Sem enrolações já vou dizer de cara que "Um Filme Minecraft" só vai funcionar se você for realmente muito, mas extremamente fã do jogo, pois tirando as coisas que só o pessoal que entendeu as piadas, personagens, e sacadas riram, eu como apenas um cinéfilo que confere tudo o que sai, raspou a trave de sair da sessão sem ter dado uma risadinha de uma trama cômica (só ri mesmo do bicho que sai para o mundo real e acaba tendo um caso com a diretora da escola!). Ou seja, é mais uma adaptação de jogo para filme que acabou ficando tão murcha de dinâmicas, que se duvidar os gráficos do jogo são bem melhores do que o entregue na telona, e o 3D do filme é só para realmente parecer um jogo, pois nada (repito NADA) sai da tela ou dá alguma perspectiva interessante. Confesso que fui sem esperar muito do longa, tanto que nem liguei de ir conferir dublado (só reclamaria que os diálogos acabaram gravados com um som bem abaixo do restante), e nem assim algo acabou me surpreendendo, sendo daqueles filmes tão bobinhos que chega a ser desanimador o resultado final (claro que para alguém que nunca jogou o game, pois o pessoal do fundão riu horrores e saiu mega feliz com o que viram!).
O longa é a primeira adaptação live-action para os cinemas do jogo mais vendido de todos os tempos, Minecraft. Neste universo onde a criatividade não só proporciona diversão como também é vital para a sobrevivência, quatro indivíduos desajustados — Garrett “O Lixeiro” Garrison (Jason Momoa), Henry (Sebastian Eugene Hansen), Natalie (Emma Myers) e Dawn (Danielle Brooks) — são subitamente transportados para o Mundo Superior, um mundo cúbico e bizarro onde a imaginação reina. Após passarem por um portal misterioso, eles se encontram em uma terra repleta de perigos e criaturas malignas, como Porcos e Zumbis. Para retornarem ao seu mundo, eles terão que dominar este novo ambiente com a ajuda de um construtor experiente e imprevisível, Steve (Jack Black). Durante essa jornada mágica, os cinco aventureiros precisarão redescobrir suas habilidades únicas, essenciais não apenas para sobreviver no Mundo Superior, mas também para prosperar na vida real.
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O longa é a primeira adaptação live-action para os cinemas do jogo mais vendido de todos os tempos, Minecraft. Neste universo onde a criatividade não só proporciona diversão como também é vital para a sobrevivência, quatro indivíduos desajustados — Garrett “O Lixeiro” Garrison (Jason Momoa), Henry (Sebastian Eugene Hansen), Natalie (Emma Myers) e Dawn (Danielle Brooks) — são subitamente transportados para o Mundo Superior, um mundo cúbico e bizarro onde a imaginação reina. Após passarem por um portal misterioso, eles se encontram em uma terra repleta de perigos e criaturas malignas, como Porcos e Zumbis. Para retornarem ao seu mundo, eles terão que dominar este novo ambiente com a ajuda de um construtor experiente e imprevisível, Steve (Jack Black). Durante essa jornada mágica, os cinco aventureiros precisarão redescobrir suas habilidades únicas, essenciais não apenas para sobreviver no Mundo Superior, mas também para prosperar na vida real.
Se com a animação da Netflix, "Thelma, O Unicórnio", o diretor Jared Hess conseguiu dosar bem a comicidade absurda que é sua característica, e fez algo que certamente será muito lembrado, aqui ele voltou aos absurdo jogado como fez em "Gênios do Crime" e se perdeu ao adaptar para a telona algo apenas para fãs do jogo, pois como falei no começo não existe uma cena que seja divertida para quem for ao cinema apenas ver o filme como uma trama cômica de live-action misto com animação, muito pelo contrário, é uma bagunça de elementos, os personagens humanos são sem carisma algum, e acabaram não desenvolvendo na tela os personagens animados, de modo que tudo acaba sendo jogado na tela, e você descubra por sua conta e risco quem são ou o que são, o que fazem e tudo mais, o que é uma pena, pois aparentemente no jogo tudo isso pode ser bem legal, e aqui muitos irão apenas olhar e falar ok. Ou seja, o erro até pode ser dos muitos roteiristas que se perderam em como montar uma estrutura aceitável na tela, mas dessa vez o grande culpado foi o diretor em aceitar algo gigante para ficar minúsculo como resultado final.
