Netflix - Dinheiro Suspeito (The Rip)

1/18/2026 10:41:00 PM |

Ultimamente muitos filmes da Netflix tem servido apenas como um bom entretenimento sem irem a fundo nas situações, principalmente os que colocam muita ação em jogo, pois acabam tendo boas entregas, mas com uma fluidez sem grandes chamarizes na tela. Claro que com isso não estou dizendo que o longa "Dinheiro Suspeito" seja ruim, muito pelo contrário, pois temos algumas dinâmicas bem fechadas e uma intensidade marcante, porém com pouquíssimos ajustes, jogando a trama para um suspense mais denso, teríamos um filmão daqueles para não se esquecer jamais, mas infelizmente não é essa a ideia da companhia, então para passar o domingão conferindo, já quebra o galho pelo menos.

No longa vemos que a confiança entre uma equipe de policiais de Miami é quebrada e colocada à prova após encontrarem uma grande quantia de dinheiro num esconderijo. Enquanto as forças institucionais descobrem o tamanho da apreensão, dúvidas com relação a quem confiar colocam o grupo em disputa.

É engraçado que o estilo do diretor Joe Carnahan é totalmente esse, ao ponto que você olha para o longa e vê sua mão funcionando na tela, só que ele poderia ter brincado com mais conflitos entre os personagens, para que o público surtasse um pouco com toda a entrega, mas usou bem do que tinha e pode chamar a atenção com algumas cenas de muitos tiros ensurdecedores (precisei abaixar o volume da TV, algo que com uma mixagem mais correta funcionaria melhor), e que tendo um roteiro simples, mas com algumas reviravoltas interessantes, o resultado entrega bem na tela. Diria que talvez uma pegada mais lenta, mais cheia de envolvimento com os personagens daria um tom mais marcante, mas talvez cairia muito para o lado de uma série, então a opção direta entreteve bem e acabou agradando.

Quanto das atuações, vou falar bem pouco para não estragar o "mistério" dos personagens e suas dinâmicas, mas logo de cara vemos um Matt Damon bem sério com seu Dane, sendo mais pegado no passado e tendo alguns problemas pessoais para se fechar tanto, de modo que mostrou também que o ator já não é mais aquele garotão que estávamos acostumados a ver na maioria dos filmes, e assim sendo o resultado dele pareceu faltar um pouco mais de explosão. Já que estou pedindo explosão, acredito que Ben Affleck estava com a cabeça quente demais com seu J.D. parecendo até estar sob efeitos de algo a mais na tela, brigando fácil e entregando dinâmicas meio que exageradas demais na tela. Teyana Taylor está tentando ser a nova Nicolas Cage, pois a cada 5 filmes que são lançados ela está em 4, e isso é perigoso para que ela fique um pouco queimada demais no mercado, mas ainda assim ela entrega alguns momentos simples bem feitinhos com sua Numa. Catalina Sandino Moreno só foi mais interessante na tela com sua Lolo por cuidar do cachorro do grupo, pois é tão apagada que não sabia nem quem era a atriz. Scott Atkins poderia ter participado mais com seu Del, pois fazendo o irmão de Affleck tiveram bons momentos de intensidade mais pegada o que chamou atenção na tela. Ainda tivemos Steven Yeun bem colocado com seu Mike Ro, bem misterioso em cena, falando muito com todos os personagens, principalmente com Sasha Calle fazendo Desi, mas ambos sem irem muito além na entrega do longa.

Visualmente o longa por incrível que pareça é simples, pois para um filme de ação, geralmente temos grandes ambientes, cenários cheios de nuances e tudo mais, mas aqui temos a delegacia, um começo intenso com a policial sendo perseguida, que nem desenvolveram tanto, mas depois vamos para uma rua de casas de classe média, com tudo ocorrendo ali dentro, procurando o dinheiro, vários tambores e pacotes, para na sequência já começar tiroteios e por fim uma perseguição, mas nada de muito explosivo realmente como poderia acontecer.

Enfim, é um passatempo bacana de acompanhar, que funciona na tela, não sendo algo que vai impactar nem agradar tanto ninguém, mas como o próprio nome diz, serve para passar o tempo conferindo, então quem estiver com um tempo aí para gastar e curtir o estilo, acaba valendo o play. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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O Diário de Pilar na Amazônia

1/17/2026 10:11:00 PM |

Antes de mais nada, caso você não seja leitor dos livros, nem tenha conferido a série animada, tente descobrir um pouco mais para não ficar tão perdido com os personagens de "O Diário de Pilar na Amazônia", pois mesmo sendo um filme bem infantil, totalmente voltado para a criançada, a pegada ecológica funciona bem e tem até seus gracejos, mas se desconhecer qualquer coisa vai achar vários absurdos como o bolso mágico da garota que sai de tudo, e alguns personagens que aparecem apenas para dar o ar da graça sem nada de útil para o filme. Ou seja, é uma trama que a criançada que já é fã da personagem vai curtir, tanto que os que estavam na sala entraram eufóricos e curtiram cada minuto sem nem ficarem zanzando pela sala, tendo boas nuances explicativas sobre os personagens lendários da floresta, sobre como o açaí original não é o docinho que todo mundo ama, e por aí vai, sendo simples e bem colocado ao menos como um passatempo "educativo".

No longa acompanhamos uma menina curiosa, extrovertida e exploradora chamada Pilar embarca em diferentes aventuras na floresta amazônica para ajudar uma amiga a reencontrar a família. Com sua rede mágica, um presente dado por seu avô, Pilar viaja até a Amazônia junto com o colega Breno e o gato Samba. Lá, eles fazem novos amigos, como a ribeirinha Maiara cuja comunidade foi destruída. Com a ajuda de figuras folclóricos, a jovem e seus amigos embarcam num desafio de encontrar a família de Maiara e impedir o contínuo desmatamento na região.

O interessante é que os diretores Eduardo Vaisman e Rodrigo Van Der Put possuem diversas comédias em seus currículos, e possuem muito mais experiência nesse molde, mas também já trabalharam com outros filmes e livros infantis e juvenis da escritora Flávia Lins e Silva, ou seja, acharam um modelo para conseguir ganhar muito tendo sempre trabalho com os mesmos personagens. Claro que não é tão fácil assim como estou falando, afinal trabalhar com crianças, animais e locações variadas fora de um "ambiente seguro" é bem complexo, mas tendo a base, o resultado flui muito fácil, ainda mais se gravarem bastante enquanto a protagonista está com mesmo tamanho e idade, e ir depois só desenvolvendo o restante para lançar, então veremos com certeza mais trabalhos da personagem na tela, e talvez com os mesmos diretores. Porém, como esse está sendo o primeiro filme live-action da personagem, valeria ter uma introdução maior para os que antes não a conheciam.

E falando da protagonista, a jovem Lina Flor estreou com uma postura simples, porém bem carismática para sua Pilar, parecendo um pouco tímida demais, mas tendo uma boa segurança para a maioria dos atos, talvez precisando um pouco mais de intimidade para ir mais além, então num segundo filme acredito que vá se soltar mais. Já o jovem Miguel Soares, embora seja seu primeiro papel no cinema, já trabalhou muito em novela, e assim já tinha uma desenvoltura mais pegada com a câmera, fazendo com que seu Breno tivesse carisma e soubesse se posicionar melhor para os devidos momentos, agradando com o que fez, e também com o carinho que teve com os demais personagens. Ainda tivemos bons momentos com os dois jovens, que acredito que sejam da região Norte que foram bem escolhidos para os papeis de lá, Sophia Ataíde e Thúlio Naad com seus Maiara e Bira bem encaixados no sotaque, no estilo e na desenvoltura de seus papeis, além dos demais povos indígenas que aparecem bem na tela, os personagens lendários bem colocados, ou seja, um filme de uma região mesmo. E claro, mesmo que fazendo vilões bobos, afinal esse é o estilo em filmes infantis, tivemos Marcelo Adnet como um empresário do agro querendo colocar mais pastos para gado no meio da Amazônia, e Babu Santana, Emilio Dantas e Rafael Saraiva como seus capangas bem colocados em cena.

Visualmente o longa tem uma boa pegada no meio da floresta, mostrando bem as embarcações de viagens com suas muitas redes, e também as barcas com muitas toras das árvores desmatadas, com tratores e motosserras, além de alguns rituais indígenas e preparações de armas e treinos para tentar pegar os bandidos, tudo com bons símbolos nos rios, contando ainda com botos, sereias, curupiras, entre outros, ou seja, a equipe de arte brincou bastante na tela.

Enfim, é um longa infantil, então não espere desenvolturas mil, nem efeitos mirabolantes, mas tudo bem feitinho, simples e funcional de acordo com o que o livro acredito que pedia, só frisando mesmo que faltou explicar um pouco mais como sendo o primeiro live-action, para entendermos mais dos protagonistas, mas não é nada que com um tempo de tela não se prenda. Então fica a dica para os fãs da série serem levados pelos pais nas sessões, e eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos. Então abraços e até logo mais.


