demais o estilo de espionagem com ação com dinâmicas acontecendo, ao ponto que no começo até cheguei a pensar que já fosse derivado de algum outro longa ou série, o que não é verdade.

Quanto das atuações, Scott Eastwood até teve alguns atos intensos com seu Joe, correndo, atirando e botando banca em alguns momentos, fazendo com que o personagem tivesse dinâmica, porém faltou trabalhar um pouco mais seu antes dali, pois o longa já começa com ele sendo atacado sem grandes explicações, e ali já começa seu relacionamento que logo muda tudo em questão de minutos, ou seja, faltou que nos conectássemos ao personagem, mas depois ele engrena bem e até traz bons momentos para a tela, agora é ver o que acontece no futuro. A jovem Willa Fitzgerald também botou muita personalidade para que sua Lara saísse socando e batendo sem piedade nos vilões, criando uma atmosfera interessante, mas tem o mesmo problema que o outro protagonista, pois não a conhecemos direito, e como o filme meio que se divide nas partes dele e nas partes dela, quase que vemos um meio sumiço cênico da personagem, e isso soou meio estranho. Felizmente fizeram Sylvester Stallone voltar a atuar em um filme inteiro, pois já estava virando meio que palhaçada aparecer em cinco minutos e depois sumir completamente da trama, e aqui seu Chester embora meio bobão demais até tem bons traquejos, mas não esperava a mudança final para ele, e assim veremos o que vai rolar na continuação. Mike Colter até fez um vilão meio imponente com seu Orlin, parecendo ser alguém importante no meio, mas assim como todos os demais, surgiu do nada, então não temos muito um desenvolvimento por parte do personagem, claro que sendo meio maníaco o ator conseguiu chamar atenção com o que fez, mas não foi muito além. E aí vem a pergunta, e a brasileira Isis Valverde, tem um papel que importe? E a resposta é não, pois sua francesa Brigitte não vai muito além, tendo alguns diálogos, mas é uma participação de 10 minutos e olha lá. Ou seja, faltou desenvolvimento para todos os papeis, e isso é um risco que pode custar muito caro para a produção.

Visualmente a trama se passa dentro de um resort com cabanas num país do leste europeu, bem em meio a neve, com muitos capangas usando roupas bem pesadas e armas mais pesadas ainda, mas como em todo filme do estilo péssimos de mira, tivemos atos bem explosivos com perseguições e tudo mais, uma floresta aonde cai um avião, uma vila simples e um quarto de pousada também sem grandes luxos, além de um galpão gigante, mas bem vazio da equipe de inteligência, e se posso elogiar algo do filme, ficou para o telefone secreto da protagonista, aonde traduziram todos os detalhes que vai mandando para alguém, que não foi bem identificado nessa primeira parte.

Enfim, é um filme que serve como um passatempo digamos que mediano, pois não dá para avaliar completamente meio-filme na tela, e com certeza isso é o que mais tem incomodado o público que está conferindo a trama, ao ponto que o resultado final na tela não é ruim, pois não cansa e passa até que bem rápido os 95 minutos de projeção, mas poderiam ter ajustado um pouco pra lá, um pouco para cá e feito uma trama completa com uns 130 minutos que valeria muito mais do que esperar sabe-se lá quanto tempo para vir uma continuação. E assim fica minha dica para quem for conferir o longa nos cinemas, ir sabendo que o longa acaba sem final, então se prepare. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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