Um gênero que raramente se vê coisas muito diferentes do usual é a comédia romântica, pois como disse no texto do filme de ontem, a grande base do estilo são seus clichês tradicionais, e por vezes algum diretor ousa inserir alguma pitada ali, outra acolá, mas criar uma base tão fora do normal é raro. E hoje vendo o longa "Amor Apocalipse", que estreia na próxima quinta (11/06), fiquei com muita coisa na cabeça pensando para decidir se gostei ou não do que vi na tela, pois foi uma mistura tão arriscada com ansiedade, catástrofes climáticas, adoção, fora a base romântica e alguns diálogos pouco habituais, que ao final você fica pensando será que compreendi toda a essência, ou será que o longa tinha algo a mais, mas ainda assim o resultado ficou interessante, e acaba sendo uma proposta meio que diferente de romance para o Dia dos Namorados, pois certamente alguém já pensou em ter um caso com alguém do outro lado do telefone, e que sua ansiedade por notícias ruins podem mudar tudo na sua vida.
No longa, o hipersensível Adam está à beira da depressão e resolve encomendar uma lâmpada solar terapêutica para aliviar sua ecoansiedade. Em contato com o suporte técnico do fornecedor da lâmpada, ele conhece Tina, uma mulher radiante, cuja voz dissipa suas angústias. O encontro provoca uma explosão de sentimentos que nem o fim do mundo é capaz de conter.
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No longa, o hipersensível Adam está à beira da depressão e resolve encomendar uma lâmpada solar terapêutica para aliviar sua ecoansiedade. Em contato com o suporte técnico do fornecedor da lâmpada, ele conhece Tina, uma mulher radiante, cuja voz dissipa suas angústias. O encontro provoca uma explosão de sentimentos que nem o fim do mundo é capaz de conter.
Olhando a filmografia da diretora e roteirista Anne Émond não lembro de ter visto nenhum de seus exemplares, porém aqui já deu para perceber que ela tem essa pegada mais ampla de não querer apenas o básico, e isso ao mesmo tempo que soou bem original, também entregou dinâmicas estranhas, afinal como o próprio título anuncia, vemos algo próximo do apocalipse, tendo chuvas monstruosas, terremotos e até bolas de fogo no céu, mas sendo colocado meio que em segundo plano, ou seja, ela não quis entregar se a loucura é real ou imaginária do protagonista, sendo apenas uma paranoia, e isso acabou ficando bagunçado em alguns momentos. Claro que a ideia sendo ampla, o resultado também brincou bastante com a essência em si, e assim sendo o filme mostrou potencial para ir até mais além, que a diretora segurou um pouco.
Quanto das atuações, é engraçado que acabamos nos conectando fácil ao personagem Adam que Patrick Hivon entrega perfeitamente, pois que o mundo anda maluco sabemos bem, que muitos precisam de remédios para conseguir dormir mais ainda, mas ele entrega essas dinâmicas sem fazer o surtado tradicional, pois facilmente alguns atores entregariam ele como um maluco completo, e aqui ele deu essas nuances para um rumo mais chamativo e centrado, que acabou sendo bacana de ver. Já Piper Perabo fez sua Tina um pouco presa demais, que claro é mostrado como uma mãe, casada e tudo mais que tem um novo ser apaixonado por ela, mas em situações normais dos romances ela se entregaria de vez, ou já queimaria o cara pra largar do seu pé, e aqui ficou quase um romance secundário, ou seja, faltou melhorar um pouco a entrega da atriz, fora alguns atos mais expansivos que não combinaram com a essência total. Quanto aos demais personagens, a maioria não entrega muito na tela, sendo até estranhos demais na maioria dos momentos, então melhor não entrar em detalhes.
Visualmente a equipe entregou uma casa simples do protagonista, mostrando praticamente só o quarto dele, uma mesa aonde põe a lâmpada terapêutica, tendo alguns momentos com medicamentos, outros com óculos de sol, e claro o telefone que fala com a garota, tivemos o canil com vários cachorros de diferentes raças e tamanhos, alguns atos na neve da mente do personagem, e outras cenas também na casa da protagonista, e num centro social após um desastre; e falando em desastres, a equipe de efeitos especiais trabalhou até que bem com árvores entrando dentro da casa, muita chuva forte, entre outros detalhes.
Enfim, é um filme bem diferente do estilo, que alguns talvez vão adorar e outros vão achar fora da casinha demais, mas ainda assim tem seu sentido bem colocado, e faz o alerta para não surtarmos tanto com tudo, afinal pode ter uma luz do outro lado da linha telefônica. E é isso meus amigos, fica a dica para conferirem em cinemas selecionados à partir de quinta (11/06), e eu fico por aqui agradecendo o pessoal da Synapse Distribution e da AtomicaLab Assessoria pela cabine, então abraços e até amanhã com mais dicas.


