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O Beijo da Mulher Aranha (Kiss of the Spider Woman)

1/17/2026 02:52:00 AM |

Particularmente gosto bastante de musicais e se tem algo que fico feliz com minha pouca memória é que lembro pouquíssimo dos clássicos que assisti no passado, de modo que hoje fui conferir o novo longa, "O Beijo da Mulher Aranha", apenas lembrando que a protagonista do original era a Sonia Braga e que o diretor era o Hector Babenco, e absolutamente nada mais, então foi como se estivesse vendo um filme novo, que me agradou bastante com a entrega dos protagonistas, com a dinâmica da história dupla ocorrendo, e só me decepcionou um pouco de ser uma trama que se passa na Argentina em 1983 e o longa ser inteiramente falado em inglês, com uma canção só bem secundária em espanhol, ou seja, ficou um pouco fora do eixo, mas nada que chegue a incomodar o espectador comum. Ou seja, é cheio de danças, com uma pegada emocional bem trabalhada na tela, e claro com nuances fantasiosas que junto da temática da ditadura amplia o cerne na tela com uma dinâmica chamativa, leve e emocionante de ver.

O longa nos conta que Valentín é um preso político da ditadura argentina nos anos 80 que divide cela com Molina, um ex-decorador de vitrines que foi detido por atentado ao pudor. Reconhecido como um homem gay, Molina passa a narrar para o seu companheiro as histórias de seu musical de Hollywood favorito, um drama colorido e espetacular protagonizado por sua atriz predileta Ingrid Luna. Logo, um forte vínculo se forma entre a dupla, enquanto Molina tenta escapar da realidade política brutal através da imaginação. Logo, inicia-se uma fantástica história de romance.

A principal mudança que o diretor e roteirista Bill Condon fez na trama do original foi mudar de drama psicológico para um musical politizado, e ele como bem sabe fazer em seus longas conseguiu jogar para um vértice tão descontraído e emocional, que seu filme acaba fluindo fácil, não vira algo cansativo de acompanhar, e mesmo com a pegada musical não chega a incomodar, pois muitas vezes alguns atos não precisariam da cantoria toda, mas aqui entraram com nuances tão bem encaixadas que resultaram em algo que quem curte musicais acaba encantando com a história dos personagens, e claro da paixão do protagonista em contar seu filme preferido sem ter um cinema para exibir para o outro, e fazer com que ele enxergasse tudo nas minúcias desenhadas pela encenação de sua mente.

É engraçado que nunca tinha ouvido falar do ator Tonatiuh, mas a personificação, o encantamento e toda a desenvoltura que deu para seu Luis Molina e Kendall Nesbit, foi algo de se aplaudir, pois ele conseguiu representar em palavras o sentimento das imagens, ao ponto que mesmo que o diretor não quisesse criar as cenas do longa fantasioso, somente de escutar tudo o que ele falava, no tom bem colocado, já faria você imaginar tudo da mesma forma que seu parceiro cênico, ou seja, deu show! Já Diego Luna soube brincar bem com as facetas mais sérias de seu Valentín Arregui, e ir dando as devidas nuances de interesse em tudo que o parceiro de cela vai lhe contando, criando uma intimidade bem alocada e dinâmicas cheias de envolvimento na tela, além de boas cenas de dança com seu Armando. Jennifer Lopez sempre entrega bem personagens sensuais na tela, e aqui como uma dançarina ainda por cima pode dar seu show em diversos momentos de sua Ingrid Luna, Aurora e Mulher Aranha, ou seja, três vertentes bem diferentes, mas que a atriz se jogou. 

Visualmente a trama teve como boa parte da trama dentro da cela da prisão, tendo poucos elementos cênicos, mas bem usados, como a beliche do protagonista com sua cortina de contas, a cama simples do outro protagonista, alguns pôsteres de filmes, uma pequena mesa com um fogareiro e um banheiro separado com uma cortina, além disso tivemos o outro lado do filme com muitas cores, que a todo momento é frisado ser feito em tecnicolor, tendo vários atos de dança em palcos, boates, restaurantes, vilas e tudo mais, com várias nuances e figurinos esvoaçantes, além de alguns momentos em uma selva bem fictícia, mais puxada para algo teatral. Ou seja, a equipe de arte usou bem as bases do musical da Broadway para desenvolver todo o ambiente do longa.

Enfim, é um longa que não estava botando tanta fé que iria gostar, principalmente pela propaganda vendida de como um dos melhores musicais da atualidade, fazendo comparações e tudo mais, mas o resultado funciona bem na tela, envolve e emociona na medida, e ao final estamos bem conectados com toda a entrega na tela, valendo bem a recomendação, mesmo não sendo algo perfeito. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Extermínio: O Templo dos Ossos (28 Years Later: The Bone Temple)

1/16/2026 01:10:00 AM |

Cá estou aqui pensando os rumos que uma franquia que parecia simples de ser fechada pode ir ainda, pois quando depois de muitos anos resolveram fazer "Extermínio: A Evolução", que vimos no ano passado, imaginava que ali fechariam tudo, encerrando o ciclo e beleza visceral da trama de zumbis velozes (diferente da maioria dos filmes aonde parecem ultra-cansados), mas deixaram uma porta bem aberta para a continuação no final dele, e claro que estava muito curioso para ver o que aprontariam! Só não esperava que "Extermínio - O Templo dos Ossos" fosse deixar mais uma porta aberta para mais uma continuação, ou seja, resolveram que a trilogia "original" teria um final em uma trilogia, ou será que virá mais ainda depois? Dito isso como um grande spoiler, não me batam, pois não contei nada do que vai ocorrer, o resultado aqui ao menos foi dinâmico, sem muitas enrolações, e bem focado somente no personagem dos Jimmy(s), pois são vários tudo com o mesmo nome, e claro como o próprio nome diz, no médico Dr. Kelson com seu templo de ossos que vai mostrar algumas experiências doidas, mas sem muito o que desenvolver para chamar tanta atenção, meio como todo filme de miolo, então vamos ver o que o roteirista vai aprontar para fechar tudo bonitinho, afinal esses dois foram filmados juntos, já o próximo ainda está sendo escrito.

Na trama, enquanto Dr. Kelson arca com as consequências de uma relação chocante capaz de despertar uma mudança sem precedentes no mundo em que vivem, o contato de Spike (Alfie Williams) e Jimmy Crystal se torna um pesadelo inescapável. Se antes os infectados eram a maior ameaça para a sobrevivência humana, agora, a insensibilidade e a barbárie tomam conta de maneira brutal.

É engraçado que a diretora Nia DaCosta teve um grande sucesso com "A Lenda de Candyman" e depois teve um tombo imenso com "As Marvels", de modo que acredito que aqui o roteirista Alex Garland junto com o diretor Danny Boyle do foram demasiadamente ousados em não fechar a segunda parte que foi gravada praticamente junta do longa anterior nas mãos dela, porém ela soube fazer o básico bem feito, focando apenas em duas histórias e colocar tudo para que se conectasse de uma forma fácil e simbólica, o que acabou chamando muita atenção na tela, e principalmente brincou bastante com a essência. Claro que queríamos ver mais sobre o processo da cura, queríamos entender um pouco mais dos Jimmy(s), mas para que não fossen necessárias tantas explicações, ela acabou usando as bases e pôs a ação para acontecer mesmo, sendo interessante e funcional.

Quanto das atuações, sem dúvida alguma utilizar Ralph Fiennes de uma maneira coerente com seu Dr. Kelson foi uma das melhores escolhas, pois seu papel no longa anterior até teve alguns bons momentos, mas não tinha mostrado sua explosão cênica, e aqui além de conversas bem cheias de expressividade com o zumbi-alfa, ele simplesmente deu um show com a música do Metállica, que se eu fosse a banda levaria ele para refazer o clipe, pois deu seu nome. E falando no zumbi alfa Sansão, Chi Lewis-Parry continuou passeando com suas partes a mostra, mas foi muito mais usado pela essência dos remédios e a conexão com o Dr. do que como um líder dos zumbis, e ainda assim teve cenas imponentes dentro do trem para impactar, além de um fechamento bem marcante. Falando dos Jimmy(s), o principal claro é Jack O'Connell como o líder deles, tendo uma essência marcante, uma loucura primorosa, e cenas bem intensas e chamativas, mas praticamente sem precisar sujar suas mãos, apenas ditando a loucura para os demais. Ainda tivemos Erin Kellyman com sua Jimmy Ink bem cheia de dúvidas, e claro a volta do garotinho Alfie Williams com seu Spike virando um Jimmy meio perdido com toda a loucura.

Visualmente a trama teve alguns momentos bem ousados, primeiro com os Jimmy(s) em uma espécie de clube, com uma piscina e a primeira luta do garotinho, depois vamos para a casa que apareceu no longa anterior com alguns atos bem violentos e marcantes de tortura, além claro de toda a desenvoltura rolando no templo do Dr. Kelson com uma iluminação marcante e atos bem amplos para mostrar toda a cenografia, vemos ainda seus atos dentro do seu grande bunker, mas o grande momento ficou para o show do Dr. com fogo e muita magia no encontro dos dois vértices, tendo ainda muita tensão e encenação para marcar a trama.

