A Morte do Demônio: Em Chamas (Evil Dead Burn)

7/10/2026 12:57:00 AM |

Costumo dizer que gosto de filmes de terror que causam sensações, pois ter matanças gratuitas e/ou algo sem uma história que me convença da situação mostrada na tela acaba mais me irritando do que agradando, e hoje acredito que fui com muita sede ao pote do longa "A Morte do Demônio: Em Chamas", pois a trama anterior foi muito impactante, forte e chamativa, aonde até cheguei a passar um pouco mal com algumas situações, então esperava que hoje fosse rolar algo do mesmo estilo, mas pelo contrário, apenas vi um filme forte também, violento na medida que gostamos, mas do tipo que ficou rodando em cima de algo sem levar quase nada a lugar algum, ficando até incomodado com a falta de entrega. Ou seja, é uma história que parece nem ter história, que mesmo conectando os longas anteriores da franquia pareceu ser simples por uma resolução, querendo apenas a tal coisa a trama inteira, e demorando uma eternidade para pegar, sendo que era só ir e pronto, mas ficou embaçando por mais de duas horas para apenas finalizar. Volto a frisar que não é um filme ruim, mas faltou fazer com que a sala lotada saísse comentando ou sentisse um algo a mais, e apenas ficamos vendo a violência "gratuita" que dava para resolver muito mais rápida na tela.

O longa acompanha uma mulher em uma situação completamente aterrorizante. Quando o seu marido morre, ela busca refúgio no lar dos sogros, no entanto, o momento de paz, ternura e consolo logo se transforma em um caos. Aos poucos, ela descobre que eles poderiam se transformar em divindades horripilantes. Além disso, a vida dela se transforma ao descobrir que os votos matrimoniais feitos em vida serão válidos por toda a eternidade, isso inclui o fim da vida terrestre.

Não posso dizer que conheço o estilo do diretor Sébastien Vanicek, afinal seu longa anterior foi sobre um tema que eu pulo e não assisto (sim, existe um único estilo de filmes que não vejo!), então apenas esperei que ele seguisse a mesma linha do longa anterior da franquia, mas como li em alguns textos de amigos, o que ele fez foi apenas grudar uma cena violenta em outra sem se preocupar se a trama funcionaria na tela, e isso fez com que a história parecesse um verdadeiro show de matanças com tiros, facadas, espetadas e tudo mais em busca de uma adaguinha minúscula que se o demo quisesse mesmo pegaria em 30s e acabaria com o filme, mas o diretor quis brincar com os personagens na tela, e assim o resultado ficou enrolando por quase duas horas. Ou seja, posso dizer que o longa tem imponência visual e contou com uma boa equipe de próteses, pois tem buraco para todos os gostos nos personagens, fazendo com que os maquiadores trabalhassem bastante, mas o roteirista foi bem sem vergonha com a entrega na tela, pois história mesmo ficou em segundo plano.

Quanto das atuações, gosto do estilo artístico de Souheila Yacoub, porém sua Alice aqui pareceu até meio que perdida de tudo o que precisava fazer em cena, de tal forma que vemos algumas expressões de desespero misturadas com confusão em cima de tudo, e isso ditou o longa inteiro com as demais entregas. Hunter Doohan trabalhou seu Joseph como o famoso filho fracote da família, e também não tentou ser algo a mais com o que fez em cena, parecendo também perdido nas entregas, ou seja, não criou muito em cena, e fugiu mais do que se expressou, o que é uma falha nesse estilo. Já o pai da família vivido por Erroll Shand fez um Edgar bem imponente e marcante nas cenas que trabalhou, misturando o lado mais forte com a pegada mais fechada, e assim conseguiu chamar bastante atenção. Quanto aos demais, a maioria não se entregou tanto, valendo apenas o destaque para Luciane Buchanan com sua Thya bem expressiva, principalmente depois que incorpora o demônio, que aí sim fica chamativa e cheia de imposições na casa.

Visualmente o longa tem presença, afinal com o estilo mais puxado para o gore, vemos muito sangue, muitas matanças violentas, buracos nos corpos, espetos, portas quebrando e tudo sendo usado como arma dentro das nuances da tela, que como falei na parte da direção, a equipe de arte precisou de bons protéticos para ter os pedaços cortados, amassados e tudo mais, além de maquiagens interessantes para convencer da violência que o filme pedia, e sendo assim tudo rolando dentro de uma casa tão velha que parecia até assombrada, o resultado convenceu.

Enfim, é um estilo de terror que algumas pessoas gostam bastante, e outras rejeitam com fervor, que até tem suas qualidades de conexão com os demais filmes da franquia e tem personalidade, só faltando um pouco mais de história para convencer com toda a entrega, pois causar estranheza ao menos conseguiram. Sendo assim, diria que é um filme que foi feito somente para os fãs da franquia, não indo muito além em nada, mas sei que alguns vão discordar, então fica a dica para ver sem esperar muito dele. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Moana em 3D (Moana)

7/09/2026 01:27:00 AM |

Sei que já falei isso tantas vezes que quem me acompanha já até enjoou, mas volto a frisar que sempre vá conferir qualquer filme esperando o pior, que vai se desapontar com tudo e mais um pouco, pronto para tacar uma tonelada de pedras depois de conferir, e com toda certeza você acabará gostando de algo que verá na tela, e hoje fui assistir o live-action de "Moana" esperando me irritar com tudo, e principalmente achando que seria uma mistura da primeira animação de 2016 com a segunda de 2024, só que colocando humanos ao invés de desenhos, e como não lembrava direito do primeiro, apenas tendo na mente as canções dubladas que grudavam mais que chiclete na mente, hoje sabia que veria um filme ao menos diferente por assistir legendado com as canções originais, e por incrível que pareça fui lembrando das canções dubladas e revendo tudo acontecer exatamente da mesma forma que vi há 10 anos, mostrando que minha mente só precisava de uma leve ativação. E isso foi ruim? De forma alguma, acabou sendo bem bacana, pois agora temos texturas "reais", personagens "reais" e dinâmicas que funcionaram na tela, só que quem for conferir esperando qualquer coisa nova irá se desapontar, pois não tem (ou melhor, tem a canção dos créditos que é nova para poder concorrer às premiações), mas quem quiser rever o longa de uma forma visualmente "diferente" pode ir tranquilo que não vai ser ruim, até mesmo com a cabeleira no The Rock.

O longa acompanha Moana Waialiki, uma jovem corajosa que vive em uma ilha e sonha em explorar o oceano além das margens que cercam seu lar. Filha do líder de sua comunidade e descendente de uma longa linhagem de navegadores, tudo corria bem na sua vida até que algo coloca em risco o futuro de seu povo. Ao descobrir que o semideus Maui foi responsável por desencadear o desequilíbrio que afeta a natureza, Moana parte em uma jornada pelo mar para encontrá-lo e restaurar o coração da deusa Te Fiti. Enfrentando criaturas perigosas, desafios marítimos e a superproteção do pai, ela embarca em uma aventura de autodescoberta.

