Que o cinema sul-coreano já explodiu mundo afora sabemos bem, e o mais curioso é que eles não trazem filmes simples com um ou dois personagens principais, mas sempre toneladas de conexões, figurantes sobrando por todos os cantos, e incrivelmente conseguem trabalhar temas morais junto de tramas de ação, algo que é raríssimo de conseguir fazer funcionar, ou seja, daqui a pouco teremos um nicho completamente separado para conseguir explicar algo como um estilo próprio que chama atenção e que impacta sabendo exatamente aonde pisar. E dito isso, se tem algo que nunca fui muito fã são tramas envolvendo zumbis, pois geralmente a ideologia em si não me convence, mas existem tantos fãs e tantos filmes diferentes que acabamos sempre entrando na onda para tentar ao menos curtir, e quando vi o trailer de "Zona Zero" fiquei curioso pela proposta acelerada até demais na tela, de modo que parecia ser algo diferente dos tradicionais longas morosos que costumam entregar a dinâmica, e analisando a ideia em si de bioterrorismo junto com a pegada digamos vingativa dentro de uma essência, colocando ainda pontos morais de quem é a vítima, quem deve morrer ou viver, e até mesmo por quais motivos valeria botar tudo dentro de uma loucura completa, fez com que o resultado ficasse ainda mais interessante, e que mesmo sendo um pouco alongado para colocar tudo isso na tela, funcionasse bastante do começo ao fim.
O longa nos conta que o que deveria ser apenas uma conferência sobre avanços científicos rapidamente se transforma em um pesadelo sem saída. Se-jeong, uma professora de biotecnologia, participa de um importante encontro acadêmico quando um vírus de rápida mutação é liberado, mergulhando o local no caos. Conforme a infecção se espalha, os contaminados passam por transformações aterrorizantes, tornando impossível distinguir aliados de ameaças. Com as autoridades isolando completamente a instalação para tentar conter o surto, os sobreviventes se veem presos em uma luta desesperada pela sobrevivência. Enquanto o medo cresce e a ordem entra em colapso, Se-jeong precisa usar seus conhecimentos para encontrar uma saída antes que a mutação torne qualquer esperança impossível.
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O longa nos conta que o que deveria ser apenas uma conferência sobre avanços científicos rapidamente se transforma em um pesadelo sem saída. Se-jeong, uma professora de biotecnologia, participa de um importante encontro acadêmico quando um vírus de rápida mutação é liberado, mergulhando o local no caos. Conforme a infecção se espalha, os contaminados passam por transformações aterrorizantes, tornando impossível distinguir aliados de ameaças. Com as autoridades isolando completamente a instalação para tentar conter o surto, os sobreviventes se veem presos em uma luta desesperada pela sobrevivência. Enquanto o medo cresce e a ordem entra em colapso, Se-jeong precisa usar seus conhecimentos para encontrar uma saída antes que a mutação torne qualquer esperança impossível.
Posso afirmar que o diretor Yeon Sang-ho gosta bastante do estilo zumbis, afinal a maioria dos seus longas tem essa base, apenas desenvolvendo o local, a forma de surgirem e as entregas, e para quem não é um amante do estilo como eu, ele faz algo que beira a perfeição que é amarrar tão bem a história para que todos se envolvam com os personagens e com as dinâmicas ao ponto de acompanharmos os protagonistas e torcermos para eles, sendo tudo tão grandioso na produção que acabamos ficando impressionados seja com a técnica ou com o desenrolar, nem ligando tanto para os erros do roteiro e/ou enrolações que acabam segurando demais a trama. Ou seja, diria que ele voltou ao seu estilo que vimos nos dois filmes de "Invasão Zumbi" e "Jung_e"e deixou um pouco de lado o estilo policial de "Revelações", e que se talvez tivesse juntado as duas coisas teríamos algo brilhante, mas que ainda assim funcionou muito bem pelo tamanho da produção visual.
Vou ser um pouco preconceituoso e talvez até xenófobo com o que vou falar, mas é muito difícil diferenciar atores orientais para mim, de modo que falar individualmente de cada um é complicado, então vou falar dos dois dizendo que embora tenha atitude e boa entrega na tela, Jun Ji-hyun acaba sendo meio monótona e desanimada demais com os trejeitos que trabalha em sua Se Jeong, de modo que sendo a protagonista principal não faz com que torcêssemos para que ela fosse muito além, e isso pesa na tela de modo a não fluir como deveria, então poderia ser alguém mais imponente a virar herói na trama, ou o diretor forçar mais sua atuação. Já Koo Kyo-hwan trabalhou o vilão Seo Yeong Cheol com um estilão meio que irônico demais, sendo divertido de ver suas caras e bocas (mesmo vendado) comandando todos os zumbis, além de ter diálogos bem marcantes que até sendo dublados impactaram na tela, soando até forçado em alguns momentos, mas funcionando bem na tela. Quanto aos demais, diria que foram bem na tela fazendo os tradicionais personagens que todo filme do estilo tem de ter: a garota que atrapalha tudo fazendo barulho, chorando e tudo mais; o policial que acaba fazendo atos contra todos; o segurança que quer ser herói, mas se atrapalha e muda de lado; os políticos que não sabem de nada e querem acabar com tudo; e até alguns deficientes para ficarmos com dó e pensar em como ajudar, ou seja, o pacote completo.
No conceito visual se o longa não ganhar as premiações (ao menos orientais) podem dizer que foram muito roubados, pois vemos um shopping inteiro e até o laboratório do vilão repletos de gosmas/fungos espalhados nas paredes, macacos surtados atacando, e até mesmo os zumbis cheios de detalhes com roupas grudentas, muito sangue para todos os lados, coisas sendo destruídas, ambientes de todos os estilos desde escritórios, salas de controles, lojas, restaurantes, e tudo mais, cheios de detalhes e elementos cênicos que vão sendo usados com a melhor qualidade possível, ou seja, a equipe de arte, e claro a de efeitos especiais trabalhou bem demais e merecem o reconhecimento, além claro de maquiagem por trabalhar com tantos figurantes bem representados na tela.
Enfim, é um filmão que funciona bem para todos, até mesmo quem não é fã do estilo, que vale a pena conferir em uma tela grande para se envolver com muita intensidade e até talvez tomar alguns sustos, mesmo sendo um pouco alongado de história, mas isso é uma característica do cinema sul-coreano, então é comum acontecer. Então fica a dica de conferida e volto amanhã com mais dicas, fiquem por enquanto com meus abraços e até logo mais.


































