Costumo dizer que sou daqueles que se divertem com os longas recheados de paias (as famosas coisas improváveis que soam até bizarras em algumas tramas), e com o longa "Águas Mortais" temos tantas situações assim que com toda sinceridade fiquei pensando na quantidade de tóxico que os roteiristas utilizaram para escrever a trama do longa. Fora isso, desde que vi o pôster do longa fiquei intrigado o quanto de roubo de informação ou inspiração aconteceu no desenvolvimento dele, pois a ideia, as situações e até mesmo alguns desenvolvimentos lembravam demais "Desespero Profundo", então o jeito foi esperar a estreia e ver como seria "diferente", e hoje posso dizer que enquanto o outro explorava o bolsão de ar formado no fundo do mar, aqui tivemos algo mais destruído, aonde o avião se parte em vários pedaços e fica na superfície devido um recife, e com a grande quantidade de carne morta os tubarões chegam com tudo. Dito isso sobre as principais diferenças, e focando agora só no longa de hoje, posso dizer que foram bem violentos nos impactos do longa, e mesmo os tubarões não parecendo lá muito reais, os ataques foram intensos e cheios de atos bem interessantes de ver, além claro do ódio de um personagem que foi colocado para testar nossa paciência com tudo o que faz de errado.
O filme acompanha o desespero que toma conta da tripulação e dos passageiros de um voo que parte de Los Angeles com destino a Xangai. Quando um incidente ocorre no compartimento de carga, a aeronave vira palco de uma luta pela sobrevivência quando cai no meio do oceano. Os sobreviventes, que já precisam lidar com as consequências do acidente e as perdas irremediáveis, descobrem um novo pesadelo: as águas onde caíram são habitadas por tubarões famintos por sangue que não vão poupar ninguém. Agora, a única saída para o grupo é superar suas diferenças e se unir em busca de escapar vivo da situação.
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O filme acompanha o desespero que toma conta da tripulação e dos passageiros de um voo que parte de Los Angeles com destino a Xangai. Quando um incidente ocorre no compartimento de carga, a aeronave vira palco de uma luta pela sobrevivência quando cai no meio do oceano. Os sobreviventes, que já precisam lidar com as consequências do acidente e as perdas irremediáveis, descobrem um novo pesadelo: as águas onde caíram são habitadas por tubarões famintos por sangue que não vão poupar ninguém. Agora, a única saída para o grupo é superar suas diferenças e se unir em busca de escapar vivo da situação.
Depois de fazer uma trilogia picotada nos cinemas com "Os Estranhos", o diretor Renny Harlin teve que quase trabalhar de forma milagrosa o roteiro escrito por sete roteiristas, incluindo alguns que só escreveram as partes em mandarim para os atores chineses, e dessa forma ele não economizou nos atos mais intensos, fazendo a destruição do avião ser algo para fazer qualquer um ficar com muito medo de voar, além disso conseguiu trabalhar as dinâmicas malucas de uma maneira "coerente" para o estilo, pois não dá para querer frases e situações tão "pensantes" em casos desse estilo, de modo que o resultado conseguiu criar a tensão suficiente e entreter sem precisar apelar tanto. Ou seja, vemos um trabalho até que decente em um filme de um estilo que costuma geralmente ser exageradamente bobo, e assim mostra que o diretor tem ido por bons rumos em suas produções "assustadoras".
Assim como não dá para exigir diálogos dentro de um roteiro desse estilo, também não dá para torcer muito para as atuações nesse formato, mas como tivemos atos bem intensos e marcantes, dá para dizer que quem morreu, morreu bem, e quem sobreviveu fez bons trejeitos para deixarmos eles vivos (assim um dos pôsteres da produção até disse uma verdade, que é "o mar quem decide quem irá para casa"). Dito isso, vale claro o destaque para Aaron Eckhart com um Ben bem desesperado para conseguir salvar quem precisava, dar as dinâmicas expressivas suficientes para chamar atenção, e principalmente não soar um falso corajoso, agradando com o que fez. Outra que gostei muito da interpretação foi a garotinha Molly Belle Wright com sua Cora cheia de expressões, segurando bem quase como a protagonista da história e chamando a atenção para si, ou seja, tem futuro. Quanto aos demais, diria que os dois chineses foram meio que forçados para o rumo, os bravinhos fizeram o que tinha que fazer, e Angus Sampson conseguiu ser um mala sem alça irritante ao máximo com seu Dan, então não vou dar muitos spoilers deixando apenas que fizeram o que precisava.
Visualmente a equipe de arte trabalhou bastante para ter um oceano lotado de coisas quebradas, malas flutuando, objetos espalhados e principalmente um avião arrebentado em várias partes, o que deu um tom interessante de acompanhar e funcionando bastante na tela. Quanto dos tubarões diria que forçaram um pouco a barra, mas a matança com muito sangue ficou bem bacana na tela, e principalmente a explosão no ar com tudo voando (pessoas, objetos e tudo mais) deu um resultado bem marcante para impactar o público.
Enfim, esse é um estilo que quem curte não liga para erros e exageros, mas ao menos souberam trabalhar com algo interessante que não cansasse ou saísse bobo demais, então acaba valendo a conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.
