Diria que o diretor Thomas Kail foi preguiçoso ou medroso de tentar inventar uma nova história, parecendo que pegou até o storyboard da animação para refilmar até nos mesmos ângulos que vimos em 2016, sendo que assim ele tentou não apanhar dos fãs do desenho (como aconteceu com outras refilmagens da Disney), mas dava para incrementar ou colocar novos atos, ou pelo menos mudar os ângulos da câmera, porém como ele é bem mais conhecido pelas direções de musicais da Broadway não tinha mesmo como ser criativo em uma refilmagem. Ou seja, quem tem memória boa e for conferir é capaz de pensar que assistiu ao mesmo filme semana passada, principalmente por ter tido "Moana 2" em 2024, mas como fui ver legendado agora o live-action diria que pelo menos vi outra versão dele.

Agora falando das atuações, um ponto muito bom foi a escolha dos personagens secundários e figurantes com características reais da polinésia, pois já deu a cota de inventar moda e colocar personagens diferentes das animações, e nesse sentido o acerto foi primordial, e dito isso vamos para Catherine Laga'aia fazendo a sua estreia nos cinemas como a protagonista Moana de uma forma bem entregue, cheia de desenvolturas e expressões marcantes, sendo bem interessante de atitudes, que talvez pudesse ser um pouco mais carismática como era a personagem na animação, mas fazer uma protagonista como primeiro trabalho é algo dificílimo, e diria que ao menos ela foi expressiva, o que agradou na entrega. Já ver Dwayne Johnson com uma peruca gigante foi algo num primeiro momento engraçado por conhecermos ele sempre careca (tirando seu último filme que usou um cabelinho mais baixo), mas como ele foi o dublador na animação também de Maui, aqui ele já sabia as falas de cor, e apenas precisou se expressar corporalmente (o que muitos dubladores também já fazem nas salinhas de dublagem), então ele se saiu bem e agradou com uma entrega bem divertida, e claro, com seu carisma tradicional, ou seja, funcionou bem para o que o longa precisava. Quanto aos demais, praticamente todos só participam das cenas, como o pai da protagonista vivido por John Tui e a mãe vivida por Frankie Adams, valendo destacar apenas Rena Owen como a vó pelas dinâmicas mais chamativas com a garotinha.

Quanto do visual volto a frisar que temos a recriação perfeita da animação, apenas trocando um pouco mais o tom dos elementos visuais, que na animação tínhamos um colorido mais amplo, e aqui deram um pouco mais de densidade para as cenas mais tensas como da floresta morrendo ou as cenas em tempestades no mar, de modo que encontraram boas locações para criar a vila, figurinos tradicionais das ilhas antigas e até mesmo os personagens computadorizados como o gigante caranguejo Tamatoa e o monstro de lava Te Ka foram bem criados, cheios de imposição e entrega, para que o filme fluísse e impactasse na tela como deveria. Quanto do 3D, tivemos algumas boas cenas de coisas saindo para fora, mas sem muito o que impressionar, de modo que nos créditos a profundidade foi até melhor que dentro do filme, então poderiam ter trabalhado melhor na conversão e/ou nas filmagens para que mais personagens brincassem com o público saindo da tela.

Como não conhecia as canções originais em inglês, foi bacana ver a trama legendada, pois juntaram bem as canções dos povos originais com as temáticas da trama, e claro que tudo bem colocado junto das danças, o resultado acaba funcionando bem na tela.

Enfim, volto a frisar que não é um filme ruim, muito pelo contrário, gostei até bastante do que vi, dei as dançadinhas de pés com as canções, e principalmente me fez ver que minha memória ainda está boa por lembrar até dos ângulos das câmeras do desenho, para reparar o quanto reproduziram na tela, de modo que se nem quisessem usar atores reais, poderiam ter pedido para uma inteligência artificial recriar o filme trocando as animações por personagens reais, e assim sendo funcionou pela proposta escolhida de não inventar moda. Então quem tiver qualquer receio nesse sentido pode ficar bem tranquilo, mas quem não quiser ver o mesmo filme agora com atores também não irá perder muita coisa, então fica a dica. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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Três Vezes Adeus (Tre Ciotole) (Three Goodbyes)

7/06/2026 01:12:00 AM |

É engraçado que somente paramos para pensar em como conduzimos nossa vida quando alguma bomba explode, seja por uma separação, uma tragédia ou uma doença, pois enquanto tudo está sendo levado pela rotina tradicional, o ruim passa a ser suportável e o bom acaba sendo como tradicional, não tendo tempo para pensar em como melhorar algo, conhecer um novo país, uma nova língua, um novo amor, e isso acaba por vezes até apagando mesmo as pessoas, fazendo com que se tornem chatas e/ou incômodas quando por vezes falam algo que não queremos ouvir! E com essa filosofia que me veio a mente agora após assistir o longa hispano-italiano, "Três Vezes Adeus", que poderá ser conferido a partir de 01/10 nos cinemas tradicionais ou já nas próximas semanas na programação da 8 ½ Festa do Cinema Italiano em algumas cidades, trazendo bem essa sintonia nas dinâmicas que se desenvolvem com a protagonista, de tal forma que em muitos momentos até temos um elo bem introspectivo que chega a dar uma certa retraída no longa, mas foram tão rápidos em mudar a síntese que o resultado reflexivo acaba ficando bonito dentro de tudo, sendo algo mais para evidenciar um crescimento ao invés de jogar o clima para baixo, e isso acabou funcionando demais dentro de tudo o que é mostrado na tela.

A sinopse nos conta que Marta e Antonio optam pelo fim do relacionamento após uma grande discussão, assim se divorciando. Em dois mundos diferentes, os dois começam a lidar com a situação de maneiras distintas. Enquanto Marta se isolava do mundo, até mesmo perdendo o apetite, Antonio se dedicava a sua carreira de chef que parecia melhor a cada dia. No entanto, em certo momento Marta descobre que sua mudança repentina tem mais a ver com sua saúde do que com o seu ex-relacionamento. Sem conseguir esquecer sua antiga companheira, o filme entra em uma encantadora trajetória sobre o amor à vida.

Acho bem bacana o estilo da diretora Isabel Coixet, pois ela não faz seus filmes para impactar ou causar algo no espectador, ela apenas dá as dinâmicas brincando com cada essência, e deixa isso para que o público sinta junto dos protagonistas, e aqui dava para esse filme ser feito de tantas maneiras, mas sem dúvida pensando com a cabeça de alguém que conhece bem mais o cinema americano do que outros cinemas, com qualquer diretor dos EUA veríamos algo duro, seco de emoções, mas que faria toda a plateia lavar a sala com diversos momentos, já a diretora espanhola optou por vértices de pensamento, vértices reflexivos e prendeu as emoções apenas em detalhes, que vamos montando juntos, e assim o resultado acabou sendo gracioso, sem faltar emoções, mas ainda assim não fazendo você chorar, e sim pensar no além disso, o que acabou sendo gostoso de ver, ou seja, mais um acerto dela.

