Já falei isso muitas vezes e sempre gosto de frisar o quanto é bacana ir assistir a um filme sem saber praticamente nada sobre ele, não ter visto trailer e apenas ter meramente conversado sobre com alguns amigos, pois você chega na sessão despreparado para tudo, e pode ser surpreendido. E hoje pelas ideias trocadas parecia muito a sinopse do longa "No Limite da Justiça" com o clássico dos anos 80, "Mississipi Em Chamas", porém no longa deu a entender que esse caso ocorreu poucos anos depois do outro filme, e mesmo lembrando pouquíssimo do antigo, aqui é de cara muito mais intenso, afinal mostra a história de um assassino profissional da máfia contratado pelo próprio FBI para resolver os problemas com a Klan nos anos 60, ou seja, vemos que um policial federal negro que tentava ser bonzinho não seria possível dar sua cara a tapa para enfrentar uma organização tão grandiosa, e também o governo não iria sujar suas próprias mãos, então alguém foi lá e fez o serviço bem feito. Diria que o longa é marcante na medida, tem suas cenas e diálogos fortes, mas peca por ser bem fechado em um determinado evento, pois sabemos que teve muito mais coisas, porém dentro do tempo bem usado acabou funcionando bastante.
O longa conta uma história real que acompanha um agente negro do FBI quando ele precisa se juntar a Greg Scarpa, um poderoso assassino da máfia, para tentar investigar os assassinatos brutais contra líderes dos direitos civis no Mississippi na década de 1960. Quando a vingança começa a se confundir com a missão, eles se unem cada vez mais em uma caçada mortal. Agora, apesar de seus valores completamente divididos, eles irão entender que a lei tem limites, já eles não.
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O longa conta uma história real que acompanha um agente negro do FBI quando ele precisa se juntar a Greg Scarpa, um poderoso assassino da máfia, para tentar investigar os assassinatos brutais contra líderes dos direitos civis no Mississippi na década de 1960. Quando a vingança começa a se confundir com a missão, eles se unem cada vez mais em uma caçada mortal. Agora, apesar de seus valores completamente divididos, eles irão entender que a lei tem limites, já eles não.
Diria que mesmo não conhecendo os filmes do diretor Elegance Bratton, posso dizer que ele foi para as gravações bem seguro do que desejava fazer com a história de Sascha Penn, pois a trama tem uma pegada seca no estilo mais violento, mas deixando brechas para um lado mais cômico do assassino, de modo que é até estranho "valorizar" alguém que ia pronto para matar como forma de conseguir informações, mas sabemos que as pessoas que eles enfrentaram mereceram pelos seus feitos. Ou seja, é o famoso filme aonde o diretor bota a potência na tela, desenvolve os personagens com o carro em movimento, e funciona bem, pois dava para ser algo mais delineado e tranquilo, porém a pegada não impactaria como ocorre, ficando algo talvez morno demais, o que não era a proposta.
Quanto das atuações minha única grande reclamação ficou para o visual da maquiagem estranha que usaram em Mark Wahlberg para que seu Greg ficasse mais parecido com o verdadeiro, de tal forma que o ator entregou muita personalidade nas suas dinâmicas, porém com trejeitos meio que inseguros, o que pareceu ser algum tipo de incômodo realmente com o que tinha em sua cara, mas como sabemos do potencial do ator, ele puxou o tom mais cômico para suas entregas e mesmo estranho acabou funcionando bem na tela. Já Yahya Abdul-Mateen II trabalhou seu agente Strider com uma pegada mais fechada, demonstrando atitude, mas também serenidade por ser alguém em uma posição alta dentro da polícia, mas não reconhecido pelos demais no estado, afinal era raro alguém negro dentro da mais alta organização dos EUA nos anos 60, e assim o ator soube segurar bem as dinâmicas e chamar para si todas as cenas que precisou. Quanto aos demais, diria que os que precisavam apanharam bastante e os amigos e familiares dos protagonistas foram marcantes aonde precisavam ser, valendo dar o destaque para a boa química de Nicole Beharie como a esposa de Strider e Giancarlo Esposito bem colocado como o líder negro da cidade.
Visualmente o longa faltou trabalhar um pouco mais a época, tendo sim veículos e alguns figurinos clássicos, porém a equipe de arte não desenvolveu muito os ambientes da época, focando mais em salas escuras para as torturas com uma iluminação mais direcionada para os personagens, e nas invasões das casas tiveram apenas o básico para representar o momento em si, sem criar muito e claro também para segurar o orçamento, ou seja, é o famoso filme aonde se vê muitos tiros e pouca elaboração técnica.
Enfim é um filme marcante pela entrega dos personagens, com uma história real que tem muitos parênteses com o que anda ocorrendo ainda hoje no mundo, mas que na época era ainda mais evidente, e que funciona bem também como ficção, só tendo alguns leves defeitos que pontuei (ser de um período bem fechado na tela e da maquiagem estranha), mas que não atrapalha em nada a experiência, valendo com certeza a conferida. Então fica a dica, e eu fico por aqui hoje voltando amanhã com mais textos, então abraços e até breve.


































