Com a falta do poder de concisão de muitos diretores, roteiristas e afins, junto da gana gigantesca de muitos produtores, cada dia surgem mais e mais séries no mercado dos streamings, o que pra quem gosta é uma felicidade imensa esperar toda semana mais duzentos capítulos ou novas tramas para maratonar, mas para quem busca filmes bons para conferir anda bem difícil a caçada dentro de uma tonelada de plataformas, então hoje resolvi recorrer ao famoso abrir a lista de filmes que jogamos lá para algum dia quem sabe dar play, e o escolhido da vez foi o polonês, "Servindo Nazistas", que pode ser conferido dentro da Amazon Prime Video, que tem uma boa pegada e uma forma bem diferenciada de entrega na tela, aonde vemos um jovem que conseguiu sobreviver perigosamente em um hotel alemão, se passando por francês, enquanto seduzia mulheres alemãs que estavam com os maridos e namorados na guerra. Ou seja, é um filme bem diferenciado de essência e de mote, que consegue segurar bem na tela, sendo ousado e bem trabalhado pelo protagonista, porém dava para quem sabe ir mais além nas histórias dentro do hotel, mas para isso a duração cresceria, então digamos que o acerto foi bem feito de modo geral.
A ação do filme se passa em 1943. O personagem principal é um sedutor cosmopolita e incapaz de sentimentos profundos. Na Polônia, ele perdeu toda a sua família. Sozinho – estando no coração da Alemanha nazista – ele esconde suas origens judaicas e frequentemente escapa da morte. Trabalha como garçom no restaurante de um hotel exclusivo e desfruta despreocupadamente de todos os encantos da vida, cercado de luxo, mulheres belíssimas e amigos de toda a Europa. Contudo, quando a guerra começa a ceifar vidas sangrentas entre aqueles que lhe são mais próximos, o mundo meticulosamente construído ao seu redor desmorona como um castelo de cartas.
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A ação do filme se passa em 1943. O personagem principal é um sedutor cosmopolita e incapaz de sentimentos profundos. Na Polônia, ele perdeu toda a sua família. Sozinho – estando no coração da Alemanha nazista – ele esconde suas origens judaicas e frequentemente escapa da morte. Trabalha como garçom no restaurante de um hotel exclusivo e desfruta despreocupadamente de todos os encantos da vida, cercado de luxo, mulheres belíssimas e amigos de toda a Europa. Contudo, quando a guerra começa a ceifar vidas sangrentas entre aqueles que lhe são mais próximos, o mundo meticulosamente construído ao seu redor desmorona como um castelo de cartas.
Já vi muitas coincidências na vida, mas chega a ser até engraçado algumas coisas que acontece comigo, pois hoje depois de conferir o longa fui pesquisar sobre a carreira do diretor e roteirista Michal Kwiecinski, e descobri que semana que vem ele estará lançando um filme bem interessante com o mesmo ator protagonista desse longa aqui, ou seja, demorei para conferir esse novo, mas já fiquei com muita expectativa do que ele irá entregar semana que vem (claro que estarei botando todas as energias para que chegue aqui no interior!). Dito isso, esse interesse também veio pelo estilo do diretor e do ator que apresentaram aqui, pois o filme é bem imponente em cima de algo digamos talvez impossível, pois literalmente as mulheres não quiseram denunciar ele por medo, afinal mesmo que não falasse descobririam que ele era judeu por outro meio mais fácil, ou seja, como o longa é baseado em um livro, diria que florearam um pouco todas as entregas na tela, e isso deu um tom bacana para a produção, mas certamente tudo foi bem mais intenso e com situações mais densas que não ficariam bonitas na tela. Sendo assim, o diretor brincou com técnicas, mostrou uma desenvoltura bem dinâmica na tela, e criou um filme que tem pegada e história junta, o que acaba agradando bastante nesse estilo.
E já que comecei a falar das atuações, mesmo sendo relativamente novo, Eryk Kulm já tem uma carreira bem intensa no cinema, e aqui seu Filip foi cheio de facetas e dinâmicas, trabalhando momentos mais densos e cheios de dramaticidade, outros mais soltos com a desenvoltura amorosa, e até movimentos de treino intenso quase parecidos com um balé imponente, ou seja, se jogou do começo ao fim com tanta força que chega até cansar o espectador, mas serviu ao menos para que seu papel o marcasse e mostrasse potencial na tela, pois precisava disso. Já Victor Meutelet trabalhou seu Pierre com um ar mais fechado, porém com nuances mais chamativas para um papel calmo na tela, de modo que sentiu bem a pressão nos atos mais fortes e conseguiu demonstrar bem, chamando atenção para si. Caroline Hartig teve poucas cenas para conseguir chamar atenção, mas fez com que sua Lisa tivesse presença, e isso conta muito em dramas, e sua cena final foi precisa e com muita segurança para o que precisava fazer. Ainda tivemos algumas cenas fortes bem marcadas de Zoe Straub com sua Blanka, mas sem usarem tanto a personagem para dimensionar o papel, acabou sendo marcante apenas pelos atos em si.
Visualmente o longa foi bem representativo dentro de um hotel luxuosíssimo, mas com ambientes completamente degradados dos trabalhadores, tendo uma cozinha imponente, porém um banheiro de troca pronto para as matanças, fora tudo sendo lindo ali dentro, e fora a correria com tiros e tudo mais, contando também com cenas numa piscina bem imponente, algumas casas alemãs e claro alguns atos nas ruas e cafés, sendo tudo muito bem representativo tanto no conceito de elementos cênicos quanto nos figurinos, para que o longa fluísse e fosse marcante na tela.
Enfim, não é nada muito surpreendente, sendo bem feito e interessante de conferir, que foi um bom achado na minha lista de perdidos, que até coincidiu com algo que não estava esperando, então matei dois coelhos (sem serem da família é claro... rsss) com uma cajadada só, e assim indico ele para quem não viu ainda dar o play. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.
