Quanto das atuações, achei a atriz Alba Rohrwacher tão solta com sua Marta que em diversos momentos até pensei se ela não era a própria diretora atuando, pois o estilo que ela fez foi algo tão dinâmico, tão cheio de sentimentos que realmente fez o filme ser seu, e isso é raro de ver acontecer com atrizes em dramas, pois acabam se soltando bem menos do que a essência pede, e ela fez algo lindo de ver na tela. Elio Germano também trabalhou bem nas dinâmicas de seu Antonio, porém a diretora esqueceu dele um tempo tão grande que ao ler a sinopse depois de ver o filme até fiquei pensando se ele fez tudo isso que é dito, mas fez bem como chef, trabalhou de forma aceitável, só desapareceu quase que o filme inteiro, tendo cenas no começo e no fim apenas. Ainda tivemos alguns bons momentos de Francesco Carril com seu Agostino e Silvia D'Amico com sua Elisa, mas o filme foi tão colocado para ser da protagonista que todos os demais apenas apareceram, e isso foi de um risco tamanho que acabou dando certo.

Visualmente o longa ficou bem dentro da casa da protagonista com seu boneco coreano, com uma sacada meio maluca no final, tivemos várias cenas em restaurantes variados, muitos passeios de bicicleta com a protagonista e boas cenas na escola que ela trabalha, além de alguns atos em um hospital e também em uma exposição, mas a base sempre focando muito a dinâmica da protagonista, que acabou tendo um charme legal para funcionar.

Enfim, foi um filme tão gostoso de ver, que mesmo com um tema difícil de se trabalhar acabou funcionando demais na tela, e assim o resultado acabou me agradando mais do que eu até pensava, valendo como algo bom para recomendar para que todos vejam. E é isso meus amigos, vá conferir no festival nas cidades que ainda tiver (em Ribeirão Preto começa dia 16/07 no Cauim) e eu fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Autoral Filmes pela cabine de imprensa, então abraços e até logo mais.


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Primavera

7/05/2026 01:52:00 AM |

Quando vi o pôster do longa "Primavera" imaginei que veria a história do músico Vivaldi, mas como a trama foi para outros rumos acabei descobrindo bem mais do que sabia da Veneza dos anos 1700, aonde em um orfanato, as jovens que eram deixadas pelas mães aprendiam música e tocavam para os ricos na Igreja, aonde alguns homens compravam seus dotes investindo na educação de outras alunas, mas claro que ao chegar ao lugar um padre de nome Dom Antônio Vivaldi que passou a reger as garotas de lá, muitas desejavam apenas ficar na música e não virar esposas. Ou seja, o longa que chega aos cinemas na próxima quinta (09/07) e também está na programação do 8 ½ Festa do Cinema Italiano que está passando em várias cidades do país, traz uma trama interessante pela essência da época aonde muitas mulheres era apenas um produto rentável para os orfanatos, mas também mostra como o desenvolvimento musical pode transformar as pessoas, sendo algo chamativo como longa de época e também não cansar como costumeiramente ocorrem em tramas mais clássicas, sendo que apenas descobri mais que o músico que tanto é conhecido hoje por suas obras foi um padre com sérios problemas respiratórios, mas que sem precisar ficar contando sua história na tela, conseguiram brincar com a essência de uma forma mais descontraída e bacana ao conectar as jovens do Orfanato Ospedale Della Pietà.

O longa nos situa na Veneza do século XVIII. Cecília cresceu entre as paredes do Ospedale della Pietà, o orfanato que também é lar da orquestra mais respeitada do mundo. Violinista extraordinária, ela se apresenta atrás de uma grade para os ricos padroeiros da instituição. Nunca além disso. Até que um novo professor de violino chega e muda tudo. Seu nome é Antonio Vivaldi.

O mais interessante da carreira do diretor Damiano Michieletto é que ele já dirigiu algumas óperas, ou seja, tem muita familiaridade musical para que seu filme não tivesse apenas conteúdo na tela, mas sim que fluísse realmente com um regente orquestrando cada ato, como deve ser a entrega de um bom diretor, e aqui ele soube fazer com que seu filme tivesse personalidade e muita presença mesmo em cenas escuríssimas que com uma vela tivesse amplitude e chamarizes, ou seja, deu uma trabalheira para o diretor de fotografia que certamente desejou vê-lo embaixo da terra, mas o mais bacana foi que ele soube trazer essa entrega para algo cheio de nuances e com uma pegada histórica que funcionasse na tela, e assim seu filme não ficou tão jogado, sendo daqueles que revelam coisas que muitos certamente nem sabiam como as figuras cortadas pelas mães para que talvez buscassem a órfã depois mais velha, os arquivos bem construídos para achar fácil cada detalhe, e principalmente contar que um grande músico foi um padre e professor de garotas, e não um fanfarrão como muitos artistas foram. Ou seja, ele fez uma obra rápida e fluída que agrada por não precisar enfeitar muito o resultado na tela.

Quanto das atuações, gostei muito da entrega que Tecla Insolia fez com sua Cecilia, sendo imponente nos atos que necessitava de uma entrega maior, tendo personalidade para enfrentar as dinâmicas mais fortes, mas ainda assim sendo singela com uma pegada por vezes até tímida, mas que mostrou sua entrega para o papel de uma violinista, e assim agradou bastante. Outro que foi muito bem na tela foi Michele Riondino com seu Antonio Vivaldi, sendo meio agitado demais com suas ideias, mas mostrando que pessoas geniais não param quando estão criando, e o ator trabalhou bem a personalidade do músico e se envolveu bem nas cenas mais densas. Quanto aos demais, vale o destaque para Fabrizia Sachi com sua Priora, pelo estilo mais duro de uma controladora de orfanato, mas com imposições densas para os momentos que precisava se doar na tela, agradando assim com o que fez.

No conceito visual tivemos cenas bem sacadas em ambientes fechados, para não precisar mostrar tanto do ambiente que mudou bastante nos anos seguintes, mas ainda assim tendo claro os passeios de barcos tradicionais, as igrejas com seus imponentes tetos, e muitos instrumentos clássicos da época para dar o tom, além de figurinos marcantes com as perucas brancas, máscaras e vestidos com capas vermelhas, tendo o toque de luxo da realeza junto com os mais pobres dos orfanatos. E claro já falei da fotografia, mas vale reforçar muitas cenas no escuro com luzes apenas de velas, com detalhes bem marcantes que funcionaram para envolver.