Enfim, é um bom filme, mas que ficou sendo o famoso longa do miolo como costumo chamar, aonde temos poucos desenvolvimentos e situações sem grandes impactos, aonde tudo poderia ter sido resumido e acoplado no anterior, mas que optaram para dar mais nuances e chamarizes para que cada uma das histórias fosse bem contada, então assim acaba valendo pela violência e entrega dos personagens. Assim sendo fica a recomendação com algumas ressalvas, mas ainda é um filmão. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - Antes da Dinastia (The Blind)

1/15/2026 01:02:00 AM |

Tenho o hábito de antes de ver algum filme que não sei de nada sobre ele, ler apenas a sinopse mais simples possível para que nada me revele algo importante da trama, aí vi que dentre as estreias da semana da Amazon Prime Video estava o longa "Antes da Dinastia", e batendo rapidamente os olhos vi que era a história real de alguém antes de ser o rei dos realities, poxa, gosto de realities, gosto de histórias reais bem contadas em filmes, então só dar o play. E beleza, o filme tem uma pegada densa em cima da mudança na vida da pessoa com o álcool descontrolado, o conflito familiar e tudo mais, com situações bem marcantes e interessantes, até chegar nos atos finais aonde entra toda a intensidade religiosa com uma quebra de ritmo tão imponente que chega a desanimar. Claro que sei que a fé e algumas situações religiosas mudam muitas pessoas, mas a forma colocada no filme ficou como algo meio que forçado e jogado na tela, não sendo algo que empolgasse, muito menos que mostrasse algo a mais do personagem que virou uma lenda de caça a patos, ou seja, faltou saber fechar sem apelar.

A sinopse nos conta que muito antes de Phil Robertson se tornar uma estrela de reality shows, ele se apaixonou e construiu uma família, mas seus demônios ameaçaram destruir essa vida a dois. Enquanto luta com a vergonha de seu passado, Phil navega a dor e as dificuldades do próprio alcoolismo e a complicada dinâmica familiar como marido e pai. Esta é a verdadeira história que deu início a uma dinastia. Ambientada na região pantanosa do estado de Louisiana nos anos 1960, a trama compartilha momentos nunca antes revelados da história de Robertson enquanto ele busca redenção por seu passado em lugares inimagináveis.

O diretor e roteirista Andrew Hyatt já tinha mostrado seu talento com filmes religiosos com "Paulo, Apóstolo de Cristo", mas aqui ele jogou com um outro estilo não tão centrado na religião em si, mostrando o problema do álcool exagerado na vida de uma pessoa, e principalmente o caos que torna a família por isso, tendo uma pegada bem dimensionada nos atos e na entrega dos personagens, porém diferente do que aconteceu no seu longa anterior que tudo foi bem resolvido durante o longa, aqui ele se desesperou para fechar sua trama, e dessa forma ficou tipo como se tudo mudasse do dia para noite com a religião e isso acabou ficando estranho e sem uma imponência suficiente com tudo o que vinha mostrando antes.

Quanto das atuações, o protagonista Phil Robertson foi interpretado por três atores, com Aron von Adrian nos atos mais velhos sendo o mais usado, inclusive narrando para o amigo sua história completa, e ele trabalhou uma versão mais surtada, mais cheia de explosões e também de redenções, de forma que talvez pudesse ter ido até mais além na tela com uma imponência expressiva e trabalhada ao invés de todo o circo religioso; já o jovem Matthew Erick White trabalhou o personagem na época da faculdade, sendo bem romântico e tímido com uma entrega até bem gostosa de acompanhar em suas cenas, mas não aproveitaram tanto o rapaz; e por fim, ou melhor por iniciar-se Ronan Carroll fez a parte mais dura, do jovem pobre com o pai abandonado e a mãe maluca sendo sempre internada, com seus traumas, mas tendo de cuidar dos irmãos mais novos, o que fez bem na tela. Do outro lado tivemos Amelia Eve, Brielle Robillard e Scarlett Abinante fazendo Kay nas mesmas épocas do lado masculino, tendo uma grandiosa semelhança entre elas, que inclusive tirando a garotinha acreditava até que tinham usado a mesma atriz e apenas trabalhado a maquiagem, mas sendo emotiva de uma forma contida demais, faltando um pouco de explosão em seus atos para chamar mais atenção. Ainda vale como citação Connor Tillman como Big Al, mas mais para mostrar aquele amigo mal elemento que acaba levando a pessoa para o mal caminho.

Visualmente o longa foi bem trabalhado para mostrar os pântanos da Louisiana, a caçada dos patos selvagens desde garoto até a profissão que ele tem na atualidade, tendo bons atos fortes num trailer abandonado na beira do pântano, algumas boas nuances nos jogos da faculdade, e também no começo mostrando bem as diferenças entre a classe média e os pobres pioneiros do país, sendo bem cheio de símbolos e elementos cênicos, com destaque claro para o apito que depois virou o produto no final.

Enfim, é um longa que tinha potencial para ser bem melhor desenvolvido, mas que serviu como uma representação interessante de um homem que nunca tinha ouvido falar (e olha que gosto muito de realities diversos!), mas que o diretor se perdeu na forma de fechar para falar exageradamente de religião, tendo uma quebra um pouco grande demais para ser resolvida tão facilmente. Ou seja, se você curte o estilo talvez até goste, ou então se conhece o homem e queira saber como ele virou isso que é hoje, mas do contrário é um filme falho que se perdeu mais pelo fechamento do que pela essência em si. E é isso meus amigos, eu fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Família de Aluguel (レンタル・ファミリー) (Rental Family)

1/13/2026 01:44:00 AM |

É interessante como juntar a sensibilidade emocional de um filme japonês com a entrega de produção americana pode resultar em algo tão bonito e gostoso de ver como "Família de Aluguel", pois certamente em mãos erradas o longa poderia ser algo tão seco e sem desenvoltura que mais irritaria do que envolveria, pois a trama pedia uma sensibilidade, um estilo cultural bem encaixado, e mais do que isso, pedia um ator que soubesse encarar essa amplitude sem soar falso, de modo que certamente o convite para interpretar Phillip veio logo após a diretora conferir "A Baleia", pois vemos quase uma extensão dos sentimentos vistos ali, só que para uma realidade ainda mais bem trabalhada, jogaram o personagem como um ator, e isso deu uma vida muito grandiosa, afinal interpretar alguém é o mesmo que mentir sobre sentimentos, e a alma da trama necessitava de algo assim, ao ponto do resultado funcionar demais na tela. Claro que sendo bem exigente, gostaria que o filme emocionasse mais, que fizesse o público lavar a sessão, mas optaram pelo bonito mais seco, como é o estilo japonês mesmo, e assim faltou aquele soco a mais.

O longa se passa em Tóquio e acompanha um ator americano com dificuldades de encontrar novos trabalhos e um propósito em sua vida. Isso até sua agente esbarrar com um serviço incomum: uma agência japonesa de “aluguel de família” na qual ele ocupará o papel de pai, namorado e amigo substituto para estranhos. Quanto mais ele mergulha no mundo e na vida de seus clientes, mais ele começa a se importar verdadeiramente com essas pessoas, formando laços genuínos que passam a borrar os limites entre performance, atuação e realidade. Ao confrontar as implicações morais de seu novo trabalho, o ator redescobrirá o valor do pertencimento e a beleza sutil das relações humanas.

Não conhecia a diretora e roteirista Hikari, mas se essa sua ideia realmente existe no Japão, acredito que é algo que funcionaria muito mundo afora, pois um bom ator facilmente conseguiria vivenciar muito as situações para pessoas que necessitam de alguém para representar um momento ou alguma insegurança, e essa formatação que ela soube passar na tela foi algo muito seguro e interessante de ver as quebras, pois facilmente dependendo da situação a pessoa se apegaria ao "cliente", o que mostrou um viés bem marcante e que envolve em cada ato, e por incrível que pareça, uma das situações foi tão bem montada que surpreendeu quando revelada, ou seja, soube usar o mistério ao seu favor também. Porém, esse estilo que ela conseguiu desenvolver na tela, precisava de algo ainda mais imponente, pois até foi bacana a sutileza usada, mas se qualquer uma das situações desse um belo murro emocional no público, o filme iria para um patamar premiável de nível máximo, ou seja, viraria algo tão perfeito que não iria faltar nada para ser o filme do ano.

Quanto das atuações, já falei no começo, e volto a repetir que a escolha de Brendan Fraser foi minuciosa, e dificilmente consigo pensar em outro ator tão bem encaixado para o papel de Phillip, de tal forma que ele conseguiu ter um carisma e uma entrega marcante, cheias de nuances e desenvolturas, que acabamos nos envolvendo demais com ele, torcendo pelas mudanças e que a cada ato seu tudo fluía muito bem, ou seja, se encaixou ao personagem e fez algo próprio dele. Os demais membros da empresa tiveram bons momentos também, mas não marcaram tanto quanto o protagonista, tendo algumas desenvolturas bem encaixadas também, ao ponto de valer dar leves destaques para Takehiro Hira com seu Tada, e Mari Yamamoto com sua Aiko. Já quanto aos clientes, é claro que a jovem Shannon Mahina Gorman foi tão cheia de bons traquejos para sua Mia, que valeria até ter mais cenas com a pequena e o protagonista, mas não sobraria tanto espaço para que Akira Emoto fosse perfeito com seu Kikuo, brincando com as facetas do Alzheimer, mas ainda assim no estilo japonês de referência emocional.

