É interessante que um tempo atrás só ouvíamos falar das animações da Disney, Pixar, Dreamworks e Illumination, mas ultimamente a Skydance tem se juntado a elas como uma das grandiosas produtoras entregando tramas tão bonitas visualmente quanto com histórias bacanas para envolver toda a família e não só os menorzinhos, tendo algo amplo de estilo e também de conteúdo. E claro que a dona Netflix que vem crescendo também nesse meio, pegou e montou logo uma parceria, chegando hoje com a animação "Como Mágica", que de uma maneira tão gostosa consegue envolver do começo ao fim, mostrando lições de como a ingenuidade pode mexer com as famílias, mudar rumos de cadeias e claro também como o ego gigante pode estragar tudo, sendo daqueles filmes que brincam com tantas facetas, coloca um personagem na cabeça do outro, mostra dinâmicas amplas de percepções, e ainda conta com a beleza visual de personagens não tão comuns, mas que ao serem diferenciados acabam brincando ainda mais com o público. Ou seja, é uma animação ampla, bonita, funcional e cheia de detalhes em todos os sentidos, que fará com que muitos viagem pelas entregas e também reflitam, além de curtir como algo divertido e gostoso na tela da TV.
O longa nos mostra que um pássaro e uma pequena criatura da floresta precisam lidar com suas diferenças quando um incidente coloca um na pele (ou nas penas) do outro. A trama se passa num reino animal chamado Vale e acompanha dois animais que são inimigos por natureza, mas depois que trocam de corpo precisam se unir para sobreviver à nova vida e rotina na selva.
Leia Mais
O longa nos mostra que um pássaro e uma pequena criatura da floresta precisam lidar com suas diferenças quando um incidente coloca um na pele (ou nas penas) do outro. A trama se passa num reino animal chamado Vale e acompanha dois animais que são inimigos por natureza, mas depois que trocam de corpo precisam se unir para sobreviver à nova vida e rotina na selva.
Diria que o diretor Nathan Greno evoluiu imensamente depois do seu longa "Enrolados" em 2010, de modo que ao ficar esses 16 anos parado, conseguiu criar muito mais em sua cabeça, e não ficar apenas em coisinhas bobas para divertir e ser esquecido depois, de tal forma que aqui vemos uma trama elaborada, cheia de nuances e sensações que consegue brilhar visualmente, consegue ter o carisma de personagens secundários, mas nos brinda com elementos sensoriais cheios de personalidade, mostrando também que o diretor tem estilo e sabe ousar, ao ponto que quem sabe agora decole com outros filmes e não fique tanto tempo sumido das telas.
Quanto dos personagens e suas entregas, Ollie foi tão cheio de carisma nas suas quatro mudanças de animal que acabamos nos conectando demais a ele do começo ao fim do longa, sendo daqueles que não importa a forma física, tem dentro de si um coração gigantesco muito maior que sua curiosidade e ingenuidade, brincando com facetas bem jogadas e envolvendo com sua entrega. Já Ivy foi mais explosiva, tendo uma personalidade de liderança bem colocada, de modo que conseguiu ir criando mais em seus momentos diferentes, mas também brincou bastante na tela, ao ponto que num primeiro momento nem nos conectamos tanto a ela, mas depois flui e diverte. Ainda tivemos Boogle que foi carismático em seu momento peixe e depois mudou bastante, mas ainda assim seus atos foram intensos e bem colocados. Isso estou falando apenas dos principais, mas tivemos ainda as famílias bem encaixadas, os lobos, as cobras e tudo sendo funcional dentro do conteúdo completo que agrada, envolve e dá todo o sentido na tela.
Como já falei, visualmente o longa é cheio de nuances, cores e texturas, tendo personagens de diversos estilos e formas, que saem um pouco da realidade tradicional, mas ainda assim consegue fazer com que o público conecte aos animais mais tradicionais, e assim o resultado recria a formação de grupos e suas biodiversidades em pequenos e grandes ambientes, tendo o fundo do lago algo mágico, mas também com cenas em voos e tudo mais cheios de vivência e mostrando que a equipe de arte não economizou nos ambientes e dinâmicas. Ou seja, algo perfeito de acompanhar.
Enfim, é uma animação que me impressionou bastante, e que se talvez tivesse um pouco mais de sentimentos emocionais certamente me faria escorrer algumas lágrimas, pois tinha pegada para isso. Ou seja, é daqueles que vale a recomendação para a família toda assistir, e depois refletir com os menores sobre tudo o que viram, então fica a dica. E é isso meus amigos, fico por aqui agora, mas hoje como é feriado, dá para encarar mais um longa, então abraços e até logo mais com outro texto.
