Enfim, o longa ainda conta com várias sonatas que conhecemos do músico, dando claro o tom durante toda a exibição, e funciona bem dentro da proposta completa, não sendo algo tão chamativo pela história em si, pois poderiam ter trabalhado um pouco mais do Vivaldi na tela, mas não era essa a proposta do filme, então funcionou e vale a recomendação. E é isso meus amigos, fica a dica para a conferida no longa nos cinemas na próxima quinta (09/07), ou nas cidades que estiverem tendo o festival (em Ribeirão Preto começa no dia 16/07 no Cauim!), e eu fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Sinny Assessoria e da Imagem Filmes pela cabine, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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Netflix - Enola Holmes 3

7/04/2026 01:59:00 AM |

No meio do conflitivo mundo da pandemia muita gente não chegou a botar fé que a franquia da irmã de Sherlock Holmes daria muito certo, mas cá estamos em 2026 e já temos três filmes lançados funcionando perfeitamente com o carisma estranho da protagonista, com facetas bem desenvolvidas e um estilo próprio que a Netflix fez questão de criar, ou seja, como já saíram bem do rumo dos livros nem sei dizer mais quantos irão fazer, mas uma coisa é inegável: "Enola Holmes 3" mostra que potencial produtivo a gigante dos streamings tem para brincar com filmes também além das séries, pois vemos um filme cheio de efeitos na montagem, ambientes gigantes bem trabalhados, e principalmente um estilo próprio, afinal algo que poderia ser um mistério simples para ser desvendado acaba tendo nuances maiores, e o resultado fala sozinho com o público. Claro que passa longe de ser algo perfeito, pois é algo ainda fácil demais para uma trama investigativa, aonde as dinâmicas até flertaram mais como um drama romântico com pegadas de ação e mistério, mas ainda assim funciona como um bom entretenimento que não força tanto a barra, então é o famoso filme que vemos como um bom passatempo, nos divertimos, e quem sabe lembraremos dele mais para frente, quando vier outra continuação da saga.

O longa segue os acontecimentos do segundo filme, agora Enola está a caminho do seu casamento com o Lord Tewkesbury em Malta. Porém, os seus planos de felicidade são atrapalhados para que ela possa solucionar um dos casos mais difíceis e perigosos de sua carreira até então. Dentro da carruagem, ela é perseguida e avisada pelo Dr. John Watson que o seu irmão Sherlock Holmes foi sequestrado. Enquanto tenta desvendar as pistas e provar a sua capacidade para a sua mãe, os seus sonhos pessoais se chocam com seus desejos profissionais e ela precisará descobrir o que verdadeiramente deseja.

Já falei isso várias vezes e volto sempre a bater nessa tecla, de que mudar o diretor de uma franquia é um risco insano por parte dos produtores, e aqui a entrada de Philip Barantini acabou dando um viés bem diferente de tudo o que vimos nos outros filmes, indo o longa para um lado mais romantizado e emocional ao invés de ficarmos com o suspense e a ação característica dos dois longas anteriores. Claro que isso não foi algo ruim, pois é um diretor com anos de estrada tanto na direção quanto na atuação, mas talvez por mudar esse estilo o público estranhe um pouco demais os atos do miolo e fechamento, pois ainda temos um começo intenso, mas depois tudo se verte para um lado que não tinha sido tão explorado na protagonista. Agora o único defeito que podemos atirar nele foi prometer e não cumprir, pois ele falou ao assumir a franquia que faria um longa mais denso com uma pegada mais forte ao estilo da mudança que ocorreu em no terceiro Harry Potter, e passou bem longe de conseguir isso, então digo que é melhor ficar quietinho quando se assume algo e depois do resultado pronto "mentir" que era assim que queria realmente, mas volto a frisar que não ficou falho a mudança, apenas mudou o tom.

Quanto das atuações, uma coisa bem bacana que gostei nos primeiros filmes e mantiveram foi a quebra da quarta parede pela protagonista Millie Bobby Brow com sua Enola Holmes, e a atriz tem se mostrado cada vez mais experiente na tela, se jogando mais nas lutas e também trabalhando bem os trejeitos para ser interessante vela em modo desesperado para salvar as pessoas desaparecidas, porém seu ar investigativo mais impulsivo que vimos nos outros filmes não aconteceu tanto, talvez pela escolha da direção, mas ainda assim ela foi bem no que fez e cativou os olhares para ela. Agora um problema meio que grande nessa nova abordagem foi que o personagem Tewkesbury de Louis Partridge teve uma participação muito maior, e a química entre eles até é bonitinha em algumas dinâmicas, mas o ator pareceu meio apático em muitas outras situações, o que acabou não dando muita liga na tela, mas ao menos ele soube se entregar nos atos de conexão, e assim não atrapalhou tanto. O segundo ato aonde realmente descobrimos quem é a vilã mostrou que Sharon Duncan-Brewster teve uma pegada incrível e cheia das nuances, com uma imponência marcante, olhares realmente de vingança e uma desenvoltura chamativa, que com certeza aparecerá mais nas continuações, afinal é famosa por aparecer em outras investigações da família Holmes. E falando mais da família Holmes, o diretor foi esperto em colocar Henry Cavill mais de lado com seu Sherlock, afinal sabemos que ele é um ator caro e também o personagem tem seus próprios filmes, então foi um bom acerto, e felizmente deram mais aparições, mesmo que espaçadas para Helena Bonham Carter com sua excêntrica Eudoria, mãe da protagonista, que teve boas pegadas em algumas dinâmicas mais rápidas. Ainda tivemos alguns outros personagens na tela, mas sem grandes impactos que valessem destaques, então apenas diria que Himesh Patel poderia ter impactado mais com seu Dr. John Watson, e usarem realmente Joe Azzopardi com seu Mikiel, pois foi apenas um enfeite na tela, que parecia ser importante para a história.

Visualmente a trama brincou com recortes, com cenas imponentes, figurinos de época, escolheram bem a ilha de Malta para ambientar a produção um pouco fora da tradicional Londres que já vimos várias vezes, com armas, tesouros e tudo mais além de ambientes mais fechados para festas e tudo mais, agora um detalhe curioso que poderia ter sido mais usado, principalmente por ser um filme de investigação, foi o pouco uso de pistas espalhadas pela tela, aonde iríamos vendo junto com a protagonista e descobrindo tudo, pois da forma que fizeram, precisam dizer tudo o que está acontecendo e/ou vai acontecer.