Visualmente a trama mostrou bem o estilo japonês, com velórios todos cheios de significado, casamentos com cultura marcante, o apartamento simples dos personagens e também um escritório com muitos detalhes dos processos, vimos também uma casa um pouco mais rica do dono da agência, e a casa simbólica do ator esquecido, além de alguns atos na escola da garotinha, e também a grandiosa viagem de uma ponta a outra do Japão que contou também com muitos elementos simbólicos bem representativos, ou seja, a equipe de arte trabalhou bastante.

Enfim, volto a frisar que gostei bastante do que vi na tela, mas acredito que fui esperando algo a mais com um nível de emoção bem maior, e não me atingiu dessa forma, ficando apenas bonito de ver, tendo sentimento na tela, mas sem aquele impacto que a trama pedia, ou seja, pode até ser que emocione alguns mais e outros menos, porém ainda é um filme que vale bastante a conferida para se refletir como agiria na situação entregue. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Agentes Muito Especiais

1/11/2026 09:10:00 PM |

Um dos grandes problemas das comédias nacionais é que a maioria opta por forçar a barra e em muitos casos acabam virando algo novelesco demais, mas felizmente muitos têm preferido ir por outros caminhos, que mesmo exagerados conseguem ter dinâmicas bem alocadas para divertir e funcionar. Diria que "Agentes Muito Especiais" tinha tudo para dar muito certo, pois é uma história com traquejos tradicionais bem cômicos, loucuras de gênero e trama policial de ação, mas pela formatação da ideia de quase 20 anos entre Paulo Gustavo e Marcus Majella, tendo nuances e indo montando, o resultado ficou até bem elaborado pela equipe de roteiro, mas como uma colcha de retalhos gigante aonde as linhas não se amarraram muito bem, e esse estilo mais solto acabou faltando um pouco em todos os lados. Volto a frisar que não é um filme ruim, pois diverte com a proposta e toda a entrega explosiva, mas faltou fazer rir mais como uma comédia, e impactar mais como algo de espionagem, ficando no meio do caminho de ambas as coisas. Ou seja, é um bom filme, que serve como um passatempo, mas que muitos irão mais se incomodar do que sair da sessão felizes com o que viram.

O longa acompanha a história dos agentes Jeff e Johnny que, para provarem ao chefe da polícia do Rio que são capazes de estar na corporação, se infiltram numa penitenciária para tentar desbancar a quadrilha perigosa "Bando da Onça". Desde o treinamento para entrar na polícia, Jeff e Johnny sofreram com preconceito e chacotas por serem gays. Desejando conquistar o respeito dos colegas, Johnny e Jeff imaginam que apenas será possível solucionando um grande caso. Quando a oportunidade de se infiltrar no bando criminoso comandado pela líder "Onça", a dupla mantém o disfarce e se envolvem com o grupo criminoso. Não sem se meterem numa série de confusões, desde uma fuga atrapalhada que (quase) dá errado, até a construção atrapalhada de uma emboscada.

Diria que o diretor Pedro Antonio vem acertando bem nas formas que escolhe para desenvolver seus longas, de forma que a maioria é bem acertada principalmente por não recair no novelesco tradicional, e aqui partindo da ideia que Marcus Majella e Paulo Gustavo foram elaborando por anos desde que viram "Tropa de Elite", ele acabou juntando tudo e criando algo com uma pegada cômica, mas com um ar sério demais, de tal forma que acabou virando daqueles longas de ação policial meio que perdidos na essência. Ou seja, ele deveria ter optado para um lado mais engraçado com uma pegada meio que quase como "Loucademia de Polícia" ou "Corra Que a Polícia Vem Aí", e aí sim criaria uma trama imponente e cheia de nuances, mas com a ideia meio que recortada demais o resultado ficou apenas como um bom passatempo, que não incomoda, mas também não impressiona como deveria.

Quanto das atuações, a ideia dos protagonistas como gays exagerados até foi boa, e brincou bem com os diversos estilos de homossexuais que sabemos que existem, de modo que Marcus Majella se jogou muito mais como o elétrico com seu Jeff, mas também brincando bem como o inteligente do grupo, sabendo bem o que desejava mostrar e claro mostrar bem diferente de personalidade e de corpo de seu primeiro filme com o diretor lá em 2016/2017, e fez bem o que precisava mostrar, agradando com estilo. Já Pedroca Monteiro teve a difícil missão de substituir Paulo Gustavo no papel que seria dele, de modo que seu Johnny foi aquele gay mais retraído, mas que diverte justamente por essa pegada de não sair do armário de cara, brincando com as facetas do estilo e saindo bem com o que precisava fazer. Quanto aos demais, vale claro dar o destaque para Dira Paes com sua Onça, pois como chefe do crime mostrou a personalidade que conhecemos bem, a imposição cênica e tudo mais que sempre faz tão bem, sendo marcante desde a hora que apareceu, e que valeria aparecer até mais na tela.

Visualmente o longa teve bons momentos no treinamento, em uma academia militar simples, mas bem representada na tela, tivemos uma prisão tradicional sem grandes chamarizes, mas tendo os momentos certos para criar as devidas situações, uma fuga maluca, mas bem orquestrada e depois algumas boas cenas num galpão simples, mas bem espaçoso para vários tipos de situações, tendo um assalto com explosão em um posto e o fechamento em um desfile com cenas bem trabalhadas no porto do RJ, então posso dizer que a equipe gastou bem e soube segurar a essência de tudo o que pretendiam mostrar na tela.

Enfim, é um longa que com poucas modificações poderia ficar incrível, mas que pela ousada proposta até foi bem acertado e divertido, de modo que claro não vá esperando que irá rir de gargalhar com o que é mostrado, pois isso não vai ocorrer, mas como disse, serviu ao menos como um passatempo razoável sem ficar novelesco. Então fica a dica, e eu fico por aqui hoje, afinal daqui a pouco tem premiação para conferir, então abraços e até amanhã com mais textos.


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Hamnet - A Vida Antes de Hamlet (Hamnet)

1/11/2026 02:54:00 AM |

Confesso que não tinha esperanças que as premiações desse ano fossem estar imponentes de filmes, pois tivemos um ano de 2025 mediano aonde poucas obras surpreenderam realmente, tanto que havia falado para um amigo que assistiria esse ano sem ter muito bem em quem botar minhas fichas, mas sabemos que muitos dos grandes filmes de fora só aparecem por aqui agora no comecinho do ano, e que final de semana está sendo esse com pré-estreias incríveis, de tal forma que nem sabia direito de que falava o longa "Hamnet", e muito menos que a diretora era Chloé Zhao que tem seu estilo próprio e sabe fazer dramas como ninguém, já tendo uma prateleira imensa de prêmios. E eis que hoje fui conferir tendo visto apenas um trailer e lido somente a sinopse, e meus amigos, que filme potente a diretora nos entrega, sendo um pouco lento realmente, demorando para acontecer as situações, e até sendo alongado pela carga dramática em si, fazendo com que suas duas horas parecessem até maiores na tela, mas quando chega nos atos finais, me arrepiou como nunca tinha acontecido em algum filme de drama, e fez muitos dos que estavam na sessão (bem cheia felizmente para uma sessão das 22hs) chorarem de soluçar, ou seja, é um impacto bem acertado na composição criada por inteiro. E digo mais, já vi alguns filmes baseados na peça "Hamlet", assisti algumas peças teatrais, mas nunca tinha entendido a profundidade da trama pela ótica colocada aqui, que deu um sentido muito maior para tudo, ou seja, não chorei, mas senti uma vontade imensa de aplaudir o fechamento dramático, mas não era lugar para isso.

O longa nos situa na Inglaterra em 1580, aonde o modesto professor de latim William Shakespeare conhece Agnes, com seu espírito livre, e os dois, cativados um pelo outro, iniciam um tórrido romance que os leva ao casamento e a três filhos. Mas, enquanto Will persegue uma nascente carreira no teatro na distante Londres, Agnes mantém sozinha a vida doméstica. Quando a tragédia atinge a família, o vínculo antes inabalável do casal é posto à prova, e a experiência compartilhada prepara o terreno para a criação da obra-prima atemporal de Shakespeare, o incomparável “Hamlet”.

Sabemos que o estilo da diretora Chloé Zhao é mais lento e espaçado, tanto que seu filme de super-heróis não deu muito certo com esse como sendo um dos motivos, mas com dramas ela sabe fazer algo muito bem que é amarrar a trama para que o público se envolva do começo ao fim com os personagens, e aqui junto de Maggie O'Farrell que escreveu o livro em que o roteiro se baseia, conseguiram dar um vértice bem novo em cima da história, criando um carisma completamente diferente para a personalidade de Shakespeare como conhecemos, e sabendo dimensionar bem isso dentro do contexto da época, junto de uma desenvoltura pegada para emocionar, o resultado acabou indo para rumos impactantes e tão perfeitos quanto o que qualquer um esperava. Ou seja, a diretora soube carregar a trama com um luto impregnado, com um ódio marcante pela situação, mas que funciona perfeitamente para o fechamento escolhido, e isso é algo que acaba sendo incrível de ver acontecendo.

