Já falei outras vezes que gosto muito da temática Segunda Guerra Mundial para ver como cada país agiu, e como alguns sobreviventes conseguiram enganar bem os nazistas para não virarem pó e poderem contar suas histórias, mas confesso que alguns longas tem falhado bem no quesito emocional que geralmente o tema provoca nas pessoas. E dito isso, o longa da Netflix, "O Mundo Vai Tremer", mostra bem como no começo da Guerra muitos judeus foram completamente enganados pelos nazistas, pois pensavam estar indo e/ou sendo mandados para lugares protegidos, com bons empregos e salários, mas na verdade estavam indo para abatedouros móveis, que antes das câmaras de gás eram caminhões lacrados com seus escapamentos mandando fumaça para todos, e o mais interessante é ver que muitas comissões de judeus acreditavam fielmente nisso, nem acreditando quando um fugitivo conseguiu contar para um rabino tudo o que viu. Claro que a essência em si é forte e funciona bem na tela, mas ficou um clima de algo meio artificial que até mesmo não dá para crer em algumas situações ocorridas, e isso talvez se deva pela falta de uma expressividade mais densa dos protagonistas. Ou seja, é daqueles filmes tão comuns, que você assiste esperando um algo a mais, e que quando não vem isso que esperava acaba sendo decepcionante.
O longa nos mostra que numa tarde aparentemente qualquer do dia 19 de janeiro de 1942, um grupo de prisioneiros do primeiro campo de concentração construído secretamente na Polônia pelos nazistas organiza um plano ousado. Mantidos em cativeiro como coveiros, eles decidem realizar uma fuga aparentemente impossível. Mesmo tendo perdido suas famílias, enterrando-os um por um com as próprias mãos, esse grupo de judeus poloneses está determinado a sair não apenas por suas vidas, mas pela necessidade de alertar o mundo e denunciar as atrocidades ocorridas nesse centro de morte e violência. Enfrentando os tiros dos guardas nazistas, a perseguição da polícia polonesa e os obstáculos da fuga, Solomon Wiener e Michael Podchlebnik se tornam os primeiros homens a escapar de um campo de extermínio.
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O longa nos mostra que numa tarde aparentemente qualquer do dia 19 de janeiro de 1942, um grupo de prisioneiros do primeiro campo de concentração construído secretamente na Polônia pelos nazistas organiza um plano ousado. Mantidos em cativeiro como coveiros, eles decidem realizar uma fuga aparentemente impossível. Mesmo tendo perdido suas famílias, enterrando-os um por um com as próprias mãos, esse grupo de judeus poloneses está determinado a sair não apenas por suas vidas, mas pela necessidade de alertar o mundo e denunciar as atrocidades ocorridas nesse centro de morte e violência. Enfrentando os tiros dos guardas nazistas, a perseguição da polícia polonesa e os obstáculos da fuga, Solomon Wiener e Michael Podchlebnik se tornam os primeiros homens a escapar de um campo de extermínio.
Diria que o diretor e roteirista Lior Geller até foi bem representativo para contar a história real dos dois protagonistas, porém ele não conseguiu fazer com que a história fosse emocionante o suficiente para prender a atenção do público nas diversas situações pelas quais os personagens viveram para conseguir chegar na cidade, de tal forma que tudo acaba sendo meio que artificial demais na tela, não tendo uma pegada suficiente para impactar. Claro que a história em si é triste de ver, com todas as devidas dinâmicas de enterrar a própria família, ver as pessoas sendo sufocadas nos caminhões e não poder fazer nada, correr baleado e machucado, ter de ajudar os soldados a desatolar caminhão, e ainda assim chegar na cidade e ouvir que o que estavam falando era mentira, mas dava para ter causado mais intensidade nos diversos momentos, e isso acabou pesando na entrega completa final.
Quanto das atuações, diria que os atores Oliver Jackson-Cohen e Jeremy Neumark Jones até tiveram alguns bons momentos com seus Solomon e Michael, porém faltou trabalhar a expressividade deles, pois mesmo tendo alguns momentos tremendo, pareceram estar bem tranquilos em tudo o que estavam fazendo, não parecendo estarem fugindo, com tudo contra eles no caminho, ou seja, faltou a famosa direção de elenco pegar na mão e passar bem o sentimento desesperado para que ninguém duvidasse da imposição cênica dos dois, ou seja, fizeram o básico de forma básica demais na tela. E aí é que entra o grande problema do filme, pois o longa só focou 100% nos dois, esquecendo quase que por completo de tudo e todos que aparecem em cena, e como os dois não conseguiram chamar o filme para si, o resultado acabou ficando morno demais para empolgar e/ou emocionar, e assim sendo quando nos atos finais entra em cena Anton Lesser com seu rabino Schulman, nem ele fica convencido da entrega, e não pode ajudar muito com trejeitos mais explosivos.
Visualmente o longa até tem uma boa pegada, mostrando bem pouco do campo de concentração, tendo algumas dinâmicas dos cavadores de covas, um pouco dos atos com os caminhões aonde muitos morreram pelo gás do escapamento, e também a fuga pelas florestas ao redor, passando inclusive por algumas fazendas, e trabalhando um pouco das vilas da Polônia com o famoso toque de recolher e as dinâmicas mais escondidas, não sendo tão representativo com tudo, mas não sendo algo desapontador por parte da equipe de arte.
Enfim, é um filme que tem uma história com potencial, mas que acabou sendo moldado sem uma explosão emotiva que funcionasse realmente, resultando em algo tão mediano que alguns até vão curtir pela essência histórica, mas a grande maioria acabará se esquecendo dele por não ter nada de grande impacto real para marcar na tela, e assim sendo diria que recomendo com mais ressalvas do que indicações boas. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.
