Enfim, é um bom filme da franquia, tem um bom ritmo que não cansa o espectador, principalmente pela boa trilha sonora que acontece durante o longa inteiro, e assim sendo entrega um bom passatempo, que talvez assim como os demais da saga sejam esquecidos por nós ao ver as continuações, mas ao menos a essência ainda ficará na mente do público, e assim vale a indicação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Minions & Monstros em 3D (Minions & Monsters)

7/02/2026 01:53:00 AM |

Sou suspeito para falar de um filme dos bichinhos amarelos mais engraçados do cinema, pois sou muito fã deles desde quando apareceram pela primeira vez, e dessa vez com "Minions & Monstros" estava com uma expectativa ainda maior já que eles resolveram homenagear os clássicos do cinema como um todo, brincando com tantas referências quanto você se julgar entendedor da sétima arte, e não apenas isso, pois já vimos outras tentativas com diversos filmes, mas que viraram apenas esquetes jogadas na tela para o público pegar, e aqui não, pois construíram realmente uma trama que tivesse o conteúdo funcional, e ainda tivesse as dinâmicas na tela para brincar com tudo. Ou seja, é um filme divertido, cheio de boas sacadas e que brinca demais com toda a essência do cinema em si, com suas construções e loucuras geniais de grandes filmes, aonde só colocaria um aquém que foi a falta de talvez um elo emocional para tudo ficar mais completo, pois talvez para o público comum (sem ser os amantes do cinema e/ou dos minions) o resultado vai parecer apenas engraçadinho com cores e tudo mais, e dava para ter brincado com uma pegada lúdica também com os protagonistas, mas foram as escolhas feitas, e ainda assim funcionou como algo bacana de ver na telona.

O longa se passa na Era de Ouro do cinema e acompanha o mais solitário e criativo entre os colegas minions. Insatisfeito em ser apenas mais um membro da tribo a serviço de um chefe, James sonha em fazer filmes. Na busca por esse desejo, James sem querer irá libertar uma série de monstros e uma gangue de criaturas com planos de destruir o mundo. Junto dele, os outros minions terão que encontrar as horripilantes criaturas para viverem as cenas do filme de James.

Sempre digo que é interessante o criador desapegar da criatura, e Pierre Coffin fez isso em "Minions 2: A Origem de Gru" e viu que deu muito certo isso lá, provavelmente causando um leve desconforto, então aqui voltou a assumir a cadeira principal além das vozes dos bichinhos, e senti que sua mão embora homenageasse muito o mundo do cinema (isso nem vou entrar em detalhes, pois é falar repetidamente de como tudo foi lindo demais nesse sentido com tantas referências!) acabou ficando um pouco pesada, saindo dos personagens mais conhecidos e brincando com outros que foram bem encaixados, mas sem emoções casuais como já vimos nos outros filmes de ambas as franquias ("Minions" e "Meu Malvado Favorito", que também é sua!). Ou seja, é um filme que tem seu gracejo, diverte a beça, faz você ficar envolvido com o mundo do cinema, quer os personagens para levar para casa, mas além de encantar com a trama faltou fazer você se apaixonar mais por tudo, resultando em um filme que falta aquele detalhe para levantar e querer aplaudir, ou então escorrer aquela lágrima de canto de olho, e isso talvez se o diretor do segundo Kyle Balda tivesse sido mantido veríamos acontecer na tela.

Quanto dos personagens diria que os amarelinhos ficaram extremamente carismáticos e caíram muito bem dentro das diversas homenagens feitas, além de claro chamar a atenção dos pequenos que não vão entender muito o motivo deles estarem fazendo certas coisas, que só os fãs de cinema vão reconhecer, mas por serem divertidos, cheios de dinâmicas, cores e entregas, os pequenos acabarão curtindo o que vão ver. Quanto ao protagonista James acredito que ficou muito calminho para chamar tanta atenção quanto a trama precisava, de modo que seu estilo de cineasta falou alto, mas dava para ser um pouco mais "amalucado" para impactar mais na tela, mas ainda assim sempre está sendo bacana dar voz para os outros minions, e falando em voz foi muito bem sacado a inclusão de Henry como alguém com deficiência auditiva que não parou de filmar tudo e deu o bom fechamento para a trama. Dos vilões também gostei muito dos formatos insanos escolhidos, e bem disposto um pequenino ser a mente diabólica, porém acredito que dessa vez foram violentas demais as situações ocorridas em alguns momentos, que talvez alguns pais reclamem do que vão mostrar para as crianças na tela, mas isso é apenas um detalhe.

No conceito visual volto a bater no ponto-chave da trama que é um filme de fã de cinema para fãs de cinema, aonde cada clássico foi muito bem representado na tela, mesmo que de forma bem corrida no meio da loucura dos bichinhos amarelos, mas vemos formas bem desenhadas no melhor estilo da Illumination que não se preocupa tanto com texturas, mas que consegue compensar isso com elementos cênicos gigantes e sem repetições, de modo que tudo tem conteúdo na tela, contando com muitas destruições e elementos voando para todos os lados. E falando em voar para todos os lados, os amantes da tecnologia 3D vão ficar bem felizes com a entrega do filme, pois funcionou bastante em diversos momentos com coisas saindo da tela, outras dando mais profundidade, de modo que quase o filme inteiro brinca com o público.

Enfim, é uma animação muito gostosa de curtir e se envolver, que vai funcionar de duas formas, uma maravilhosa e incrível para os fãs de cinema que irão identificar cada filme clássico do cinema aparecendo na tela e se conectando com a história, e outra para os pequenos e pessoas "normais" que irão apenas rir da bagunça dos bichinhos amarelos. Só não diria que foi mais perfeita, pois faltou conectar ambas as situações para ficar algo único, e talvez emocionar um pouco mais, mas ainda assim o resultado é um filmaço gostoso demais de ver. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Adrenalina Pura - A Fortuna de Escobar (Escobank)

7/02/2026 01:27:00 AM |

Nem sei direito o que falar do longa "A Fortuna de Escobar", que estreia dentro do canal Adrenalina Pura+ na próxima quinta 02/07, trazendo uma história meio doida demais de um grupo que resolve ir em busca da fortuna que Pablo Escobar escondeu em tanques no meio da selva colombiana, que talvez com personalidades mais marcantes e um desenvolvimento melhor aproveitado cairia para um rumo mais intenso e chamativo, porém optaram por trabalhar tantos personagens sem graça, colocar passado no meio, criar situações conflitivas entre vários grupos, que no final você já nem sabe mais para quem está torcendo, fora a quantidade de estilos de pessoas diferentes contando com religiosos, mafiosos, advogados, guerrilheiros, e tudo mais que você puder imaginar. Ou seja, não é um filme ruim de essência, mas é aquele famoso prato de self-service que você coloca macarrão, feijoada, salada de abacaxi caramelizado e ainda para tentar ficar light um peixe grelhado, de tal forma que se analisarmos item a item da trama até vamos dizer que tudo é bacana, mas a indigestão vem com toda certeza ao juntar tudo, e foi isso que acabou acontecendo com o longa.

A sinopse nos conta que um chefe do crime de Miami guia criminosos desesperados até a Colômbia em busca do tesouro de Escobar perto da Vila dos Herdeiros. Um advogado se envolve após um assassinato e descobre segredos perigosos.