Quanto das atuações o longa traz Jessie Buckley tão forte, mas tão fora de tudo o que já vimos da artista, que sua Agnes impacta com olhares, com dinâmicas, mas principalmente pela essência que a atriz conseguiu dar para a personagem, de tal forma que você vê ela no começo e não se conecta tanto, mas vai dando seus textos, vai colocando presença, e quando chega nos atos fortes se entrega de corpo e alma, agradando demais com tudo o que faz. Paul Mescal é um ator tão completo que mesmo quando faz papeis que pareceriam não impressionar, acaba indo para rumos aonde você não consegue desgrudar os olhos dele, e aqui foi bacana que até antes da cena final em momento algum lhe chamaram de William Shakespeare, deixando aquela dúvida se realmente era a história do escritor ou não, mas isso em momento algum desmerece o que ele faz em cena, sendo imponente e acertivo demais, brilhando muito. Vale ainda dar ótimos destaques para as três crianças Bodhi Rae Breathnach com sua Susanna, Olivia Lynes com sua Judith, e Jacobi Jupe incrivelmente perfeito com seu Hamnet, conseguindo ser marcante demais com olhares, trejeitos e tudo mais em suas cenas. E claro vale dar uma boa olhada nos momentos precisos de Emily Watson com sua Mary e Noah Jupe fazendo um Hamlet perfeito na cena de fechamento.

Visualmente o longa conseguiu representar bem o interior inglês do século XVI, com figurinos bem trabalhados, casas com nuances mais fechadas e escuras, todo o lance da floresta e das ervas para cura, bem como uma Londres marginalizada, cheia de pobreza e doenças, com claro a peste dominando tudo, além de um teatro incrível e diferenciado para os atos finais, ou seja, foram bem representativos com tudo, chamando atenção para os personagens em suas dinâmicas, e claro um fechamento de uma peça bem representada.

Enfim, é um filme fui sem esperar nada e saí encantado com tudo o que vi na tela, tendo apenas o defeito do alongamento cênico pelo ritmo mais calmo, e talvez a falta de desenvolvimento maior de alguns personagens importantes para conhecermos mais dos adultos, mas nada que atrapalhe o resultado final imponente, denso e emocionante para envolver a todos que forem conferir. O longa estreia na próxima quinta 15/01, mas felizmente tivemos prés espalhadas pelo país nesse final de semana, então quem tiver oportunidade não perca. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, agora bem mais preparado para as premiações, e volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Davi - Nasce Um Rei (David)

1/10/2026 09:01:00 PM |

Já conhecendo o estilo da Angel Filmes estava com um pouco de receio de como eles iriam transmitir para a telona uma história bíblica imponente como a de Davi versus Golias, mas o receio passou logo nos primeiros momentos da conferida de "Davi - Nasce Um Rei", pois fizeram uma trama tão bonita, tão bem desenhada, com um estilo que não deixou de lado a magia de uma animação, mas também não ficou no lado doce de um povo que batalha a milênios pelas terras de seu povo. E o que mais me impressionou foi que não fizeram apenas uma animação simples de estilo, trabalharam com texturas, com traços diferenciados, e ainda incorporaram muitas canções marcantes para desenvolver tudo na tela. Ou seja, é o famoso filme religioso que não foi feito apenas para as pessoas religiosas, mas sim para toda família levar a criançada para curtir algo bonito e bem feito. Diria apenas que é um pouco longo demais para algumas crianças, que geralmente preferem algo entre 70-90 minutos, enquanto aqui temos 109 de projeção, mas não é algo que canse, então podem ir tranquilos conferir.

A sinopse nos conta que das canções de sua mãe que embalavam seu coração às silenciosas conversas com um Deus fiel, a trajetória de Davi nasce da devoção e da escuta interior. Quando o gigante Golias surge para intimidar um povo inteiro, é esse jovem pastor — munido apenas de coragem e uma fé inabalável — quem decide enfrentar o impossível. Sua jornada culmina em uma batalha que vai muito além de uma coroa: é a luta pela identidade, pela fé e pela alma de um reino inteiro.

Tradicionalmente todo longa da Angel Filmes e da Heaven Content vemos o diretor da trama falando alguma palavra motivacional e pedindo para ajudarmos com um ingresso para aqueles que não tem condição de ir ao cinema, nada contra afinal já vimos que isso deu certo várias vezes, mas uma coisa me chamou muita atenção nas palavras do diretor Phil Cunningham que ele demorou 30 anos para que sua obra chegasse aos cinemas, e o mais bacana é que mesmo conhecendo a história bíblica, o resultado visual acabou sendo tão bem desenvolvido para mostrar a fé do garoto e depois dele rapaz, que acaba sendo empolgante ver o trabalho do diretor exibido na tela, mesmo antes dele falar isso, pois a animação tem essa sensação de envolvimento e de desenvoltura, que contando com um desenho diferenciado de traços, acaba emocionando e funcionando demais até para aqueles que não forem tão religiosos, sendo algo bonito de ver.

Quanto dos personagens posso dizer que o conceito musical me agradou muito na voz que deram para o garotinho Davi, de modo que João Vitor Mafra conseguiu ser imponente e doce ao mesmo tempo, sabendo dosar cada dinâmica na medida certa para que o personagem demonstrasse sua fé e com um caminho cheio de segurança frente a todos os obstáculos. Outra que deu um bom tom em diversos momentos foi Maitê Cunha como a mãe do protagonista, sendo bem doce e cheia de envolvimento nas entregas. Ainda tivemos muitos outros bons personagens, valendo destacar claro o gigante Golias pelo lado dos filisteus, e o Rei Saul com seu filho Jonatas pelo lado dos israelitas, com o rei surtado já sem Deus no coração querendo cada vez mais terras, e o filho sendo um grande parceiro do protagonista. De um modo geral todos os personagens tiveram boas entregas cênicas e se encaixaram bem em cada momento da trama cheia de batalhas.

Visualmente a trama tem intensidade, tem belíssimos cenários da cidade, dos pastoreios nas colinas com as diversas ovelhas andando pelas casas, tem todo o lado mais negro dos amonitas, o campo de batalha cheio de soldados contrastando com as flores, alguns bons momentos nas cavernas mostrando que desde aquele tempo o povo de Israel já tinha seus bons esconderijos e modos de viver, ou seja, um trabalho minucioso da equipe de arte que volto a frisar nos traços diferenciados do comum todo bonitinho e arredondado, ou seja, algo que vale a conferida.

Enfim, é uma animação muito gostosa de conferir, que volto a frisar que mesmo sendo uma história religiosa não força tanto a barra, agradando tanto os menorzinhos quanto quem for apenas conferir uma boa animação, sendo algo que recomendo, e que se duvidar pode ainda brigar por algumas premiações no ramo das animações, pois ficou bem bacana de conferir mesmo. Só não diria que foi mais perfeita pelos fatores da duração, e talvez por não contextualizar tanto quem não conhecer as histórias bíblicas, mas isso é mero detalhe técnico, então vá conferir nos cinemas a partir do dia 15/01, pois vai valer a pena. E é isso meus amigos, foi a primeira de muitas cabines que espero ver nesse ano, mas já fico por aqui agradecendo demais a Heaven Content e o pessoal da TZM Assessoria por enviar para minha conferida, então abraços e até breve com mais textos.


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Marty Supreme

1/10/2026 02:16:00 AM |

Quando vi a sinopse muito tempo atrás de "Marty Supreme", antes mesmo de sair o primeiro trailer, fiquei pensando o quanto estavam tirando onda com a minha cara que iriam fazer um filme de um jogador de pingue-pongue, de tal forma que vinha mil ideologias na minha mente como que iria dar certo isso, que fosse virar algo emocionante e cheio de facetas, embora conseguiram fazer de "Rivais" um tremendo filmaço com pouquíssimos momentos de jogo, mas aí surgiu o trailer, começaram todas as falações das premiações, de como o ator treinou horrores para realmente jogar algumas partidas na tela, começou-se a contar das loucuras que o "personagem" viveria (e coloquei entre aspas, pois muita coisa foi inventada, sem seguir como sendo uma biografia exata do verdadeiro mesatenista), e aí sim já me convenci mais de que poderia ser um bom filme. Aí eis que chega a data para conferir (felizmente em pré-estreias pagas antes de várias das principais premiações!) e me bate o olhar na duração da trama: 149 minutos, lá mais um susto se sustentaria tanto sem enrolações, e cá estou hoje após conferir pensando que se a muito custo conseguisse remover 10 minutos da trama seria muito, pois o protagonista se entrega do começo ao fim, não sai de foco um segundo que seja, e o melhor que todas as cenas fazem sentido para o longa, não sendo enrolações, ou seja, é daqueles filmes tão malucos, mas com tanta intensidade que você fica até querendo mais, e o melhor é que funciona bem, então podemos dizer que foi um acerto tremendo de escolhas.

O longa conta como um malandro se torna uma das grandes lendas norte-americanas do tênis de mesa. Seu nome é Marty Reisman e, de jogar pelo dinheiro das apostas em Manhattan, o homem se torna campeão de mais de 22 competições de pingue-pongue, colecionando ainda, aos 67 anos, o título de atleta mais velho a vencer um campeonato nacional de raquete. Marty Mauser se recusa a ser apenas mais um trabalhador precarizado na cidade de Nova York dos anos 1950. Ele não medirá esforços para alcançar seus sonhos megalomaníacos, nem mesmo se for preciso roubar. Indo contra aqueles que duvidaram dele, o jogador alcança a grandeza em grandes torneios internacionais, mas também coleciona inimigos no processo.

