Gosto muito do cinema argentino, tanto das histórias de ficção quanto as que são baseadas em alguns casos próprios do país, porém eles levam as tramas muito ao pé da letra, de modo que em alguns casos falta dar um sabor extra para que a produção não fique sem entonação. E é exatamente isso o que acaba ocorrendo com "Barreda: Marido, Pai, Assassino", que estreou esse final de semana na Amazon Prime Video, pois o filme tem uma história marcante, tem personagens que acabaram sendo "inventados" (afinal pouco se conheceu sobre as mulheres do longa), mas acabaram deixando a densidade da trama morna demais, já que o crime não apenas chocou o país na época, como também formou "torcidas" aonde alguns acreditavam totalmente no assassino, enquanto outros queriam a sua condenação. Ou seja, fui completamente comprado pela sinopse, mas ao conferir acabou faltando aquele algo a mais que faz você querer ir além, sendo apenas algo básico demais para mostrar que o povo consegue acreditar em cada coisa que faz a gente duvidar da realidade.
O longa nos mostra que em 1992, a Argentina é abalada por um crime brutal cometido dentro de uma casa aparentemente comum. Ricardo Barreda, um discreto dentista de La Plata, assassina a esposa, a sogra e as duas filhas adultas, em um ato que choca o país. Enquanto a investigação revela detalhes perturbadores sobre a dinâmica familiar, Barreda passa a construir uma narrativa na qual se apresenta como vítima de anos de conflitos e humilhações. Sua versão dos acontecimentos rapidamente ganha espaço na imprensa e transforma o criminoso em personagem de uma controversa discussão nacional. Entre julgamento, exposição midiática e manipulação da opinião pública, o filme revisita um dos crimes mais impactantes da história argentina.
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O longa nos mostra que em 1992, a Argentina é abalada por um crime brutal cometido dentro de uma casa aparentemente comum. Ricardo Barreda, um discreto dentista de La Plata, assassina a esposa, a sogra e as duas filhas adultas, em um ato que choca o país. Enquanto a investigação revela detalhes perturbadores sobre a dinâmica familiar, Barreda passa a construir uma narrativa na qual se apresenta como vítima de anos de conflitos e humilhações. Sua versão dos acontecimentos rapidamente ganha espaço na imprensa e transforma o criminoso em personagem de uma controversa discussão nacional. Entre julgamento, exposição midiática e manipulação da opinião pública, o filme revisita um dos crimes mais impactantes da história argentina.
Acredito que tenha faltado uma definição de estilo para que a diretora e roteirista Daniela Goggi trabalhasse, pois seu filme poderia ser composto de inúmeras maneiras, e ela acabou escolhendo a mais simples de todas que era misturar os momentos do julgamento com os acontecimentos e ir contando a história com essas quebras, mas sem ousar em criações ou dinâmicas, de modo que o filme ficou razoavelmente bem feito na tela, porém sem chamar para si qualquer momento a dependência do protagonista ficou exagerada, e ele apenas fez o que tinha que fazer. Ou seja, é daquelas histórias que você olha e pensa como tudo foi mal aproveitado, pois facilmente seria um drama de julgamento tão impactante na tela, e acabou sendo apenas um drama com um julgamento que não aconteceu como deveria.
Quanto das atuações, o filme é inteiro de Luis Machín com seu Ricardo Barreda, de modo que mesmo tendo diversos advogados, policiais, e as quatro mulheres da família, só enxergamos ele com seus trejeitos calmos, dinâmicas expressivas sem se impor, e o melhor, ele não passa em algum ato que seja como o personagem fosse psicótico ou tivesse qualquer problema, mas sim alguém que matou apenas por matar, e o mais interessante que nem o ator tentou passar um ar diferente disso, ou seja, lhe passaram como código essa entrega, e ele foi lá e fez, segurando o filme inteiro, mas sem deixar brechas para interpretações do público, o que acaba sendo interessante, mas não impactante. Quanto das mulheres da trama, vale dar um destaque maior para Mercedes Morán com uma Elena que incomoda, sendo daquelas sogras que facilmente muitos botariam para correr, e acredito que esse deva ser o maior mote pelo qual muitos apoiaram o assassino, e claro que a atriz fez bem suas cenas, e assim nos convenceu.
Visualmente o longa trabalhou bem a casa dos personagens, mostrou um pouco o consultório do protagonista anexado à casa, tivemos os atos do ocultamento e do descobrimento da arma no rio, e claro algumas cenas na prisão, mas principalmente a maior parte do longa se passa num tribunal, com os famosos depoimentos e entregas dos advogados e procuradores, aonde a dinâmica até poderia ser mais chamativa, mas não quiseram ousar tanto. Tivemos também figurinos bem colocados dos anos 90, e talvez pudessem ter explorado um pouco mais os acontecidos na formatura e na festa da garota, mas como o filme se baseou no que foi contado pelos personagens verdadeiros, muitos não puderam contar, então ficou bem básico para a equipe de arte.
Enfim, é o famoso filme que tinha um potencial imenso para chamar muita atenção e impactar demais na tela, mas que acabou ficando básico demais tanto para um drama com assassinatos, quanto como um longa de julgamentos, então assim sendo vale apenas para conhecer a história e nada mais. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


























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