Já falei algumas vezes que gosto de terrores de duas formas, ou que seja tão absurdo que me faça rir e/ou se desesperar pelo que acaba sendo mostrado, ou então que as coisas façam sentido na tela de forma bem explicadas para não ser algo apenas jogado, e infelizmente a maioria gosta de colocar seus filmes com uma possibilidade grandiosa em cima desse último estilo, mas acaba ficando totalmente sem sentido, sem explicações e no fim o público da sessão já começa a conversar para chegar em alguma teoria, e pronto, o filme se foi e não levou nada a lugar algum. E hoje fui ver um filme "sabendo" que seria uma bomba imensa, mas como costumo dar segundas chances para todo mundo, eis que entrei na sala de "Dolly - A Boneca Maldita", e quando a sala começou a encher já percebi que ia ser pior do que imaginava a sessão, pois iria virar a bagunça plena quando tudo começasse a dar muito ruim, e pronto, na metade do filme algumas pessoas já começaram a ir embora, e o pessoal do fundão falando como se estivesse em uma boate lotada que dava para ouvir lá da frente, aonde costumo sentar, e confesso que o blá-blá-blá deles estava melhor do que o longa, pois é algo tão bizarro, tão besta e sem sentido, que ao tentar fazer a personagem parecer alguém que sofreu no passado, não ficamos com pena dela, mas sim com mais ódio da burrice dela e de todos ao redor, fora uma pessoa ficar semi-morta por um bom tempo com sua mandíbula arrancada, não subir uma formiguinha ou mosca que fosse, e pasmem, a pessoa sair andando ainda pela floresta, e consegue piorar (o filme veio apenas dublado, então não sei como ficou na versão original) pois o personagem começa a gritar e falar com a namorada, que ao invés de correr, fica ali de conversa. Ou seja, o pessoal do fundão queria chutar a boneca, mijar nela, e muito mais, mas olha, eu só queria que acabasse o filme pra ir embora, tendo ainda um pós-crédito que deu a entender que haverá continuação!
O longa nos mostra que a jovem Macy é sequestrada por Dolly , uma figura descrita como imponente e instável, e que vive em um local repleto de bonecas em decomposição. Agora, mantida em cativeiro em um ambiente isolado, sofrendo violência física e psicológica, ela é obrigada a assumir o papel de filha em um jogo perverso de "família", no qual a vilã acha que é sua mãe, onde luta pela sua sobrevivência. Com ameaças constantes, ela precisa encontrar um modo de resistir e escapar.
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O longa nos mostra que a jovem Macy é sequestrada por Dolly , uma figura descrita como imponente e instável, e que vive em um local repleto de bonecas em decomposição. Agora, mantida em cativeiro em um ambiente isolado, sofrendo violência física e psicológica, ela é obrigada a assumir o papel de filha em um jogo perverso de "família", no qual a vilã acha que é sua mãe, onde luta pela sua sobrevivência. Com ameaças constantes, ela precisa encontrar um modo de resistir e escapar.
O filme contém um outro detalhe que odeio que é capitular a trama, ou seja, "capítulo 1 - isso", "capítulo 2 - aquilo", e por aí vai, sendo que você está vendo as coisas acontecerem, e anunciar antecipadamente apenas fica uma forma bem "idiota" de fazer o público esperar determinado acontecimento, e o diretor e roteirista Rod Blackhurst mostrou que estava completamente disposto a usar essa técnica de modo tão chulo, tão sem base, que chega a incomodar suas paradas, sendo o tipo de associação que ele não sabia como cortar seu filme e saiu jogando, e o resultado acabou ficando algo que mais incomoda do que agrada. Além disso, faltou ele desejar ir além na tela, pois seu filme acaba tendo uma desenvoltura tão fora da base, sem explicar direito as intenções da boneca, além de querer um bebê seu, que acaba não funcionando de forma alguma nas dinâmicas. Ou seja, é daqueles para esquecer com toda certeza.
Quanto das atuações, ou melhor dos personagens já que o filme só veio dublado para o interior, o que vemos na tela é até algumas movimentações interessantes de Max the Impaler com sua Dolly, pois teve força, imposição e alguns momentos bem toscos funcionais, mas não causa o terror como deveria, sendo apenas violenta na tela. Diria que a jovem Fabianne Therese até teve algumas dinâmicas intensas com sua Macy, mas não convence seu desespero e medo, de modo que acaba parecendo que escolheram a primeira garota na rua que gritasse mais, e assim acabaram pegando ela. Russ Tyler viveu a base da maquiagem protética com seu Billy, pois logo no começo já tem sua mandíbula arrancada, ficando pendurado o tempo inteiro como algo totalmente comum, e o melhor, gritando e falando palavras normais, ou seja, um absurdo total para o papel. Ainda tivemos o pai e o guarda florestal, mas é melhor nem entrar a fundo nas atuações sem nexo deles, pois é lastimável.
Visualmente a equipe de arte arrumou muitas bonecas antigas, daquelas que dão medo só de ver, mas que muitas garotas tiveram quando crianças, espalhadas pelo chão, no porão rodeadas de velas, nas árvores e aonde você olhar tem a exposição delas (sem qualquer explicação aparente), depois tivemos uma pessoa com uma cabeça gigante de boneca de porcelana, também sem explicação alguma de como aquilo ficou preso, tivemos uma casa bem sinistra e claro os famosos passeios românticos numa floresta totalmente densa, e também muito sangue, cortes e próteses, ou seja, o básico de um terror que poderia ter levado a algo na telona.
Enfim, sabia que seria uma perda de tempo ir conferir esse longa, mas resolvi arriscar, afinal vai que saio completamente surpreso com algo, só que dessa vez não rolou, e infelizmente não posso indicar ele para ninguém, pois é ruim com força, e pensar que terá continuação pela cena pós-crédito que talvez poderá ser mais explicativo de tudo, mas ainda assim, prefiro não dizer que vai salvar esse. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.
































