Se tem uma coisa que gosto demais é ir conferir um filme com uma grande expectativa e ela ser suprida com louvor, pois desde o dia que vi o trailer de "Um Cabra Bom de Bola" já fiquei muito esperançoso pelo que veria na tela, afinal une animação com filme esportivo, e mais do que isso, com a pegada do basquete que é um dos esportes que mais gosto de conferir, ou seja, a união perfeita, que para ajudar foi produzido pelo mestre das cestas de 3 pontos, Stephen Curry, em sua primeira empreitada em longas animados, que não meramente trabalhado o protagonista se parece muito com ele (pequenino se comparado aos demais jogadores, mas um craque das cestas a longa distância!) só que de uma forma bem irônica na versão original ele dubla o personagem mais alto na animação (Rafa, a girafa - ironia total!), ou seja, brincou bastante com seu dinheiro. Claro que o longa poderia talvez ter ido mais além como acontece com as produções de grandes animações como a Pixar, Dreamworks e Illumination, que geralmente ao vender os longas para os vários países muda os letreiros conforme vai ficar no país, mas não é nada que atrapalhe, apenas daria um show maior, pois a maioria dos nomes foi trocado para ficar mais agradável, e ter esses nomes novos na tela seria espetacular.
A história acompanha Zeca Brito, um cabrito com grandes sonhos que tem a oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar "Berrobol" (Roarball) – um esporte misto de alta intensidade e contato total, dominado pelos animais mais rápidos e ferozes do mundo. Os novos companheiros de equipe de Zeca não estão muito animados com a ideia de ter um cabrito em seu elenco, mas Zeca está determinado a revolucionar o esporte e provar de uma vez por todas que "os pequenos sabem jogar bola!".
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A história acompanha Zeca Brito, um cabrito com grandes sonhos que tem a oportunidade única de se juntar aos profissionais e jogar "Berrobol" (Roarball) – um esporte misto de alta intensidade e contato total, dominado pelos animais mais rápidos e ferozes do mundo. Os novos companheiros de equipe de Zeca não estão muito animados com a ideia de ter um cabrito em seu elenco, mas Zeca está determinado a revolucionar o esporte e provar de uma vez por todas que "os pequenos sabem jogar bola!".
É interessante observar que aqui tivemos dois diretores estreantes, Tyree Dillihay e Adam Rosette, porém já estiveram em diversos setores artísticos de grandiosas produções, ou seja, não estavam ali sem saber o que fazer, e ao pegarem o livro de Chris Tougas mostraram para o mundo uma ideia insana de basquete com muita imponência, afinal o Berrobol tem a mesma pegada do esporte, mas com muito mais violência, ambientes hostis e tudo o que um mundo selvagem pode entregar, de tal forma que por um leve momento a trama chega a ser um "Zootopia" numa cidade fanática pelo esporte, indo em vários outras jogarem com todo o regulamento tradicional que quem conhece o esporte vai pegar as referências, e tendo uma boa pegada, a equipe conseguiu não se parecer tanto com o longa da Disney, pois tem traços mais marcantes e ousa mais na tela sem querer ser algo bonitinho, e assim acaba chamando muita atenção. Porém quem não for fã de filmes esportivos, com seus motes de superação e tudo mais, pode ser que se canse um pouco, já os fãs, é emoção atrás de emoção.
Quanto dos personagens diria que foram muito espertos nas qualidades de cada animal, no jeito de jogar, com forças e habilidades diferentes, além do estilo da torcida, dos mascotes e tudo mais que é bem conhecido do esporte, mas um ponto mais do que satisfatório foi a dublagem de Rafael Sadovsky para seu Zeca Brito ter um tom mais nortista, com trejeitos divertidos e uma entrega sensacional na tela, pois o personagem original se chama Will Harris, o que aqui ficaria meio estranho, mas super funcionou a adaptação e o resultado agradou demais. Também tivemos a pantera Jaque Fonseca que no original é Jett Filmore, e que Priscila Amorim deu um show de traquejos emocionais nos tons de voz e fez a personagem ser sua realmente. Ainda tivemos bons momentos com o rinoceronte Alex e suas duas filhas, a girafa Rafa com seu tamanho imenso e estilão meio rapper, e a avestruz Olivia Bastos bem colocada com seu jeito de se esconder, além do técnico Denis meio inseguro no começo, mas depois soltando o bicho. Mas sem dúvida o grande ponto marcante entre os secundários ficou para o adversário principal do time, o cavalo Manga Larga que com suas tranças e penteados marcantes botou muita banca no longa.
Como já falei, um ponto bem marcante da produção ficou a cargo dos traços mais parecidos com o do cinema oriental, tendo até boas texturas nos ambientes, mas com um ar mais de rua mesmo, sem precisar fazer com que tudo ficasse bonitinho, e as quadras diversas foram insanas, com pedras, gelo, fogo e floresta, tudo bem imponente, tendo os famosos bares/restaurantes aonde o pessoal vai para torcer, e um final bem imponente em quantidade de "figurantes", ou seja, a equipe artística trabalhou bastante para termos muitos detalhes na tela. Quanto ao 3D, diria que ficou bem fraco, tendo um ou outro momento com profundidades cênicas, servindo mais para dar a perspectiva das quadras e do jogo, que com um ritmo acelerado não teve tanta grandiosidade na tecnologia, então dá para conferir tranquilamente no 2D tradicional.
Enfim, o longa ainda teve boas canções, boas dinâmicas e envolveu bastante, tendo apenas o defeito dos nomes nas camisetas que valeria terem trabalhado um pouco com isso para as versões de outros países, que aí sim seria o longa mais perfeito do ano. Mas ainda assim recomendo ele para todos, e claro para levar a criançada para ver que mesmo sendo baixinho dá para virar um grande jogador (vide o próprio Stephen Curry!). E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


















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