Confesso que estava com um certo receio de ir conferir o longa dublado, mas como os horários legendados em 3D eram muito ruins, e como aqui temos praticamente uma animação que não ligo de ver nas vozes nacionais (as vezes até prefiro por inserirem uma ou outra piada nacional - aqui meteram um cacildis em determinado momento, entre outros trejeitos!), e também por serem bons dubladores profissionais resolvi arriscar, e não digo que foi uma má escolha, pois não são os diálogos que são fracos (apenas com volume baixo demais na dublagem) e sim os personagens que são bem ruins, ao ponto que nem uma super atuação salvaria a trama, ou seja, é até difícil dar destaque para alguém aqui. Volto a frisar que não conheço os personagens do jogo, mas Jack Black até foi o mais esforçado com seu Steve, mostrando algumas coisas do Mundo Superior, mas sem gracejos que chamassem atenção para o que ele apresenta, o jovem Sebastian Hansen até tenta ser alguém maravilhado e criativo com seu Henry, mas não vai além, Jason Momoa só está no longa por ser o produtor do filme, senão certamente dariam o papel para outro, pois ele pareceu ter saído da terapia pós-Velozes 10 e foi gravar com o mesmo personagem na tela, e as garotas é melhor nem entrar em detalhes. Dos personagens animados a porca-bruxa Malgosha que demorei uma eternidade para entender o nome é até engraçada com suas "maldades", mas não vai além de alguém que grita, e os demais porcos são tão bobos quanto burros, que numa briga com os zumbis acho que nenhum ganharia, e os aldeões só andam de um lado para o outro, ou seja, vale pelo aldeão estranho que saiu para fora do mundo do jogo e teve boas sacadas, mas nem sei se chegam a falar o nome dele em algum momento.
Visualmente o longa tem momentos interessantes, mas com gráficos simples demais, ao ponto que o trailer está até mais bonito que o filme em si, com algumas construções das casas e castelos tão simples, com uma vila dos aldeões até bonitinha, e o mundo dos porcos bem cheio de nuances de quase um inferno, mas sem muitos detalhes, ao ponto que o mundo do Steve aonde parecem ter coisas bem mais legais acabaram nem utilizando, e do lado de fora a loja de jogos e coisas antigas do Lixeiro até que ficou meio que de um sebo interessante, mas nem foi muito a fundo. Quanto dos personagens animados, muitos ficaram bem legais quadrados, com uma certa profundidade com os óculos 3D e as sombras, mas mesmo sem nunca ter jogado o jogo posso afirmar que economizaram demais na computação gráfica entregue na tela, pois tudo não parece querer ser um filme realmente, mas sim algo artificial de um jogo transportado para uma telona, e isso pesou bastante, e claro que os óculos só serviram para que não assistíssemos o filme sem borrões duplicados, pois se no trailer a abelhinha parece vir em nossa direção, na tela nem isso tem um grande movimento, ou seja, nada funciona na tecnologia.
Enfim, posso estar sendo muito exigente com o longa, pois como é algo feito para os fãs, acredito que amanhã mesmo alguém que é viciado no jogo vai falar que foi a melhor adaptação de um game para as telonas, mas para quem for acompanhar os filhos ou apenas conferir como filme, vai praticamente sair sem ter entendido quase nada, e nem feliz com o que viu na tela, afinal poderia ser ao menos uma comédia escrachada para rirmos com as besteiras, e nem isso acontece. Ou seja, não posso indicar ele, e vou dormir triste, afinal poderia ter visto algo melhor nos streamings hoje, então fico por aqui, e volto amanhã com mais textos, então abraços e até lá.