Tinha uma quase certeza do que veria hoje em "Velhos Bandidos", pois a pegada do trailer já mostrava um formato bem característico do que já vi em diversos outros longas de assaltos, mas juntar a nova geração boa de atores nacionais com a velha guarda incrível que temos não tinha como dar errado, e ao menos dava para esperar algo gostoso de conferir! E pronto, foi dito e feito o que imaginei, tendo todo um plano bem armado e uma montagem tão bem fluída, que acabou dando muito certo do começo ao fim, tendo boas pegadas na tela, com entregas funcionais e até algumas loucuras mais abusadas que resultaram em algo leve, descontraído e com pegada, só diria que não foi melhor pôr o elenco já estar bem velhinho para uma continuação, tanto que já deram um jeito de finalizar o 2 mesmo no final desse, ou seja, já temos dois filmes em um de incríveis 93 minutos bem utilizados.
O longa apresenta o casal Marta (Fernanda Montenegro) e Rodolfo (Ary Fontoura), que planeja um ousado assalto a banco, digno de cinema. Para realizar o roubo perfeito, eles se unem a um casal de jovens assaltantes, Nancy (Bruna Marquezine) e Sid (Vladimir Brichta), que ainda que contrariados, se juntam à dupla. No entanto, a nova equipe de ladrões não contava com a insistência de Oswaldo (Lázaro Ramos), um obstinado investigador.
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O longa apresenta o casal Marta (Fernanda Montenegro) e Rodolfo (Ary Fontoura), que planeja um ousado assalto a banco, digno de cinema. Para realizar o roubo perfeito, eles se unem a um casal de jovens assaltantes, Nancy (Bruna Marquezine) e Sid (Vladimir Brichta), que ainda que contrariados, se juntam à dupla. No entanto, a nova equipe de ladrões não contava com a insistência de Oswaldo (Lázaro Ramos), um obstinado investigador.
Diria que o diretor e roteirista Claudio Torres soube brincar muito bem com o que tinha nas mãos, pois já tendo visto muitos filmes de assaltos em sua vida, ele quis premiar sua mãe com algo que ainda não tinha feito, uma assaltante simpática e muito inteligente, aonde ele até prioriza sacadas na tela tão clichês que poderia dar muito errado, mas que sabendo a bala que tinha em sua pistola não deixou para que não fosse usada, ou seja, ele fez algo tradicional ficar único na tela, pois a entrega mesmo que simples acaba funcionando dentro de todas as possibilidades. Ou seja, é o que costumo falar que quando o básico é bem feito sem precisar encher de firulas, o resultado final acaba agradando e envolvendo, e aqui ao final a vontade que temos é de aplaudir o que vemos, mesmo tendo atos bobinhos demais, mas que soam corretos e funcionais dentro da proposta.
Quanto das atuações não tinha como como dar errado colocar Fernanda Montenegro com sua Marta e Ary Fontoura com seu Rodolfo juntos em uma trama, pois ambos conseguem convencer com qualquer papel que façam, e aqui como dois assaltantes brincaram demais com todas as facetas escolhidas para cada momento, foram inteligentes quando precisaram, picaretas na medida de não ficarem forçados, e ainda assim convencendo com as pegadas emocionais na tela, ou seja, o pacote completo que com bons traquejos expressivos acabam emocionando e divertindo na medida certa. O bacana de Bruna Marquezine com sua Nancy é que ela sabe suas limitações, mas que tendo estilo consegue fluir dentro do que esperam dela, e assim não força para parecer algo a mais, de modo que acaba agradando com o que faz e assim funciona bem. Outro que sabe muito bem entregar personagens diferenciados é Vladimir Brichta, de modo que seu Sid acaba tendo uma pegada meio que malucona, mas também diverte com a simplicidade, sendo bacana acompanhar seus momentos e até torcer para ele na tela, não sendo o seu melhor papel, mas ainda assim convencendo. Outro que gosto muito dos trabalhos é Lázaro Ramos, e aqui o seu Oswaldo Aranha mostra que ele deve investir bem mais em papéis policiais, pois é a sua cara, tendo uma boa intensidade que até imaginava o que aconteceria no final com seu personagem, só não imaginava o como, pois o ator foi muito bem na enganação. Quanto aos demais velhinhos, diria que foram apenas enfeites, mas daqueles enfeites luxuosos que acabam valendo na tela, de modo que Nathália Timberg, Vera Fischer, Teca Pereira, Tony Tornado e Hamilton Vaz Pereira apenas brincaram um pouco, sobrando para Reginaldo Faria um pouco mais de destaque com seu Carlos.
Visualmente a trama é muito bem amarrada, tendo um banco tradicional com algumas coisas meio que forçadas para funcionar a ideia do longa, como o vão, o laser maluco e até a pegada do incêndio, mas tinham de inventar alguma doideira para ser cômico o assalto. Tivemos bons momentos também na casa dos velhinhos, com direito a festa é todo o plano bem arquitetado na parede nos melhores moldes possíveis de filmes do estilo, ou seja, a equipe de arte soube trabalhar sem que o longa precisasse ficar monstruoso de caro, e o resultado simples acabou agradando.
Enfim, está longe de ser daqueles filmes que vão causar muitas risadas ou algo a mais, mas o resultado final acaba sendo tão gostoso de curtir que certamente vamos lembrar dele mais vezes. Ou seja, vá curtir sem esperar muito dele, que vai valer o seu tempo. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas por aqui, então abraços e até lá.
