Diria que a estreia da atriz Orit Sher como diretora e roteirista foi meio bagunçada demais, pois como disse no primeiro parágrafo ela quis colocar coisas demais na tela, e o resultado não fluiu como deveria, de modo que poderia ter resumido metade dos momentos com uma entrega mais linear que conseguiria chamar atenção pela proposta e ainda sintetizar o restante desnecessário. Aí vem o questionamento do que seria necessário ou não? Isso ela precisaria escolher, pois a trama em si tinha muitos vértices para ela brincar, e acredito que isso fez com que ela mesma ficasse confusa ao montar e querer colocar tudo, mas para isso talvez precisasse de mais tempo para que tudo se desenvolvesse na tela, e acabaria virando uma novela/série aonde tudo fizesse sentido. Ou seja, é o famoso filme de estreia de diretor que se perde por querer colocar coisas demais, mas ainda assim dá para aproveitar a ideia e curtir alguns momentos na tela.

Agora no quesito das atuações a situação foi bem complexa, pois não temos nenhum ator que conseguisse chamar a atenção para si, de modo que os protagonistas se perderam demais nos personagens e seus egos chamativos, e com isso tudo acabou solto demais, de modo que Zohar Liba tentou ser um "chefão" imponente, mas nem ele se impôs nas cenas dentro da selva, parecendo se perder nos diálogos e entregas, o que ficou um pouco estranho na tela, ou seja, faltou explosão para ir além. O chefão do outro lado, vivido por Rodrigo Poisón conseguiu ser ainda mais caricato, pois não teve tanto espaço para se desenvolver, e apenas fez algumas caras e bocas, sendo daqueles atores que você fica perguntando se estava com vontade de estar na produção, mas ao menos seus atos finais foram interessantes de ver, não que ele tenha ido além com algo, mas ao menos não desapontou. O engraçado da personagem Dana Frider é que ela fez sua Sammy parecer que não era nada importante para a produção, sendo alguém meio que jogada de estilo e entrega, mas com o desenvolvimento total, e lembrando do começo, o resultado muda bastante para a personagem em si, não tanto para a entrega que a atriz faz, ou seja, poderia ter chamado mais presença para realmente impactar. Quanto aos demais é até difícil dar destaque para alguém, pois todos foram bem fechados dentro de suas desenvolturas, valendo colocar apenas Guy Adler com seu Izik meio que paranoico e Harlys Becerra com seu Santiago na dele, porém ao final vemos que o personagem também era importante para o resultado e talvez ele poderia ter impactado mais em algumas cenas.

Visualmente o longa tem uma entrega simples, mostrando um pouco da mansão do protagonista, o apartamento da advogada, uma sessão de tortura para conseguir informações, e o começo mostrando as pessoas enterrando os dinheiros de Escobar em barris no meio da selva, depois tivemos muitos atos na selva com fogueiras, acampamentos e tiroteios insanos, mas sem grandes impactos imersivos, sendo apenas representativo como um todo na tela.

Enfim, é um passatempo meio confuso, mas que até dá para ser conferido, passando longe de ser uma bomba na tela, porém precisaria de mais ajustes para que ficasse algo chamativo e redondo realmente completo na tela, então fica a dica para quem for conferir não esperar que a trama vá muito além. E é isso meus amigos, fico por aqui agradecendo o pessoal da AtomicaLab Assessoria e do Canal Adrenalina Pura+ pela cabine, e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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HBO Max - Twinless: Um Gêmeo a Menos (Twinless)

6/30/2026 12:50:00 AM |

Uma coisa que já vimos muitas vezes na telona é a forma que cada pessoa lida com seu luto particular, tendo tantos vértices normais como outros exagerados, e por vezes até fora da situação completa indo para rumos inesperados, e o mais interessante no cinema é que o diretor pode brincar com isso de tantas formas que acaba virando filmes bem diferentes, com propostas ousadas que até se parecem, mas que acabam sempre levando para rumos ousados, alguns mais outros menos empolgantes/emocionantes. E comecei dessa forma o texto do longa "Twinless - Um Gêmeo a Menos", que pode ser conferido dentro da plataforma da HBO Max, pelo simples motivo que a essência em si dele com o filme que conferi ontem "A Incrível Eleanor" é muito semelhante, da pessoa que acaba mentindo para se conectar com determinado grupo e/ou pessoa e depois se perde por completo quando a situação precisa ser virada, porém se no de ontem tudo era gostoso, leve e envolvente, aqui a mentira recaiu quase para uma psicopatia de conexão, que talvez sendo montado de uma outra forma na tela impactaria até mais, mas na escolha do diretor o resultado acabou sendo denso e por vezes até sem uma certa humanidade, o que é marcante de se analisar.

O longa acompanha a história de Roman, mais especificamente após a morte de seu irmão gêmeo. Se encontrando na solidão proporcionada pelo luto, ele resolve se inscrever em um grupo de apoio direcionado para pessoas que também perderam os seus gêmeos. Na ocasião, ele conhece Dennis, um jovem culto e irônico que também sentia muito pela perda de sua outra metade. De forma inesperada e até mesmo complexa, uma intensa amizade entre os dois é construída. No entanto, quando Roman conhece uma determinada colega de trabalho de Dennis, mais segredos surgem e tudo parece complicar ainda mais.

Diria que o diretor, roteirista e protagonista James Sweeney foi bem no sentido de representar alguém que soube aproveitar do luto para mudar suas perspectivas, pois facilmente a trama tem uma pegada de invencionices, mas ao mesmo tempo vemos alguém que sabe exatamente o que estava fazendo, não sendo algo arbitrário jogado na tela, e mais do que isso, ele conseguiu transportar sua ideia para seu próprio personagem, tanto que talvez outros fizessem bem diferente a essência de Dennis, mas ao transportar a direção direcionada para o personagem, o resultado acaba impactando e incomodando na medida, tanto que já que estou comparando bastante com o longa de ontem que também envolvia luto e mentiras, ontem a trama acabou me deixando relaxado e emocionalmente sentido de uma forma gostosa de ver, já hoje o diretor conseguiu me deixar meio mal pela essência passada na tela, como se uma mentira fosse melhor que a outra, mas não é o caso, é apenas a forma de lidar diferente, e ele passou isso na tela.

