Mais cedo falei que estava muito feliz com a variedade dos longas nacionais, e principalmente com a qualidade que isso tem sido entregue nas telas, de modo que hoje vendo três em sequência pude observar muito técnica e estilos, e o longa "Medley" surgiu do nada nas telonas daqui do interior, afinal não constava nas programações dos cinemas e acabou nem chamando muito público como aconteceu nos longas que vi mais cedo que estavam bem recheados, e a história trabalhada é interessante e tem pegada, ao mostrar a jovem que nunca soube mais do pai, tendo conflitos familiares com a mãe que vive presa no trabalho e claro que indo para uma cidade menor (e roubando a vaga de outras garotas no time de natação) sofreria com os moradores mais antigo, porém a base da trama é pequena, e dava para cortar muitos espaços reflexivos de modo a dar mais dinâmica para a produção, pois o longa não é ruim, mas ficou com mais cara de filme "homenagem" ao livro do que um desenvolvimento maior que chamasse público. Ou seja, é o famoso filme aonde ficamos esperando muito e entrega pouco no final, sendo emocional pela essência, mas não tendo uma grande construção.
No longa vemos que aos 16 anos, Lola é uma nadadora talentosa, dona de várias medalhas, mas incapaz de executar o estilo borboleta. Marcada pela misteriosa ausência do pai e por uma relação difícil com a mãe, ela decide passar as férias sozinha em Salto Bonito. Na cidade, ela se apaixona, faz novas amizades e se junta ao enfraquecido time de natação local. Porém, cada vez que entra na água, emoções despertam lembranças dolorosas que ela tentou esquecer. Enquanto se prepara para um importante campeonato, Lola precisa enfrentar os medos e traumas que a acompanham desde a infância. Para seguir em frente, ela também terá de descobrir a verdade sobre o pai.
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No longa vemos que aos 16 anos, Lola é uma nadadora talentosa, dona de várias medalhas, mas incapaz de executar o estilo borboleta. Marcada pela misteriosa ausência do pai e por uma relação difícil com a mãe, ela decide passar as férias sozinha em Salto Bonito. Na cidade, ela se apaixona, faz novas amizades e se junta ao enfraquecido time de natação local. Porém, cada vez que entra na água, emoções despertam lembranças dolorosas que ela tentou esquecer. Enquanto se prepara para um importante campeonato, Lola precisa enfrentar os medos e traumas que a acompanham desde a infância. Para seguir em frente, ela também terá de descobrir a verdade sobre o pai.
Como falei no começo, diria que a diretora Ana Luiza Azevedo não quis ousar muito e se prendeu demais ao livro da roteirista Keka Reis, "Medley ou os dias em que aprendi a voar", pois vemos na tela um filme que até poderia ter ido muito mais além, ou então ser mais fechado nas dinâmicas e cortar todos os espaços em branco, pois com uns 30 a 40 minutos a menos não necessitaria de muitos enfeites e dinâmicas "desnecessárias" e o resultado ficaria singelo e direto para contar tudo. Claro que sabemos bem que alguns projetos precisam de espaços reflexivos, mas não era o caso aqui, e talvez essa porrada daria ao longa um chamariz bem maior e impactante. Volto a frisar que o que vemos na tela não é ruim, pelo contrário vemos uma boa técnica e principalmente não entrou no estilo novelesco, contando com cenas bonitas e emocionais, mas infelizmente não convence, e assim o resultado acaba não acontecendo como deveria.
Quanto das atuações, diria que Mel Maia é daquelas atrizes que precisa de uma direção forte para entregar muito mais na tela, de modo que sua Lola tem personalidade e vontade, mas não puxa o carisma para si para que torçamos por ela no desenvolvimento do filme, e isso é um problema gigante quando se é a protagonista de uma história, então ficou faltando chamar o filme para si e envolver o espectador com a personagem, o que não rolou. Já Guthierry Sotero até teve um carisma até que bacana para com seu Gabriel, sendo intenso e bem chamativo nas cenas com a protagonista, e trabalhando sua expressão em vários atos, o que foi bacana de ver, só faltando ter uma química maior com ela também, pois o romance soou até bem artificial na tela. Ainda tivemos alguns bons momentos de Alana Cabral com sua Linda mais diretona e André Ramiro fazendo bem um treinador da equipe de natação, sobrando para Mariana Lima a participação mais fraca como a mãe da garota, aonde chega a ser ainda mais sem expressão que a protagonista, dando até um desânimo exagerado na tela, o que incomoda bastante.
Visualmente o longa tem o clássico estilo de ser projeto de cidade, aonde tudo filmado em um lugar simples, mostrando apenas a piscina municipal e alguns atos em uma pracinha, além de momentos no mercadinho da família do garoto e na casa do sítio do tio da garota, sem ter grandes detalhes, apenas uma caixa aonde acha fotos antigas que fazem ela querer saber cada vez mais do passado da mãe e do pai, sendo o elemento chave da trama, mas sem grandes floreios, além claro de torneios de natação, ou seja, a equipe de arte foi bem econômica.
Enfim, é um longa que tinha potencial para ir mais além e ser melhor desenvolvido para impactar na tela, mas que acabou sendo simples e alongado demais, o que resultou em algo mais mediano, que não deve ter tanto público infelizmente, pois como já frisei não recai para o lado novelesco, e também não é uma ideia comum de vermos tanto em nosso cinema, então se tiver sem muitas opções até vale uma conferida. E é isso meus amigos, acabo aqui essa maratona que fiz no dia de hoje, e amanhã volto para o cinema francês, pois a outra estreia os horários não estão batendo muito, então vou empurrar ela para a próxima semana, fiquem por enquanto com meus abraços e até amanhã com mais dicas.


