Um coisa bem interessante do diretor e roteirista Josh Safdie é que ele não pega um filme grandioso atrás do outro, sempre intercalando com curtas, com trabalhos musicais, e tudo mais, deixando sua mente sempre aberta para trabalhar de forma intensa só quando tem algo bem marcante para mostrar, e isso é um grande acerto para o que fez aqui, pois como disse no começo ele não dá espaço para gargalos ou pedaços do filme que ficassem sem um sentido primoroso na tela, de tal forma que tudo chega a ser extremamente exagerado pelas nuances do personagem principal, mas funciona no roteiro essa megalomania surtada, então você acaba se entretendo e conectando com tudo, entra em jogo, ajuda nas procuras e torce pelo personagem, mesmo ele não sendo necessariamente uma boa pessoa. Ou seja, o diretor consegue amarrar cada detalhe na trama com dinâmicas bem encaixadas e avança fácil nos detalhes para brincar com o público, sendo algo irreverente, mas sem forçar a barra, e isso é um luxo quando acontece na tela.

Quanto das atuações, posso dizer que sempre via algum leve defeito na personificação que Timothée Chalamet colocava em seus personagens, mas aqui seu Marty é perfeito, completamente insano, com uma pegada precisa e cheia das nuances, que talvez a única falha seja no conceito de idade mesmo, pois ele tem uma cara muito jovem, e o personagem embora jovial tinha traquejos mais velhos, mas isso foi algo que ele supriu bem e conseguiu encarar do começo ao fim sem paradas, pois ele está em cena em 100% dos atos, e isso é raríssimo de acontecer em filmes desse tamanho, ou seja, pegou para si, treinou tênis de mesa, e provou seu melhor papel em anos na tela. Ainda estou me perguntando por quanto tempo eu dormi, pois Gwyneth Paltrow era uma mulher jovem esses dias atrás e agora fez praticamente uma senhora (ainda muito sedutora e bonita) com sua Kay Stone, conseguindo trabalhar suas dinâmicas com olhares densos, mas bem corretos e marcantes nas cenas mais intensas com o protagonista, agradando bastante com tudo o que fez. Embora não tenha atuado, mas sim jogado muito, o mesatenista Koto Kawaguchi fez de suas jogadas um show a parte na tela, para que seu Endo fosse frio e imponente na tela, acertando muito bem seus atos. Ainda tivemos bons momentos de Kevin O'Leary com seu Milton Rockwell cheio de facetas e sabendo se colocar como um empresário marcante e direto nos interesses, também tivemos Abel Ferrara bem marcante com seu Ezra aparecendo pouco, mas dando força cênica em seus atos, e claro Odessa A'zion fazendo uma Rachel bem trabalhada, mas que merecia ter mais cenas para se desenvolver melhor na tela com o protagonista, mas não era essa a intenção da trama.

Visualmente a trama mostrou alguns campeonatos de tênis de mesa, com todas as interações e entregas das disputas, tivemos algumas apresentações "circenses" que o personagem participou, algumas cenas em hotéis ricos e outros bem jogados, além de peças, ensaios, treinos, partidas em boliches e tudo mais bem incorporado sem ter grandes ambientes, mas sabendo dinamizar e representar tudo muito bem na tela, ou seja, é daqueles filmes que você nota a presença da equipe de arte, para representar a época e tudo o que ocorre, mas que não fica preso na produção em si, pois o domínio dos personagens e de seus diálogos ampliam tudo ao redor.

Enfim, é um filme que tem pegada, que tem um ritmo insano bem acompanhado de uma boa trilha sonora, que funciona muito bem na tela com uma atuação precisa e incrível de acompanhar, e que vale demais a conferida para todos, pois não é apenas aquela trama de festivais, mas sim um filme intenso e cheio de nuances que agrada pelo que é mostrado, e assim vai brigar bem nas premiações, valendo a indicação. E é isso meus amigos, o longa estreia só dia 22/01, mas já está com muitas sessões de pré-estreias pagas no país todo, então não perca tempo e vá conferir. Eu fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.

PS: Só não dei nota máxima para o longa pelo simples motivo de exagerarem tanto num personagem tão irreal que acabou saindo bem fora de uma "biografia", mas ainda assim como sempre valorizo muito colocarem ficção em tudo para dar nuances melhores, o resultado me convenceu bastante, e vai convencer muitos que não lerem sobre o personagem "real".


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Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu (猫和老鼠:星盘奇缘) (Mâo Hé Lâoshâ: Xîng Pán Qí Yuán) (Tom and Jerry: Forbidden Compass)

1/09/2026 12:48:00 AM |

Ainda estou um pouco confuso com o que assisti na telona hoje, pois fui para o cinema esperando ver as confusões tradicionais do gato e do rato mais antigos que conhecemos (completaram 85 anos), mas dentro de um museu pelo nome do título, e o que vemos é sim os personagens com suas correrias, mas como personagens secundários de uma animação chinesa envolvendo briga de deuses por um medalhão! Ou seja, "Tom & Jerry - Uma Aventura no Museu" até é divertido, tem alguns bons momentos agitados, mas alongaram tanto a trama para desenvolver os demais personagens do filme que acabaram esquecendo os protagonistas que teoricamente levaram o público para assistir. Claro que ainda temos uma trama divertida, cheia de sacadas e cenas tradicionais dos personagens, mas o filme pareceu ter sido feito para outra coisa, aí conseguiram os direitos com a Hanna Barbera/Warner e jogaram os personagens lá para um marketing maior.

A dupla mais famosa do mundo está de volta! Tom & Jerry se envolvem em mais uma de suas aventuras quando, durante uma perseguição dentro de um museu, eles encontram um objeto mágico e acabam sendo transportados no tempo. Perdidos em uma época distante e vivendo muitas confusões pelo caminho, eles precisarão deixar as brigas de lado e trabalhar juntos para encontrar um jeito de voltar para casa antes que seja tarde.

Como falei no parágrafo de introdução, tinha apenas a dúvida do lance dos direitos e como acabou acontecendo, mas depois que vi que esse é a estreia tanto na direção quanto no roteiro de Gang Zhang, ficou claríssimo que realmente foi isso que ocorreu, pois é nítido a quebra de ritmo no miolo, todas as dinâmicas ocorrendo muito mais entre os demais personagens do que com os do título, mas ainda assim deixando de lado essa rixa, ele conseguiu criar alguns personagens interessantes para a proposta de uma briga de deuses, um vilão querendo a todo custo o artefato para se tornar alguém grandioso, e tudo mais que acaba rolando no meio do caminho, tendo boas dinâmicas, porém faltou algo maior para segurar ou então uma mão melhor para cortar a trama para que não ficasse com uma descida cênica ou a famosa enrolação como muitos preferem chamar, mas ainda assim funciona.

Uma coisa bacana da trama foi de manter os personagens que conhecemos sem falas, apenas emitindo seus devidos sons, com Tom se apaixonando por uma gata, e Jerry sendo o arteiro tradicional. Quanto dos demais personagens, quiseram apresentar personagem a personagem, aparecendo seus nomes na tela, algo meio desnecessário, mas que deu um leve "charme" para a produção, tendo claro o destaque mestre/deus que deseja voltar para o céu, e o ratão vilão com traquitanas bem chamativas, além das gárgulas, da gatinha dançarina/lutadora, mas sem grandes nuances, e claro a Fênix/Galinha Peninha que trouxe um ar mais divertido para a produção.

No conceito visual, o longa não chegou por aqui em 3D, mas acredito que tenha sido produzido para a tecnologia, pois tem muitas cenas em camadas que talvez pudessem sair da tela e fazer algum gracejo, mostrando como base a tradicional China antiga, com seus templos, árvores e flores, com algumas cenas num céu, e rapidamente uma dinâmica de correria num museu, que merecia até ter brincado um pouco mais.

Enfim, optei por não falar das músicas cantadas que na versão dublada chega a ser algo que mais incomoda do que funciona, mas ainda assim a garotada ficou na sessão sem fugas, ou seja, funcionou para eles que não conheceram tanto os desenhos bacanas da nossa infância com o gato e o rato aprontando aos montes, e sendo assim fica a dica para levar os pequenos. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria (If I Had Legs I'd Kick You)

1/07/2026 01:31:00 AM |

Claro que fui conferir o longa "Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria", esperando algo bem maluco com um nome desse, mas não imaginava o tamanho da insanidade, pois certa vez vi na internet algo sobre quem faz a terapia de um terapeuta, e a discussão rolava ao ponto de desacreditar que eles precisariam de algo, já que o estudo por si só conseguiria se tratar, então diria para a pessoa que fez essa teoria assistir ao longa, pois a protagonista tem sua vida desmoronada tanto pessoalmente quanto profissionalmente com tantos problemas para lidar que olha, você quase surta junto com ela, e o mais interessante de tudo é que mesmo dessa forma insana o longa funciona muito bem, principalmente pela ótima atuação da protagonista. Ou seja, se você gosta de tramas diferenciadas essa sem dúvida vai ser uma ótima opção de conferida, mas se você é do time que gosta de tudo muito certinho, vai acabar achando que a diretora comeu alguma ervinha estragada no café da manhã.