Quanto das atuações, já faz um bom tempo que sempre falei bem de Dylan O'Brien dizendo que gosto do seu estilo de entrega, e aqui seu Roman tem uma personalidade forte e bem impulsiva na tela, de modo que não ficou alguém sem muito sentido, pois facilmente poderia ser um "brucutu" sem noção que chamaria atenção pela essência do papel, mas ele quis dar algumas nuances expressivas e até conseguiu fluir bem, ou seja, mostrou sentimento para o papel sem ser duro como uma rocha. Já o diretor James Sweeney atuando deu todo o ar de sentimentalismo barato para seu Dennis, mas também passou ares de um pouco de psicopatia e desejo de possessão para com seu parceiro cênico, meio que quase tudo ali fosse dele, e lasque-se o resto, e isso foi bacana de ver nos trejeitos dele, embora seja um pouco assustador para uma trama dramática. E ainda tivemos Aisling Franciosi com sua Marcie meio até irritante demais pelo seu jeito na tela, sendo funcional para o que o longa pedia, mas sendo "irreal" para o que uma pessoa normal faria, pois não amanheceria viva com algumas indagações e entregas. Já Lauren Graham foi muito mal aproveitada como a mãe do protagonista, apenas aparecendo em duas ou três cenas, mas sem fluir nem ser usada, e olha que é uma tremenda atriz que apenas gastaram o cachê.

Visualmente o longa passa por alguns jogos de hockey nas arquibancadas, algumas festas, exposições, quartos de hotel, a casa dos protagonistas, mercados, a empresa aonde o jovem e a garota trabalham, e até na casa da mãe num Natal bem esquisito, mas tudo bem simples e jogado, tendo as cenas num grupo de apoio como elementos mais chaves aonde a trama se desenrola melhor, e também em alguns restaurantes, mas tudo bem sutil dentro do estilo dramático, ou seja, aquele básico aonde o visual em si não importa, mas sim as atitudes, e aí talvez poderia ter um algo a mais para chamar melhor a atenção.

Enfim, é um filme interessante de proposta que dava para ir mais além para causar mais, pois o estilo em si pedia mais reviravoltas que talvez montado de forma diferente impactaria bem mais, mas ainda assim acaba sendo bacana por mostrar um luto administrado de uma forma mais seca, e assim acaba valendo a indicação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, prometo ir para temas mais leves, que já deu de luto dois dias seguidos, então abraços e até logo mais.


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HBO Max - A Incrível Eleanor (Eleanor The Great)

6/29/2026 12:22:00 AM |

Olha, poucas vezes vi a estreia de alguém na direção com uma mão tão leve e tão bem encaixada como foi a de Scarlett Johansson com seu "A Incrível Eleanor", pois já mostrou estilo e soube dizer com sutileza que a história real da pessoa importa, e mentir é feio, mas que a sinceridade e o tempo de vida vence, afinal quando a pessoa é tão amiga e tão próxima, as histórias acabam sendo mixadas, e você assumir que algo que a outra pessoa viveu de dureza também é continuar próximo dela. Ou seja, a trama tem uma pegada emocional tão forte e bem feita, trabalhando uma das fases tão fortes do luto na tela, que facilmente alguns diretores fariam um longa pesado e denso, mas que ao encontrar uma atriz tão boa para se entregar ao papel, o resultado fluiu fácil, teve emoções lindas e acabou sendo sutil para que o público se envolvesse com tudo, sendo daqueles filmes que você facilmente vai encontrar um lugar para colocar entre os seus melhores, pois é rápido, é fácil e ainda assim trata bem o tema na tela, coisas que realmente poucos conseguem fazer.

O longa acompanha a espirituosa e rebelde Eleanor, uma mulher de 94 anos que, após perder sua melhor amiga Bessie, muda-se de sua casa na Florida para Nova York, onde passa a viver com sua filha Lisa e seu neto Max. Após viver com a amiga por mais de 70 anos, Eleanor vive a dor e o vazio deixados pela partida de Bessie, sua verdadeira parceira de vida. Um dia, durante uma visita ao Centro Comunitário Judaico de Manhattan, a mulher esbarra com um grupo de suporte de sobreviventes do Holocausto. Sem pensar, ela se reúne ao círculo e começa a contar sua história. Mas, alheio a todos os ali presentes, a história narrada por Eleanor é a de Bessie. Sem querer, a idosa chama a atenção de uma estudante de jornalismo do grupo Nina, que gostaria de fazer um artigo sobre Eleanor. As duas forjam um forte laço nesse processo, mas por quanto tempo essa mentira poderá sobreviver?

Quem me acompanha a algum tempo sabe que geralmente dou muita bronca nas escolhas dos diretores para os primeiros trabalhos, mas sempre afirmei também que o gênero drama é o melhor para se começar, e confesso que fiquei com certo medo quando ouvi que Scarlett Johansson iria se aventurar por trás das câmeras, afinal ela não aparentava ser alguém que tivesse um estilo próprio, ou soubesse bem como dominar atores e dinâmicas, mas passou pelas mãos de praticamente todos os maiores diretores, e assimilou tudo tão bem, que aqui posso dizer com todas as palavras que acertou em cheio no que precisava fazer, sendo segura em cada ato, não inventando a roda com ângulos complexos e malucos, e principalmente não querendo criar quebras cênicas ou pegar roteiros sem sentido, além claro de fechar com sua opinião sobre o assunto, ou seja, fez a lição de casa com tanto primor, que posso dizer que até quero ver mais obras suas na telona se seguir dessa forma, pois facilmente estará nas premiações brigando por algo seu, e com chances, afinal foi bem demais e não errou uma vírgula que fosse na tela.

Um grande fator do filme ser incrível ficou por conta da atuação maravilhosa de June Squibb com sua Eleanor, de tal forma que no auge dos seus quase 100 anos, a atriz mostrou presença, mostrou desenvoltura e se jogou fácil na tela, sendo um doce nas caras e bocas que fez, sabendo exatamente o que precisava entregar no filme, tendo a sutileza de abraçar a personagem e também todos ao seu redor, pois dava para puxar o filme só para si, mas não, deu amplitude para os mais jovens e agraciou cada momento seu com algo bem marcante, ou seja, deu show. A jovem Erin Kellyman também foi muito bem colocada na tela com sua Nina, mostrando atos doces junto da protagonista, criando um carinho e uma química tão bem encaixada que a cada ato seu junto tinha uma luz extra, enquanto as sozinha apenas se inspirava, ou seja, agradou e foi bem no que precisava fazer. Agora quem arrepiou nos atos contados foi Rita Zohar com sua Bessie, pois ela poderia facilmente ser apagada da tela e ficarmos apenas com as versões contadas pela protagonista, mas a sensibilidade e a emoção que a atriz deu em cada momento seu foram tão únicos, que emocionalmente falando arrepiou demais. Ainda tivemos Jessica Hecht como a filha da protagonista e Chiwetel Ejiofor como o pai da garota, tendo algumas participações bem colocadas na tela, mas sem irem muito a fundo para deixarem as demais brilharem.

Visualmente o longa foi bacana por mostrar inicialmente a rotina das duas velhinhas, com suas idas ao mercado, à praia, fazer suas caminhadas e exercícios, o quarto bonitinho e suas refeições e conversas durante todo o longa, com o cabelo cheio de bobes e seu penhoar, vemos também um pouco das famosas reuniões de grupos aonde tradicionalmente o círculo para desabafos e histórias, tivemos alguns restaurantes e até o famoso parque/calçadão de Coney Island, uma sinagoga com seu bat mitzvah e alguns momentos em ambas as casas da filha da protagonista e do pai da garota, sendo tudo simples e bem simbólico para as devidas representações de cada momento, com fotografias não muito densas, mas em tons que dessem a devida presença na tela.

