Já me perguntaram algumas vezes qual seria o estilo que mais gosto dentro do vasto mundo do cinema, e respondo de cara algo que me traga magia, que tente me enganar na tela, mas que eu consiga pegar a essência aceitando ser enganado, e claro que dessa forma mesmo que a maioria dos críticos odeie "Truque de Mestre", o longa está bem guardado dentro das minhas preferências. E nem tinha visto direito do que se tratava o lançamento da Amazon Prime Video, "Masterplan", e até tinha feito uma certa careta de parecer algo bobinho demais para funcionar na tela, porém ainda assim resolvi dar o play, e a primeira coisa que fui conferir assim que o longa acabou era se tinha algum envolvido fosse na trilha, na direção ou no roteiro dos longas dos mágicos ladrões, e nadinha, mas a semelhança musical e de entrega é muito parecida, e assim sendo é claro que acabei gostando até mais do que imaginava, sendo um filme leve que até tem algumas falhas e forçadas na tela, mas que acaba funcionando até além do que um simples passatempo, tendo pegada e boas dinâmicas que fazem com que não tiremos os olhares dos personagens esperando que tudo dê certo. Ou seja, é o famoso arroz com feijão bem temperado, que pode até estar feio, mas se estiver gostoso, você se delicia.
O longa nos conta que um experiente ladrão quer fazer o roubo de sua carreira. Roger deseja colocar suas mãos na Mona Lisa, um dos quadros mais famosos do mundo. Para isso, ele recruta dois jovens que não conhece tão bem para ajudá-lo. Chiara é uma italiana especialista em crimes cibernéticos, enquanto Jay é um francês com um vasto conhecimento de explosivo. Porém, o que eles não sabem é que são irmãos e que Roger é o pai dos dois. Esse encontro familiar peculiar pode ser a única chance deles de conseguirem realizar o que ninguém jamais conseguiu.
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O longa nos conta que um experiente ladrão quer fazer o roubo de sua carreira. Roger deseja colocar suas mãos na Mona Lisa, um dos quadros mais famosos do mundo. Para isso, ele recruta dois jovens que não conhece tão bem para ajudá-lo. Chiara é uma italiana especialista em crimes cibernéticos, enquanto Jay é um francês com um vasto conhecimento de explosivo. Porém, o que eles não sabem é que são irmãos e que Roger é o pai dos dois. Esse encontro familiar peculiar pode ser a única chance deles de conseguirem realizar o que ninguém jamais conseguiu.
Um ponto engraçado é que reclamei um monte do diretor Thomas Vincent no seu longa anterior, principalmente por ele não entender o estilo mais americanizado que o filme pedia, então aqui o que ele fez, esqueceu o estilo americanizado e botou praticamente na tela uma italiana, um francês e um britânico para resolver, e deu muito certo, pois a ideia de roubar a Mona Lisa é algo que já vimos em toneladas de filmes, e sempre tem alguma desenvoltura diferente, outros dizem que não é a original que está no Louvre, alguns brigam para levar ela para a Itália já que foi concebida lá, e discussões eternas, então a grande sacada do diretor para que seu filme tivesse um vértice diferente foi brincar com a formatação do roubo, colocando tecnologia junto de rusticidade e aliando isso a um bom plano com a famosa sacada de ladrão tentando enganar ladrão, aonde tudo flui bem, e que de forma simples entrega personalidade. Ou seja, o diretor conseguiu mostrar que mudou todo seu estilo e acertou em cheio na tela, brincando com sutileza, mas segurando o suspense e a desenvoltura na tela, o que volto a dizer que é o básico bem feito de todo diretor que queira chamar a trama para si.
Quanto das atuações, o que você colocar na mente é que está longe de ser uma obra aonde Stanley Tucci se joga para um personagem marcante como faz na maioria das vezes, de modo que seu Roger é até bem simples na tela e tem boas facetas nos seus olhares e dinâmicas, mas nada que realmente impressione, sendo o ator mais uma conexão entre os personagens principais, e claro que é uma boa conexão, afinal ele sabe segurar quando lhe jogam a batata assando, e assim acertou no que fez. Já tinha visto muitos filmes com Simona Tabasco, mas nunca tinha reparado no estilo dela, de modo que aqui sua Chiara tem boas sacadas, tem dinâmicas interessantes e principalmente soube se envolver com as jogadas, afinal sua personagem é a inteligência da trama, e mesmo sem se impor muito acabou agradando com o que fez. Na outra ponta tivemos Victor Belmondo que também já fez muitos filmes que vimos e raramente reparamos nele, de modo que aqui cheio de dinâmicas literalmente explosivas com seu Jay acabou brincando com um ar mais cheio de comicidade e com isso puxou muito do longa para entregar na tela, agradando por ser mais "infantil" com seu personagem, mas ainda assim funcionando bem dentro da proposta.
No conceito visual a equipe foi bem cheia das nuances, conseguindo filmar alguns atos dentro do Louvre (que não é algo muito fácil de se conseguir), teve dinâmicas em várias cidades, e trabalhou bem as situações de externas com drones e muitos elementos cênicos para dar velocidade na trama, tendo bons esconderijos e interações dos personagens em hotéis e casas, brincando com explosivos e carrões, além de figurinos diferenciados para dar um certo ar mais imponente ao longa, agradando com tecnologia e desenvoltura em tudo ao ponto que o filme flui fácil na tela.
Enfim, é um longa que tem bastante pegada, que muitos nem se empolgarão tanto com as entregas pela simplicidade e também por ser um tema que já vimos muitas vezes, mas funciona como um passatempo bem gostoso de acompanhar, aonde quem curte o estilo irá ficar conectado e até torcendo por talvez uma continuação, afinal funcionou bem dentro da proposta completa, e assim vale a recomendação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


