O longa nos conta que Linda é uma mãe à beira de um colapso. Praticamente mãe solo de uma menina doente, a psicóloga Linda é obrigada a navegar uma crise atrás da outra quando seu teto cai graças a um vazamento enorme de água em seu apartamento. Com a vida desmoronando (literal e metaforicamente), ela busca socorro de todos os lados, mas ninguém parece estar disposto ou ser capaz de ajudá-la, nem seu ausente marido, nem seu hostil terapeuta. Agora, morando num motel com sua filha, ela precisa encontrar um jeito de resolver o buraco em seu telhado, a doença misteriosa da sua criança e um paciente desaparecido.

Desconhecia o estilo da diretora e roteirista Mary Bronstein, mas posso dizer que certamente ela se baseou em alguém conhecido para criar a história na tela, pois tem muitos detalhes, muitas situações impactantes, e um desenvolvimento claro de quem vivenciou toda a insanidade que a protagonista vive. Claro que temos muitos exageros, mas a essência está bem colocada, o excesso não fica jogado, e o funcionamento da trama pega fogo do começo ao fim, desde a voz irritante da criança, passando pelos pacientes, pelo terapeuta, pelo marido, pelo guarda, pela atendente do hotel, que nem com muita droga na cabeça seria possível aguentar toda a pressão. Ou seja, é daquelas tramas que se você for conferir num dia cheio de problemas é capaz de fazer igual a protagonista faz no final do longa, mas sem dar spoilers, o mundo quer que a gente exploda, então faça como ela faz no miolo, grite com um travesseiro na boca e está tudo certo, pois a diretora soube ir no ponto chave para que seu filme não falhasse, e tinha muitas chances para isso.

Quanto das atuações, o longa é de Rose Byrne com sua Linda, sendo daqueles papeis que a atriz pega e fala para a diretora: posso surtar de verdade, e vai lá e faz da melhor forma possível, sendo algo que você chega a ficar pensando como faria com tudo o que acontece, e não se vê saindo de alguma forma que não fosse a loucura, tendo intensidade do começo ao fim, trejeitos de surto, de drogas, de explosão e tudo mais que fosse possível, impactando na medida certa para que o personagem não saísse da casinha apenas como um louco qualquer, mas sim aquele louco que o público quer ver acontecer, e ela entrega. Ainda tivemos Delaney Quinn aparecendo com seu rosto somente no final como a filha da protagonista, mas tendo tantos atos irritantes que dá vontade de socar, a diretora Mary Bronstein também teve alguns atos cínicos com sua Dra. Spring, A$AP Rocky trabalhou seu James com o melhor do surto de drogas bem encaixado na trama, e Conan O'Brien trabalhou seu terapeuta com uma serenidade ímpar para o papel, sem fluir muito, nem ficar jogado, o que acabou tendo um bom charme na tela. Outros que apareceram menos, mas tiveram bons atos foram Danielle Macdonald com sua Caroline tão surtada quanto a protagonista e Christian Slater com seu Charles irritante também ao telefone, aparecendo só no final com seu corpo para completar tudo.

Visualmente o longa foi bem simples e usou do famoso recurso da câmera bem próxima para não precisar de muitos ambientes, funcionando em um quarto de um hotel simples, a recepção com alguns itens para venda meio como um mercadinho, alguns consultórios de terapia sem muitos adornos, o estacionamento da escola/hospital, e claro o maior gasto mesmo para o grande buraco no teto da casa da protagonista, que junto de algumas drogas acaba tendo um efeito bem grandioso e maluco na tela, além de algumas cenas numa praia a noite, mas tudo bem básico e funcional, tendo a máquina de comida da filha como algo barulhento e estranho junto da babá eletrônica.

Enfim, não é um longa perfeito, pois você precisa abstrair a pouca cenografia para embarcar na loucura da protagonista e acabar "viajando" junto dos problemas, mas como uma grandiosa atuação que funciona bem dentro da proposta, o resultado acaba funcionando demais, e valendo para algo que deu certo na tela, então como disse no começo vale a pena a recomendação para quem curte tramas diferentes do usual, e se você for desse tipo vá conferir que valerá muito a pena. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Guerreiras do K-Pop (K-Pop Demon Hunters)

1/06/2026 12:47:00 AM |

Pois bem, cá estou eu com meu preconceito todo embalado e guardado num potinho, depois de quase 7 meses do lançamento da animação da Netflix, "Guerreiras do K-Pop", de ouvir a música umas 200x em rádios e tudo mais, mas que por algum motivo besta na época acabei pulando e depois de viralizar resolvi abandonar de vez. Porém ontem após ganharem dois prêmios no Critics Choice, e provavelmente vir levando todas as premiações da categoria, eis que resolvi dar o play para conferir. E posso dizer que sim, é mais do que apenas um longa para a garotada cantar, mesmo estando cheio de canções, e funciona, tanto como uma história de jovens cantoras que caçam demônios com suas vozes e armas, quanto como jovens cantoras de k-pop que levam multidões para os estádios em seus shows, ou seja, é algo amplo, com uma boa pegada, e que certamente dona Netflix não deixará escapar com muitas continuações, pois foi a explosão máxima na telinha, telona, plataformas de músicas e tudo mais, ou seja, algo que virou um marco realmente para a plataforma. Claro que quem não gosta de musicais vai passar bem longe, mas o fenômeno funciona, diverte com o estilo dos personagens, e tem pegada, agora ser a melhor animação do ano já estão apelando para o público, pois chamou algo grandioso, mas não é algo tão marcante quanto vimos em outros longas.

O longa nos conta que Rumi, Mira e Zoey formam um girl group de grande sucesso, o trio feminino chamado HUNTR/X. No entanto, entre apresentações em estádios lotados e a vida sob os holofotes, as três protegem o mundo de criaturas sombrias por meio da música. Descendentes de uma dinastia de caçadoras de demônios, elas conciliam a vida de estrelas pop com essa identidade secreta, enfrentando missões impossíveis. Um novo desafio, porém, se apresenta para Rumi, Mira e Zoey quando um novo grupo rival de K-Pop, misteriosamente formado por demônios masculinos, decide organizar um plano para roubar todos os fãs das heroínas. O trio vai precisar utilizar todos os seus poderes secretos e talentos musicais para combater os novos vilões.

O mais bacana de tudo é que o diretor Chris Appelhans já tinha feito uma outra animação oriental para a Netflix que tinha ficado incrível como seu primeiro trabalho, e aqui ele pegou a ideia original de Maggie Kang e juntos sendo a primeira direção dela conseguiram algo que tenho toda a certeza que ninguém apostaria no sucesso que o longa fez, pois já falei algumas vezes que toda animação boa tem de ter boas canções (essa é a famosa magia Disney que vende desde os primórdios das animações), e juntar lutas, demônios, monstros com o famoso k-pop que tanto anda explodindo já há alguns anos, não tinha como dar errado, mas virar hit não apenas nas telinhas, explodir com sessões de cinemas esgotadas mundo a fora, ver as canções assumirem o topo das paradas musicais (coisas que só vimos acontecer com "Frozen" e outros poucos) foi algo assustador, ao ponto que o que posso dizer que foram muito bem sacados toda a performance e o estilo do longa, e não estou falando isso apenas da boca para fora, pois volto a assumir que não conferi na época por puro preconceito (não sou e nem pretendo ser fã de boybands ou girlbands coreanas) e julgava que o longa era apenas um modismo do estilo, mas não, ele tem pegada, tem estilo e funciona bem como franquia, tanto que não duvido estarem já com os computadores rodando continuações, afinal produtor bom sabe seguir a crista e buscar dinheiro logo, então não pode perder a chance, pois volto a frisar que funcionou.

Uma coisa que achei muito legal foram os trejeitos dos personagens bem com olhares de animes quando nervosos ou apaixonados, tendo todo um traquejo bem característico e marcante, que junto de boas coreografias tanto de lutas quanto de danças fizeram a trama fluir bem e envolver toda a tela, não tendo pontos sem dinâmicas, e claro que as três protagonistas tiveram bons momentos, só tendo um leve porém, de acelerar demais a apresentação delas, de seus passados, de como as gerações de guerreiras foram existindo e tudo mais, ao ponto de que você precisa pegar tudo rápido demais para dar continuidade em tudo o que vai acontecer depois. Claro que o visual de todos personagens são bem chamativos e colocaram bem em pauta o sucesso do k-pop com seus armários gigantescos de figurinos, as garotas possuindo diversas personalidades e boas sacadas em relação ao pertencimento, algo que é muito comum na garotada de hoje, então nesse sentido funcionaram bem. Assisti ao longa legendado para ouvir as canções que estão concorrendo aos prêmios, e gostei bastante que as vozes não destoaram tanto das dubladoras oficiais dos personagens, já que optaram em fazer dessa forma, e o resultado funciona bastante na tela tanto pelo lado feminino quanto pelo lado masculino com sua sensualidade tradicional dos cantores de k-pop das diversas boybands e girlbands.

