Certa vez já falei isso por aqui e com vários amigos da área audiovisual, que se um produtor for bem esperto, ele vai atrás dos direitos dos maiores livros espíritas e ficará rico com as adaptações para a telona, pois mesmo os que não seguem a doutrina acabam indo conferir pelas mensagens e dinâmicas que podem ser vistas de diversas formas na tela. Porém, precisam aprender o básico de que sempre a mesma coisa não funciona duas vezes, e principalmente que não devem transformar seu filme em uma novelona arrastada, e esse é o maior problema da maioria dos filmes espíritas, o de recair facilmente para o lado novelesco. E cá fui conferir hoje o longa "O Advogado de Deus", que vindo de uma das principais escritoras espíritas do Brasil, e pelas mãos de um diretor que conseguiu lotar as salas com seu primeiro filme do estilo, sinceramente esperava algo muito melhor na tela do que o que me foi mostrado, pois a trama até tem uma pegada interessante dentro da proposta de resolver problemas familiares, mas colocar todos da mesma família do passado de volta no mesmo ambiente, e todos terem visões foi algo meio apelativo, e com um desenrolar tão novelesco, ao final já estava mais cansado de tudo do que torcendo realmente por alguém na tela.
O longa acompanha um advogado recém-formado chamado Daniel que dedica seus anos de estudo a ajudar as pessoas. Idealista e pragmático, seus valores vão de encontro com os de seu pai, o deputado federal Antonio. Ao lado de seu colega de faculdade Rubinho, Daniel se envolve num caso que extrapola o mero processo jurídico e abre portas para desfechos mal resolvidos da sua própria vida espiritual passada. Ao defender os interesses de Alberto, seu novo cliente, Daniel mal sabe que está advogando por um inimigo de outra existência por conta de um triângulo amoroso com Lídia. Enquanto Daniel se assusta com pesadelos recorrentes, a causa de Alberto abre os precedentes de fatos ocorridos há mais de 100 anos. Numa chance de consertar os erros do passado, as vidas de Daniel e Alberto se interligam novamente com a de Lídia, obrigando o advogado a lidar não apenas com as leis humanas, mas também as divinas.
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O longa acompanha um advogado recém-formado chamado Daniel que dedica seus anos de estudo a ajudar as pessoas. Idealista e pragmático, seus valores vão de encontro com os de seu pai, o deputado federal Antonio. Ao lado de seu colega de faculdade Rubinho, Daniel se envolve num caso que extrapola o mero processo jurídico e abre portas para desfechos mal resolvidos da sua própria vida espiritual passada. Ao defender os interesses de Alberto, seu novo cliente, Daniel mal sabe que está advogando por um inimigo de outra existência por conta de um triângulo amoroso com Lídia. Enquanto Daniel se assusta com pesadelos recorrentes, a causa de Alberto abre os precedentes de fatos ocorridos há mais de 100 anos. Numa chance de consertar os erros do passado, as vidas de Daniel e Alberto se interligam novamente com a de Lídia, obrigando o advogado a lidar não apenas com as leis humanas, mas também as divinas.
O diretor e roteirista Wagner de Assis foi um dos que seguiu fielmente o que falei, e cada dia tem comprado mais direitos de livros espíritas para desenvolver as histórias e entregar na telona, de modo que aqui com o livro da Zíbia Gasparetto ele trabalhou boas dinâmicas e soube usar bem o estilo do cinema espírita como um todo de conexões entre passado e presente, porém acredito que ele acabou exagerando um pouco no tom, pois o filme pedia muitas dessas situações, mas faltou elaborar melhor as dinâmicas do livro sem que virasse uma novela completa em um capítulo só, pois ficou com muita cara disso. Claro que sei do potencial do diretor, e o livro é um dos mais lidos do mercado espírita, porém não sei se a obra tem tanto essa cara de novelona, ou se o diretor está se perdendo nas repetições, tanto que falhou em seus últimos filmes justamente por essa repetição de estilo, então acredito que está na hora de refletir e voltar para suas bases, afinal tem mais 2 filmes vindo por aí em suas mãos.
Quanto das atuações, acredito que o papel de Daniel precisava de alguém mais explosivo na tela, pois Nikolas Prates tem seu charme e sabe fazer boas dinâmicas, mas ele é daqueles atores que parecem andar de ré de tão calmos que são, mas ao menos soube ser interessante para a proposta, segurou alguns momentos bem, e até finalizou bem a trama. Danilo Mesquita trabalhou seu Alberto com uma certa imposição, mas não o suficiente para marcar como o personagem nas cenas do passado, ou seja, faltou que o personagem fosse mais além na tela. Lorena Comparato até tentou criar uma Lídia chamativa, mas a personagem não tem um chamariz que fizesse o público torcer por ela, fazendo com que a personagem fosse daquelas mimadas ricas meio que jogadas na tela, e isso é ruim de acompanhar. Ainda tivemos alguns momentos interessantes de imposição por parte de Henri Pagnoncelli com seu Antônio Camargo, e algumas cenas tensas com Beth Goulart com sua Maria Julia, mas nada que fizesse a trama ir para rumos mais chamativos do que uma grande novela.
Visualmente gostei das cenas no passado pelo conceito de época bem marcante, com um requinte técnico bem chamativo nos figurinos e nos ambientes em si, sendo um pouco escuras as cenas, mas nada que incomodasse, já as do presente acabaram focando apenas nas casas ultra-ricas de ambas as famílias, inclusive na mansão da babá desaparecida, tendo alguns atos em hotéis, praias, e sendo um escritório de advocacia bem simples até pelo porte do garoto. Ou seja, a equipe de arte trabalhou de modo simples, mas não encantou, e até mesmo no ato final no andar em reforma da clínica foram bem simples com tudo.
Enfim, é um filme razoável que vai dar público pelos nomes de direção, elenco e claro da escritora, mas valeriam ter trabalhado melhor tudo para que a mensagem fosse bem maior e mais envolvente, faltando imposição em muitos momentos. Friso que não é ruim, mas dava para ir muito mais além. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais dicas, então abraços e até logo mais.






















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