Muitas vezes chego em casa com vontade de conferir algum filme, rodo pelos streamings e acabo desistindo, pois nada parece me interessar, então hoje resolvi seguir a indicação de um amigo e dei o play no longa "Honey, Não!", que estreou na Amazon Prime Video depois de passar em míseras salas no país, só não esperava que fosse conferir uma trama tão sem nexo, que leva nada a lugar algum, com um elenco de peso, um diretor de renome, só que pareceu tão perdido nas intenções que o filme começa de um jeito, tem uma pegada marcante, mas de repente vira para outro lado tão fora do padrão, que você fica se perguntando: "o que eu perdi?". Ou seja, é o famoso ditado de boa proposta, mas sem resolução funcional, aonde se fosse algum estreante na direção com toda certeza iríamos dizer que iria aprender com os erros, mas um figurão como Ethan Coen, diria que perdeu a mão e não soube o que tinha que fazer, e assim sendo, se nem quiser ler o texto todo, pode tirar o filme da lista de conferida, que vai valer mais a pena.
O longa acompanha uma detetive particular chamada Honey O’Donahue que atua numa pequena cidade no Estado da Califórnia. Seu novo caso envolve a investigação de uma série de estranhos assassinatos vinculados a uma misteriosa igreja comandada como um culto por um padre chamado Dean. Quando a jovem investigadora é chamada para a cena de um acidente de carro fatal, rapidamente peças de um misterioso quebra-cabeças começam a aparecer e ela descobre que a vítima era uma potencial cliente que, naquele dia, ligou para contratar seus serviços.
Leia Mais
O longa acompanha uma detetive particular chamada Honey O’Donahue que atua numa pequena cidade no Estado da Califórnia. Seu novo caso envolve a investigação de uma série de estranhos assassinatos vinculados a uma misteriosa igreja comandada como um culto por um padre chamado Dean. Quando a jovem investigadora é chamada para a cena de um acidente de carro fatal, rapidamente peças de um misterioso quebra-cabeças começam a aparecer e ela descobre que a vítima era uma potencial cliente que, naquele dia, ligou para contratar seus serviços.
Com toda certeza prefiro os longas que Ethan Coen dirigiu/roteirizou junto com seu irmão Joel, pois acredito que ali que tinha a base de não inventar tanta loucura, como foi o caso aqui, afinal ficou parecendo tão perdida a ideia, que não consegui enxergar uma possibilidade de funcionamento, e o pior de tudo é que não é algo ruim de ver, pois tem uma certa intensidade, tem desenvoltura, tem cenas violentas bem marcantes, mas começa de uma forma, criando toda a dinâmica em cima das drogas e da igreja com seu pastor fora do eixo tradicional, e do nada vira algo em cima de um serial-killer, com uma pegada ainda mais sem rumos. Ou seja, ou o diretor se perdeu total na ideia que queria, ou então aconteceram cortes que destroçaram o projeto, mas ainda acredito na primeira possibilidade, pois daria para notar se tivessem "evaporado" algumas partes.
Quanto das atuações, diria que Margaret Qualley entregou muita personalidade para a investigadora Honey, de modo que se algum diretor decente investir na ideia, a atriz certamente conseguiria segurar bem a personagem, e que contando com trejeitos bem marcados conseguiu puxar para si a responsabilidade cênica e acertou no que tinha de fazer, embora ainda nem eu sei o que o longa tinha que fazer, mas ela deve ter entendido o roteiro pelo menos. Chris Evans trabalhou seu pastor Dean com o jeito mais canastrão que sabe fazer, e tinha tudo para que o personagem impactasse e impressionasse dentro da ideia inicial da trama, porém como o filme foi para um outro rumo, ele também ficou jogado, e isso para um ator do porte dele é quase um crime. Aubrey Plaza trabalhou sua MG Falcone com alguns traços intensos, tendo alguns momentos chamativos para dar as devidas nuances na tela, mas talvez se desenvolvessem melhor a personagem antes de tudo, o resultado seria melhor. Quanto aos demais, diria que todos foram jogados na tela e tentaram fazer algo que nem eles sabiam o que estavam fazendo, e o diretor apenas dizia que no final faria algum sentido (mas não fez), valendo um leve destaque para Charlie Day com seu Marty pelo jeito irreverente de um policial investigador, e só.
No conceito visual a trama teve alguns momentos interessantes montados pela equipe de arte, com destaque claro para as várias cenas de crimes, começando com o carro jogado no penhasco, depois o "atropelamento" no estacionamento, a casa da avó, e até mesmo dentro da igreja que também teve um culto sério e outros dentro do quartinho do pastor mais fora da loucura, tendo uma delegacia simples tradicional e o escritório da protagonista bem ambientado, mas nada que fosse chamativo sem ser claro o carro dela bem imponente por onde passava.
Enfim, é um filme que tinha tudo para ser grandioso, chamativo, impactante e tudo mais que pudéssemos elogiar, mas que no final você fica pensando apenas nos 89 minutos de vida que você perdeu assistindo, ou seja, é melhor procurar outro para conferir, pois esse não vale a pena. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


































