Se tem algo complexo de se envolver é filme que envolva crises de relacionamentos, pois geralmente acaba tendo tantos conflitos para se desenvolver que nem mesmo o diretor sabe qual vai atacar, ou então apela para lado nenhum, e o resultado acaba ficando frouxo, e se juntar a isso a famosa crise de meia idade de muitos homens, a trama acaba indo para rumos muitas vezes melancólicos que acabam desanimando demais o resultado final. Ou seja, o longa "Isso Ainda Está de Pé?", que estreou na Disney+ depois de uma passagem relâmpago nos cinemas nacionais, traz para a tela um longa aonde o protagonista viu a possibilidade de fazer rir com o caos que sua vida está, trabalhando o stand-up comedy de uma maneira até dura com ele mesmo, mas a síntese em si acaba não pegando tanto, e dessa forma o resultado fica naquele meio do caminho que você até tenta rir de algo, mas não consegue, e da mesma forma também não vemos algo com um impacto dramático bem vital, e assim sendo é o famoso ficar em cima do muro para ver que lado cai, e se não cair, acaba sem agradar.
O longa nos mostra que Alex e Tess decidem por um divórcio amigável após anos juntos num casamento que lentamente se desfez. Agora, começa uma fase estranha de descobrir como é a vida separados enquanto tentam cuidar e educar dois meninos e manter suas amizades cultivadas como um casal ao longo desses anos. Alex inevitavelmente enfrenta uma crise de meia idade, buscando um novo propósito na cena de comédia stand up em Nova York. Enquanto isso, Tess confronta os sacrifícios que fez pelo bem da família durante todo esse tempo. Os dois são forçados a encarar uma nova realidade em que dividem as obrigações enquanto pais, descobrem suas identidades e tentam entender se o amor pode tomar outras formas.
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O longa nos mostra que Alex e Tess decidem por um divórcio amigável após anos juntos num casamento que lentamente se desfez. Agora, começa uma fase estranha de descobrir como é a vida separados enquanto tentam cuidar e educar dois meninos e manter suas amizades cultivadas como um casal ao longo desses anos. Alex inevitavelmente enfrenta uma crise de meia idade, buscando um novo propósito na cena de comédia stand up em Nova York. Enquanto isso, Tess confronta os sacrifícios que fez pelo bem da família durante todo esse tempo. Os dois são forçados a encarar uma nova realidade em que dividem as obrigações enquanto pais, descobrem suas identidades e tentam entender se o amor pode tomar outras formas.
Já falei algumas vezes que prefiro Bradley Cooper atuando do que dirigindo, pois seu estilo melancólico de direção não combina com o estilo dele, e dessa forma fica parecendo que tem vergonha de tudo o que já fez, e aqui é mais um exemplar disso, pois vemos ele tentando criar uma trama com a pegada de premiações, mas não consegue atingir os patamares necessários de emoção e/ou diversão que a categoria exige, de tal forma que o filme fica o tempo todo naquele dilema de querer fazer o público rir, mas também querendo emocionar, e não vai para lado algum, e não tem formatação pior de um longa de sair da sessão indeciso do sentimento que a trama passou, ou seja, fica parecendo mais uma falha do que uma atitude funcional, e assim sendo o resultado de sua direção aqui ficou morna demais. E digo mais, se ele tivesse feito só metade do que o trailer promete, teria um tremendo filmaço, mas na execução não rolou.
Quanto das atuações, diria que faltou comicidade para que Will Arnett passasse um ar mais amplo para o seu Alex, de modo que ele teve uma boa entrega como um personagem digamos perdido na vida, mas para o lado do stand up comedy, ele precisaria ser mais desenvolto na tela, ou seja, vemos um personagem que parece tão fora de eixo com a separação que não consegue fluir fácil na tela, e talvez com um ar mais debochado e cheio de desenvolturas agradaria bem mais. Já Laura Dern se entregou bastante para o que o longa pedia, e sua Tess ficou simples e dinâmica dentro das possibilidades, pois o filme recai muito pouco sobre a personagem, mas nos atos que precisou botou banca e mostrou ser a tremenda atriz que conhecemos, ou seja, foi bem demais. O engraçado do filme é que temos muitos personagens secundários, e a maioria aparece bem pouco em cena e não se conecta tanto com os protagonistas, então nem vale a pena gastar teclado falando de cada um, apenas dizendo que fizeram o básico bem feito.
Visualmente o longa foi simples de entrega, tendo a casa dos protagonistas mostrada bem rapidamente, algumas cenas no apartamento simples também aonde o marido vai morar, alguns atos na casa dos amigos, e muitas cenas num bar/clube de comédia, sem grandes detalhes cênicos ou objetos importantes, tendo um pequeno palco e muitas mesas, apenas para as dinâmicas acontecerem, ou seja, o famoso filme bem barato na tela.
Enfim, é um filme que talvez pudesse ser mais imponente na tela, mas que passa a sua mensagem e funciona como um passatempo para quem não esperar muito dele, e assim acaba valendo como uma dica simples bem colocada. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


































