Já disse outras vezes o quanto sou apaixonado por longas de julgamento, e já tinha até lido alguns materiais sobre os julgamentos dos nazistas (claro os que não se mataram ou fugiram do mapa), mas nunca tinha ouvido falar sobre a relação que alguns tiveram com um psiquiatra que foi auxiliar que eles não se matassem na prisão até o julgamento, e que depois acabou escrevendo um livro sobre como foi lidar com eles, ou seja, a ideia do longa "Nuremberg" veio para mim como algo completamente novo, e que imaginando ser mais próximo de uma trama realmente em cima de debates entre defesa e promotoria (no caso na época nem se sabia como julgariam pessoas de um país por membros de outros) fui com muita sede ao pote e acabei não saindo tão feliz quanto imaginava que ficaria, e não pelo filme ser ruim, muito pelo contrário, sendo uma produção grandiosa com atuações imponentíssimas, mas por faltar mais julgamento e menos conversas, o que acabou ficando solto demais na tela. Ou seja, é daqueles filmes que quem for esperando pouco talvez até goste bem mais do resultado, mas certamente poderiam ter ido bem mais além com tudo.
O longa se passa no pós-Segunda Guerra, em 1945, na Alemanha, durante os julgamentos homônimos realizados pelas Forças Aliadas contra o regime nazista derrotado. A trama centra-se no psiquiatra americano Douglas Kelley, designado a avaliar a aptidão mental de 22 oficiais nazistas que se tornaram prisioneiros e aguardam seus julgamentos por crimes de guerra. Ao mesmo tempo, o promotor-chefe dos Aliados Robert H. Jackson fica encarregado da difícil tarefa de garantir que o regime nazista responda pelos horrores sem precedentes do Holocausto. Quando Douglas Kelly se encontra com Hermann Göring, o braço direito de Hitler, uma batalha interna se inicia, fazendo com que toda a sua inteligência e ideologia sejam deixadas de lado para buscar entender a verdadeira origem e natureza do mal.
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O longa se passa no pós-Segunda Guerra, em 1945, na Alemanha, durante os julgamentos homônimos realizados pelas Forças Aliadas contra o regime nazista derrotado. A trama centra-se no psiquiatra americano Douglas Kelley, designado a avaliar a aptidão mental de 22 oficiais nazistas que se tornaram prisioneiros e aguardam seus julgamentos por crimes de guerra. Ao mesmo tempo, o promotor-chefe dos Aliados Robert H. Jackson fica encarregado da difícil tarefa de garantir que o regime nazista responda pelos horrores sem precedentes do Holocausto. Quando Douglas Kelly se encontra com Hermann Göring, o braço direito de Hitler, uma batalha interna se inicia, fazendo com que toda a sua inteligência e ideologia sejam deixadas de lado para buscar entender a verdadeira origem e natureza do mal.
Diria que faltou uma imposição maior para que o diretor James Vanderbit conseguisse retratar o julgamento como realmente um marco, pois a essência de uma boa trama do estilo são realmente os debates, e ele tinha nas mãos muitos protagonistas incríveis para que isso fosse mais além, pois claro que a relação entre o psiquiatra e o nazista é muito interessante, o livro desse ser incrivelmente denso, mas o estudo da mente humana é algo extremamente complexo para seres abomináveis que foram os nazistas, sendo algo que não tem qualquer defesa humana possível para isso, então colocar alguém para verificar a sanidade ali, e claro depois formular suas teorias vendidas em um livro ficou básico demais para quem for esperando ver algo forte, e já adianto que não economizaram nas imagens reais mostradas dos campos (então quem não curtir é melhor deixar de lado!). Sendo assim, acredito que a culpa do filme não ter ido mais além seja do diretor, pois costumo falar que livros podem ser adaptados, mas quando não se é uma saga que todo mundo quer ver os detalhes que o livro encantou, precisam brincar mais com as facetas para que tudo vá mais além na telona.
Quanto das atuações, chega a ser engraçado que gosto muito do jeitão de atuar de Rami Malek, mas embora eu goste muito do filme e ele tenha ganhado o Oscar com seu Fred Mercury, praticamente agora todo filme que ele está presente eu vejo mais o Fred Mercury do que o personagem que ele está fazendo, e aqui seu Douglas Kelley é daqueles psiquiatras que praticamente mais precisam ser cuidados do que cuidam dos outros, com trejeitos e cenas meio que cheias de movimentos e intensidades, olhares meio doidos de modo que suas dinâmicas convencem pela essência, mas não tanto por sua atuação. Já Russell Crowe é daqueles atores que sabem se impor na tela, de modo que seu Hermann Göring tem um carisma que chega a ser até irritante, pois se o chefão nazista abaixo apenas de Hitler era desse jeitão mesmo, fica claro como todo mundo os seguiu na matança. Agora queria muito que tivessem dado para Michael Shannon mais imposição para que seu Robert Jackson fosse a fundo, brigasse mais, atacasse mais no julgamento e em outras cenas, pois sabemos do potencial dele, e o personagem pedia mais isso, ficando algo muito burocrático na tela, o que acabou não empolgando. Ainda tivemos muitos outros bons personagens e atores, mas certamente vale destacar Leo Woodall com seu Howie, entregando dinâmicas interessantes junto do protagonista, fazendo as traduções de alemão para inglês, mas principalmente na cena da estação de trem o jovem deu seu nome ali.
Visualmente a produção foi bem marcante nesse sentido, tendo a reconstrução bem colocada do Palácio de Justiça da cidade de Nuremberg, tivemos cenas imponentes dentro da prisão, e até alguns momentos externos bem colocados em clubes e casas, principalmente na casa aonde a esposa de Göring e sua filha estavam escondidas, além de cenas dentro do trem e também algumas dinâmicas da guerra em si, sendo um filme com muitos detalhes, mostrando a forma que muitos generais se mataram, e também como a imprensa fez todo seu show para mostrar o que estava acontecendo por ali, sendo um filme de figurinos mais fechados e tons bem marrons para deixar tudo bem mais sério.
Enfim, volto a frisar que o filme passa bem longe de ser algo ruim na telona, mas como fui com uma expectativa muito maior do que o que me entregaram, acabei saindo impactado, mas não marcado pelas entregas que foram desenvolvidas, ou seja, ficou simples demais para uma trama do maior julgamento que definiu os termos de crimes contra a humanidade, e ficou denso demais para uma trama de análise comportamental, que já é difícil de se apaixonar, e assim o resultado, ao menos para mim, faltou bastante. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.
































