Muita gente fala que eu fujo de comédias, mas não é bem assim, apenas evito o gênero por ser difícil me fazer rir de verdade, e não apenas sorrir mostrando os dentes com o famoso humor sem ser engraçado, e se cair para apelação então, aí já chego até a pensar em sair da sessão, mas veio pro cinema, então lá vou eu. E hoje fui conferir a pré-estreia lotada (de 4 pessoas) do filme "Um Pai em Apuros", que desde o dia que vi o trailer tinha certeza absoluta que já tinha visto algo completamente igual, e que agora sei que é uma refilmagem de um longa argentino que já foi refilmado por uma dezena de países (o que mais lembrei foi o italiano, que falei dele aqui), ou seja, zero criatividade, tendo inclusive algumas cenas exatamente iguais. Mas se fosse bom, não importaria ser algo recauchutado, o problema é que é um filme tão morno, tão sem graça, que se não fosse o sotaque da diarista com suas entregas, iríamos torcer para acabar ainda mais rápido o filme, pois ele é curto até, mas apenas nos faz sorrir dentro de um passatempo que nem vamos lembrar daqui alguns dias, mas rir mesmo, ficaram devendo.
No longa vemos Roberta e Fred vivem uma vida normal em família ao lado de seus quatro filhos. Quando Roberta decide tirar férias e deixar a casa e as crianças na responsabilidade de Fred, a rotina vira um campo de batalha. Entre inúmeros desafios e obstáculos, essa família irá descobrir o verdadeiro significado de estar juntos.
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No longa vemos Roberta e Fred vivem uma vida normal em família ao lado de seus quatro filhos. Quando Roberta decide tirar férias e deixar a casa e as crianças na responsabilidade de Fred, a rotina vira um campo de batalha. Entre inúmeros desafios e obstáculos, essa família irá descobrir o verdadeiro significado de estar juntos.
Diria que a diretora Carol Durão tentou brincar com o material que tinha, e até foi bem ajudada pelo elenco para que o caos reinasse e parecesse pior ainda do que realmente é, afinal sabemos que a mãe de um filho só já sofre para controlar toda uma casa, imagina com cinco filhos de idades variadas (se contarmos com o pai que age como uma criança), porém faltou transformar esse conflito bagunçado em algo realmente cheio de caos durante o controle do pai, pois pareceu tudo muito facilmente normalizado, tendo apenas alguns perrengues com o pequeno ficando sozinho, uma menstruação e algumas brigas noturnas, mas nada que realmente impactasse para divertir, mesmo sabendo que é difícil conciliar tudo isso com o trabalho, mas digamos que ficou muito "fácil" de ver na tela. Ou seja, faltou a diretora pegar e dar uma boa chacoalhada no roteiro e ir mais além, o que acabou não acontecendo, parecendo que o ator apenas estava "exagerando" nas reclamações.
Quanto das atuações, volto a frisar algo que já falei antes que Rafael Infante tem um humor próprio dele e não pode estar amarrado, senão ele fica tão preso que parece não fluir na tela, e é o que acontece aqui com seu Fred, sendo que a todo momento ele tenta jogar uma piada, vemos que vai sair, mas ele se prende e fica apenas no ato forçado, e isso não deu liga na tela. Da mesma forma me diz o motivo de colocar uma humorista como Dani Calabresa para um filme cômico, só que sua Roberta sai de cena em menos de 20 minutos de filme sem fazer um ato cômico, basicamente sendo sua personagem apenas um enfeite de duas cenas, no churrasco dando explosões e no carro aonde se mostra desesperada. Agora quem salvou o filme foi Macla Tenório com suas cenas mais rápidas e diretas, que juntando o sotaque colocado para sua Brenda acabou trazendo leveza e dinâmica para que seus atos fossem divertidos de ver na tela.
Visualmente o longa teve alguns bons momentos interessantes na loja que o protagonista trabalha (Casa do Coelho - mas não é minha ok galera?), tivemos o Family Day caótico (com a famosa cena da bola gigante de hamster que tem em todas as versões), e muitos momentos na casa dos protagonistas com brinquedos espalhados e dinâmicas tradicionais de café da manhã na cozinha, quartos coloridos diferenciados para dar um leve charme na tela, mas nada muito chamativo que fizesse mostrar o serviço da equipe de arte.
Enfim, é aquele passatempo que se você for conferir vai sair feliz desde que não espere rir, mas logo depois já vai esquecer dele, e se você for esperando algo com certeza não vai encontrar, então não é daqueles filmes que vou recomendar, mas não digo que seja a pior coisa que já vi, aliás o filme italiano que citei é bem ruim, então talvez o argentino salve, mas como não o vi, e nem o verei tão cedo, fica a dica para quem viu, vir aqui comentar. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.
