No conceito visual, não temos tantas texturas, mas os personagens são bem desenhados, os ambientes são grandiosos como estádios, programas de auditório e um mundo dos demônios bem cheio de personagens comandados por uma luz que busca almas, não colocando um personagem em si para isso, e contando com shows de luzes, armas brilhantes e muita desenvoltura cênica bem colorida para prender a garotada, com cabelos diferentes e corpos chamativos, o resultado se encontra bem na tela.

Um ponto muito bacana que já falei é o quanto as canções se encaixaram bem dentro da produção, dando todo sentido para os devidos momentos e sendo totalmente chicletes, daquelas que você quando menos espera já está cantarolando elas em repeat, é assim dominaram as paradas musicais do meio do ano passado, funcionando para dar ritmo e envolver o público, tanto que saíram cópias para o público cantar nos cinemas, tamanho a forma que tudo tomou. E claro que deixo aqui o link do álbum para quem quiser viciar depois.

Enfim, não é algo que colocaria como a melhor animação que já vi na vida, mas tem seu valor, funciona bem, e agora que já conferi ele, quero logo que saia uma continuação, afinal deixou uma brechinha para quem sabe ter algumas voltas na tela, e isso seria bem bacana, mas aí já vem todo um conteúdo maior para a história sem ser apenas uma batalha. Então fica a dica para quem ainda não viu (o que acho bem difícil), e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Amazon Prime Video - O Tanque de Guerra (Der Tiger)

1/04/2026 11:09:00 PM |

Antes de mais nada, esse não é um filme baseado em uma história real, então não fiquem esperando alguma situação mais proeminente que faça conexões com a guerra que ocorreu, mas ainda assim é uma boa opção de situação possível para tudo que aconteceu. Dito isso, entre minhas caçadas eis que apareceu o longa "O Tanque de Guerra" dentro da plataforma da Amazon Prime Video, que por incrível que pareça é uma estreia já de 2026, no dia 02/01, ou seja, está quentinho, e traz um estilo de "O Resgate do Soldado Ryan" só que apenas com um grupo de 5 soldados e um tanque, voltando para um bunker na União Soviética aonde está escondido um general de alta patente amigo do tenente do tanque. Ou seja, é daqueles filmes cheios de intensidade, de escolhas e situações, que acabam marcando bastante na tela, envolvendo pela entrega dos personagens, e que você fica pensando nas missões em que soldados são colocados, mas lá pela metade tudo passa a mudar, e o resultado final acaba chamando muita atenção.

O longa nos mostra que o ano é 1943 e o cenário é o fronte da Segunda Guerra Mundial, cinco soldados alemães partem numa missão secreta em um tanque Tiger. O destino do grupo é bem distante da linha de frente oriental, afastando-se cada vez de território amigo e adentrando espaço inimigo. Os cinco precisam enfrentar seus medos e demônios internos enquanto, estimulados pela metanfetamina fornecida pelo exército nazista, a missão os mergulha no coração de uma guerra obscura.

É engraçado que praticamente dei voadora na direção de Dennis Gansel no último filme dele que conferi, mas como não conhecia seu estilo apenas falei que ele valorizou muito mais a luta do que os diálogos, e aqui ele trabalhou bem essa essência novamente, dando uma ênfase maior nas dinâmicas do tanque e dos personagens ali vivenciando tudo, do que nas conversas dos personagens, o que não é ruim, apenas não vai chamar tanta atenção quanto poderia, mas ainda assim o roteiro que ele criou foi bem cheio de sacadas ao ponto de apenas na virada final realmente impactar com tudo, não sendo algo "tão fácil" de descobrir. Mas vou parar de falar, para não estragar a conferida de ninguém, apenas dizendo que o estilo do diretor foi bem tenso e marcante ao ponto de conseguir entregar uma guerra bem marcada com estratégias e sínteses imponentes.

Quanto das atuações, David Schütter soube segurar bem toda a essência de seu Tenente Philip com muita imposição e desenvoltura em todos os comandos e dinâmicas que o papel pedia, não demonstrando nenhuma insegurança na tela para que o papel funcionasse e fosse marcante. Tivemos alguns atos bem intensos com o jovem Yoran Leicher com seu Michel, chamando para si as desenvolturas na tela com uma boa entrega. Mas também vale destacar a entrega de Leonard Kunz como o motorista de tanque Helmut, entre os outros jovens que deram boas nuances no longa. Além claro dos atos com André Hennicke com seu Krebs incendiário e Tilman Strauss com seu Paul nos atos finais.

Visualmente a equipe de arte merece com toda certeza aplausos pelas réplicas dos tanques originais da guerra que fizeram, para que as gravações fossem impactantes e chamativas com os personagens dentro e fora do tanque gigante, além de outras cenas com mortos, caveiras, fogo e tudo mais para representar bem tudo o que ocorreu na guerra e nas dinâmicas que o longa pedia, sendo por vezes claustrofóbicos, mas com elementos cênicos bem representativos na tela como os cigarros, armas, fotos, remédios e tudo mais, além de um fechamento com banquetes e festas, ou seja, algo bem completo e marcante por parte da equipe cenográfica.

Enfim, é um longa que conseguiu chamar a minha atenção do começo ao fim, que impacta no visual e na trama, e que ao ter uma grande reviravolta para um final impressionante acaba levando a reflexão para outros patamares, então vale a indicação de conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Netflix - Depois do Terremoto (After The Quake)

1/03/2026 11:36:00 PM |

Sei que muitos não acham isso, mas considero o cinema japonês um dos mais difíceis quando trabalham com dramas introspectivos recheados de metáforas, pois você precisa quase que encarar algo na velocidade negativa que acabam colocando na dinâmica da trama, de forma que a fluidez extremamente lenta impacta junto com a reflexão que eles desejam que você. Dito isso, o longa da Netflix, "Depois do Terremoto", propõe algo até bem interessante de uma pessoa que sempre que o mundo está prestes a ruir tem uma ajuda de um sapo para ir até o fundo da Terra enfrentar um verme gigantesco que causa todos os males no mundo, tendo essa base maluca como algo maior dentro das subliminares ideias, que não causa tanto quanto poderia, mas que sendo bem simbólico e com boas nuances consegue parar para imaginarmos tudo o que rolou nos diversos anos que o filme passa. Claro que não estou falando que é uma obra-prima, muito menos uma bomba gigantesca, mas é daqueles filmes que se você não estiver bem disposto para entrar no clima vai se perder facinho com tudo o que é mostrado.

O longa é baseado em quatro contos da coletânea "Todos os Filhos de Deus Podem Dançar", de Haruki Murakami. De 1995 a 2025, as vidas de quatro pessoas que vivem em épocas e lugares diferentes se entrelaçam. Em 1995, Komura, devastado pelo desaparecimento de sua esposa, visita Kushiro e ouve histórias sobre um OVNI. Em 2011, Junko, uma jovem fugitiva, conhece um homem que compartilha sua paixão por fogueiras. Em 2020, Yoshiya, criado como um "filho de Deus", começa a ter dúvidas sobre a constante ausência de seu pai. Em 2025, o segurança Katagiri vive em um café temático de mangá enquanto coleta lixo em Tóquio.

Não conheço muito dos diretores japoneses, afinal chegam por aqui só clássicos do país, então diria que Tsuyoshi Inoue usou bem os contos de Haruki Murakami para desenvolver bem a história, principalmente até a metade aonde o fluxo ia seguindo somente entre os anos, depois virou um vai e volta que ele meio que se perdeu, mas de certa forma o estilo das junções das tragédias dos anos conseguiram ser bem moldadas na tela, fazendo com que tenhamos uma certa reflexão de essência e de sentimento para que conflitos e desastres não fossem apenas algo a distância de nós, e com essa pegada o diretor soube dominar de certa forma os ambientes e entregar tudo na tela, mesmo que para isso ele tenha escolhido um ritmo bem lento (que quase me fez dormir!).

Vou ficar devendo para falar das atuações, pois uma coisa que me incomoda demais em filmes orientais é dos créditos subirem com os nomes em seus caracteres, e dessa forma não tem como lermos os nomes de nenhum, mas cada personagem na tela teve boas interações, desde o rapaz que a esposa vai embora no primeiro conto e ele acaba indo para uma cidade mais longe passar férias bem diferentes, passando pelo segundo conto aonde o senhor das fogueiras faz amizade com a vendedora da loja que sabe seus gostos pessoais, até chegarmos no terceiro conto que o garoto seria filho de Deus e depois volta quando o padre está para morrer, e finalizando muito bem com o senhorzinho que cata lixo nas ruas e vai para as profundezas acompanhando um sapo falante, tudo bem dimensionado e se conectando depois com a explicação.

Visualmente acredito que deveriam ter mostrado um pouco mais das tragédias acontecendo para que as dinâmicas ficassem mais tensas, pois vemos os personagens em casas, apartamentos, templos e até ambientes mais fechados, sem ir muito a fundo na densidade que o longa pedia, de tal forma que o último conto foi o que mais teve ousadia com o sapo andando para lá e para cá, mas ao conectar tudo a equipe de arte ao menos mostrou uma boa precisão cênica.

Enfim, é um filme que tinha mais potencial do que acabou entregando, pois dava para ter um ritmo mais marcante e talvez um pouco mais de tensão nas situações, mas ainda assim vale para dar uma refletida nas sensibilidades que temos quando ocorrem algumas tragédias. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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