É até intrigante o quanto o cinema de terror tem seus clichês físicos tão bem colocados que casualmente se repetem nos diversos filmes que são lançados, tendo raramente um ou outro longa que consiga despontar sem precisar se amparar na famosa "muleta", e sem dúvidas o que 7 em cada 10 diretores do gênero gostam de trabalhar é a famosa tensão pelo desconhecido, que sempre funciona bem, desde que explicada ou bem incorporada no resultado final da trama. Dito isso, o longa "Push - No Limite do Medo" até tem alguns bons momentos, mas não consegue empolgar nem causar muito no espectador que fica até o fim tentando saber quem era o homem ou pelo menos suas motivações para ficar o tempo todo seguindo a protagonista, de tal maneira que o fechamento do policial explicando algo "misterioso" sobre o rapaz fez a trama ficar ainda mais jogada, pois acaba não funcionando muito para tudo o que entregaram. Ou seja, é o famoso filme que até causa tensão e correria, mas que vai acabar esquecido tão em breve que não vamos nem lembrar do que ele se tratava.
O longa acompanha Natalie Flores, uma corretora de imóveis que está lutando para se livrar da assombrosa memória de seu falecido noivo. Gestando uma criança pelo oitavo mês, ela decide tentar recomeçar sua vida, e utiliza da sua licença para assumir um novo desafio imobiliário. No entanto, um cliente louco transforma a vida dela em um completo inferno, e agora, ela terá que correr contra o tempo para se salvar antes de conseguir dar à luz.
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O longa acompanha Natalie Flores, uma corretora de imóveis que está lutando para se livrar da assombrosa memória de seu falecido noivo. Gestando uma criança pelo oitavo mês, ela decide tentar recomeçar sua vida, e utiliza da sua licença para assumir um novo desafio imobiliário. No entanto, um cliente louco transforma a vida dela em um completo inferno, e agora, ela terá que correr contra o tempo para se salvar antes de conseguir dar à luz.
Diria que os diretores e roteiristas David Charbonier e Justin Douglas Powell até trabalharam bem dentro de uma única locação, fazendo com que a mansão antiga tivesse presença, lugares e objetos estranhos bem colocados, que junto de pouca iluminação acabou ficando mais assustadora que o normal, porém faltou para eles um conhecimento a mais para que o filme pudesse ir mais além, pois vemos as situações acontecerem, a tensão ser criada, mas faltou dimensionar um pouco mais a casa ao invés da morte do marido, pois aí sim o resultado funcionaria, já que de cara ficamos pensando se ela estava vendendo a casa deles, para depois bem depois imaginar que ela era corretora de imóveis. Ou seja, acabaram enfeitando demais a morte do marido que era algo totalmente desnecessário para a trama, e esqueceram de brincar com o passado da casa para entendermos melhor o homem que estava invadindo, e aí sim tudo fazer mais sentido na tela.
Quanto das atuações, até que Alicia Sanz trabalhou bem os trejeitos necessários para que sua Natalie fosse marcante, e até torcêssemos para sua sobrevivência, porém em alguns momentos a jovem pareceu meio que perdida (claro que isso é algo tradicional em filmes de terror, mas dava para ser menos forçado) e dessa forma acabou sendo daquelas personagens tradicionais que só ficam correndo de um cômodo para o outro, tentando achar algo para confrontar o perseguidor, tentando telefonar para alguém, mas nada dá certo, e assim não chamou tanto para si. Já Raúl Castillo só vemos seus trejeitos no final, pois na maioria das cenas anda pelas sombras, no escuro, e isso fez com que seu personagem até parecesse meio "sobrenatural", porém como não conseguiu soar marcante o suficiente para se impor na tela, acabou ficando apenas como um serial correndo atrás da protagonista. Quanto aos demais é melhor nem dar espaço, pois foram meros enfeites cênicos, com o marido vivido por David Alexander Flinn tendo um pouco mais de cenas, mas nada que fosse marcante para se relevar.
Visualmente o casarão do século 20 tem portas demais, tanto que a protagonista até reclama disso em um momento que sai correndo para fechar todas, e junto disso tem alguns ambientes até bonitos que a equipe de arte felizmente soube brincar e explorar, como um elevador estranho embutido no chão do meio do corredor, alguns ambientes com poucos elementos cênicos para não onerar o orçamento, mas ainda assim o resultado funcionou com poucas lâmpadas para dar o tom mais denso na produção.
Enfim, é um filme que talvez pudesse ter ido bem mais além com pouquíssimas mudanças, mas como costumo falar, não dá para mexer no que já está pronto, e assim sendo o longa acabou sendo fraco demais para ir mais além na tela. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


































