Se tem algo que me deixa feliz é conferir um filme que tem uma proposta para acontecer e acaba funcionando redondinho sem precisar de enrolações ou exageros desnecessários. E sabemos muito bem que a maioria dos filmes baseados em jogos de videogame dão errado, não agradam os fãs, e por vezes até saem completamente da essência que a trama pedia, e olha que a maioria dos jogos possuem roteiros bem elaborados que um bom diretor só precisaria executar, mas inventam moda e acaba falhando. E hoje depois de uma tonelada e meia de adaptações bagunçadas e sem nexo algum, conseguiram finalmente fazer um "Resident Evil" que mereça o nome que tem, aonde tivemos muitos sustos no público, sangue para todo lado, armas condizentes (nada de arsenal imenso a disposição), personagens bem encaixados com pegadas cômicas e funcionais, e principalmente uma história interessante, não sendo algo de outro planeta, mas que agradasse quem fosse conferir, e pasmem, com apenas 90 minutos de projeção que acaba deixando com gostinho de quero mais, e claro aberto para continuações. Ou seja, funcionou com gosto!
O longa gira em torno de Bryan, um entregador de órgãos que está a caminho do Hospital Geral de Raccoon City para deixar uma encomenda. No entanto, o que deveria ser apenas mais uma entrega em uma noite de neve se transforma em uma corrida desesperada pela sobrevivência quando criaturas estranhas surgem na cidade. Sem entender o que desencadeou os eventos violentos que estão acontecendo, Bryan liga para a sua namorada para se despedir e tenta encontrar uma saída enquanto descobre que o problema é muito maior do que imaginava.
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O longa gira em torno de Bryan, um entregador de órgãos que está a caminho do Hospital Geral de Raccoon City para deixar uma encomenda. No entanto, o que deveria ser apenas mais uma entrega em uma noite de neve se transforma em uma corrida desesperada pela sobrevivência quando criaturas estranhas surgem na cidade. Sem entender o que desencadeou os eventos violentos que estão acontecendo, Bryan liga para a sua namorada para se despedir e tenta encontrar uma saída enquanto descobre que o problema é muito maior do que imaginava.
Pois bem, se antes tínhamos dúvidas se o diretor Zach Cregger tinha apenas dado sorte de fazer dois bons filmes de terror, fazer a categoria voltar a ter lugar nas premiações e encher os cinemas, agora não temos mais, ficando claro que ele é um fenômeno do estilo, sabe aonde botar sua mão e desenvolver algo sem ficar com cópias, sendo bem original e intenso em tudo, e o melhor colocando pitadas cômicas para dar o relaxamento certo. Ou seja, ele enxerga bem aonde talvez sua trama vai ter uma quebra, que por vezes muitos diretores encheriam de mais história e enrolações, e ele pega dá uma sacada cômica e já volta no rumo, meio como o famoso quebrar o gelo em reuniões chatas, e isso é brilhante, pois o gênero é um dos poucos que aceita misturas, e aqui ao pegar algo que já foi tão batido como é o caso da franquia de jogos da Capcom, e criar algo completamente novo para ser desenvolvido na tela em pouco tempo, e ainda assim ficar extremamente semelhante ao clima dos jogos, foi seu acerto máximo e já podemos ver chovendo roteiros em suas mãos, e claro que aguardaremos, afinal já tem sua assinatura.
Quanto das atuações o filme é apenas de Austin Abrams com seu Bryan como um completo palerma que entra nas mais impossíveis situações para fazer a sua entrega, sendo daqueles que você ao mesmo tempo que cria um carisma também acaba xingando pelas burrices que faz, e o ator soube aproveitar demais seus momentos do começo ao fim, tendo presença e desenvoltura para que o papel funcionasse bastante, o que é raro acontecer em filmes de terror, principalmente em algo que já teve personagens no melhor estilo brucutu possível, ou seja, ele se desenvolveu bem e acabou entregando muito para o público, e claro, para o filme. Ainda tivemos outros personagens aparecendo em cena, sejam cientistas, médicos ou até monstros e zumbis, mas sem grandes destaques interpretativos, tendo um leve destaque cômico para Paul Walter Hauser e Zach Cherry, mas também nada que impressione pela essência colocada na tela.
Visualmente o longa é incrível, e felizmente o diretor fez questão de filmar realmente a maioria das cenas sem computação gráfica, tendo carros abandonados, muita neve, frio, sangue voando para todos os lados e somente nos momentos impossíveis de se recriar como os monstros grudados e as raízes saindo dos corpos que botou os computadores para trabalhar, mas tendo muitos ambientes escuros na medida certa para vermos tudo, alguns cômodos bem semelhantes aos que víamos nos jogos, cachorros mutantes, ratos, e corpos de todos os estilos, algumas armas mais simples como um revolver, uma espingarda e um rifle, sem muitas invenções para que tudo se encaixasse bem na tela.
Enfim, é um filme que gostei muito, levei vários sustos que cheguei a misturar gritos com risadas, e que funcionou demais para o que eu realmente estava esperando de um filme baseado em um jogo que curti na época mais jovem, que claro não tem um personagem imponente como os demais da franquia, mas que justamente por isso aproximou mais o espectador do jogador comum, aquele que vai jogar sem saber regras e sai fazendo o que dá conta, além de que o diretor usou muita perspectiva de câmera em primeira pessoa, de modo a parecer que estávamos jogando sendo o personagem, e isso já fez valer o ingresso. E é isso meus amigos, fica a recomendação de conferida, e eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


