Enfim, é um filme que se olharmos superficialmente é simples demais, mas que ao analisar mais profundamente entrega tanta coisa, emoções, passado, histórias dos crimes contra judeus, e claro a amizade e o luto como essência principal, sendo daqueles que com certeza procuraremos lembrar para indicar aos amigos, pois representa demais tudo de uma forma tão bem feita que vale a indicação. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje com essa dica que um grande amigo me deu, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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O Convite (The Invite)

6/28/2026 01:51:00 AM |

Um estilo que gosto de ver no cinema (e de jeito maneira em casa) são filmes que se parecem com peças teatrais ou que foram baseadas em alguma peça teatral, pois se colocados bons atores para o que a dinâmica pede, o resultado acaba fluindo incrivelmente bem e diverte na medida certa, porém é um risco imenso de falhar e fazer o público se cansar do ambiente e das entregas, então precisa de uma direção consistente e de atores dispostos a se entregar para o que o filme pede, e de forma alguma termos o famoso titubear da responsabilidade do papel. E já tivemos vários exemplos bons e ruins do estilo, mas hoje fui conferir a pré-estreia do longa "O Convite" sem saber do que se tratava, aliás nem tinha lido nada, nem visto o trailer, então apenas me preparei pelo que constava no site do cinema que era uma comédia, e assim como sempre falo, a trama precisaria me fazer no mínimo sorrir com tudo, ou para ser perfeita me fazer rir em algum momento, e logo de cara já fui sinalizado que era baseado na obra do espanhol Cesc Gay, que fez vários longas com Ricardo Darín, mas que não lembrava de ter conferido "Sentimental" de 2020, que é a obra em que a diretora americana usou como base para seu filme, ou seja, veria algo realmente novo na tela, ao menos para mim, e posso dizer que o encaixe ficou muito bom, sendo daqueles filmes que você se joga junto com os personagens, e que facilmente num teatro lotado faria a plateia rolar, pois brinca com tabus, brinca com conflitos de relacionamento, e que tendo atores afiados na tela conseguiram segurar bem demais cada momento, o que acaba agradando e funcionando demais.

O longa nos conta que Joe e Angela são um casal que se vê preso à rotina da relação. Seu relacionamento está à beira do colapso, porém as coisas podem estar prestes a mudar quando eles casualmente convidam seus vizinhos Hawk e Piña para jantar. No entanto, o que era pra ser uma noite tranquila com coquetel, se transforma em um evento repleto de reviravoltas inesperadas ao descobrir que o misterioso casal, talvez, esteja organizando orgias semanalmente no apartamento de cima, revelando desejos reprimidos e sexualidades pouco exploradas.

Não sou muito fã de diretores se colocarem como protagonistas em seus filmes, mas sabemos o potencial de Olivia Wilde como atriz, e aqui em seu terceiro filme como diretora ela foi muito esperta, pois escolher adaptar uma trama teatral que já deu certo no país de origem (Espanha) tanto como peça como filme, funcionou na versão italiana, e aqui bastou adaptar para o estilo fechado dos americanos, que a trama acabou agradando demais e sendo bem sucinta não arrastou o longa, resultando em algo que tem pegada e não cansa. Claro que o filme tem uma leve dinâmica mais alongada, pois seus 107 minutos parecem ser maiores do que isso, e diria que isso se deve muito ao excesso de diálogos, que é uma característica do drama teatral, mas como são situações bem divertidas, de certo modo, o resultado final funciona e não impacta na dinamicidade.

Quanto das atuações o principal ponto em filmes desse estilo é manter a química entre os personagens do começo ao fim, pois senão acaba dando tudo errado e sem entregas, e felizmente a escolha dos atores foi muito boa, afinal você enxerga nitidamente os choques entre eles, algo que exigiu certamente muitos ensaios antes. Como disse acima não sou fã de diretor atuar em sua própria produção, pois acaba não fazendo bem nenhuma das duas coisas, e como personagem do longa, Olivia Wilde acabou sendo elétrica demais em muitos atos, e morna demais em outros, oscilando demais as entregas de sua Angela, mas ainda assim soube segurar bem os atos e acabou agradando com o que fez no resultado completo. Já Seth Rogen faz você pensar se está vendo ele no personagem Joe ou sendo ele mesmo igual todos seus filmes, e isso é algo muito perigoso se o diretor não souber como encaixar, mas aqui acabou dando certo, afinal pedia bem essa comicidade ácida na tela, e ele fez bem o que foi proposto. Já o estilo irônico que Penélope Cruz encontrou para trabalhar sua Piña foi perfeito, pois a atriz usou tudo o que já fez em diversos filmes de Almodóvar e passou para a entrega que o papel pedia, sendo precisa nos direcionamentos dos diálogos e também cheia de sacadas aonde tinha de se segurar, ou seja, agradou demais na tela. E por fim, mas não menos importante, diria que Edward Norton soube trabalhar seu Hawk com trejeitos mais secos, mas tendo alguns atos com um ar mais cheio de personalidade acabou entregando boas dinâmicas e sendo bem encaixado para a proposta completa do filme.

Visualmente como a trama tem a pegada bem mais teatral, tivemos apenas o apartamento dos protagonistas, tendo um tour pelos vários ambientes, mostrando os detalhes decorativos da protagonista, mas a maior parte rolando na sala de estar e no estúdio do protagonista, tendo boas dinâmicas pela mesa montada com muitos frios e embutidos, com a visita sendo vegana, e também mostrando um pouco de ambientações bagunçadas para o resultado funcionar como um todo, tendo cores e janelas importantes para a entrega e assim funcionando bem o filme dentro dos diálogos.

Enfim, é um longa bem divertido, simples e funcional, aonde a trilha musical impacta bem para dar o tom da trama, e o resultado consegue funcionar bastante com o que entrega, sendo daqueles aonde o diálogo ácido se contrapõe com as situações em si, e no final tudo acaba desandando para a entrega chamar atenção. Sendo assim fica a dica para a conferida nos cinemas a partir do dia 09/07, mas acredito que na semana que vem tenha mais uma pré-estreia paga nos cinemas, então fiquem ligados. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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Segredo Obscuro (Shell)

6/26/2026 01:14:00 AM |

Tenho a certeza absoluta que quem viu o trailer do longa "Segredo Obscuro" já remeteu direto ser algo muito parecido com o sucesso de 2024, "A Substância", e pasmem ambos foram filmados no mesmo ano, só que o longa mais puxado para o lado psicológico do que para o terror acabou demorando mais tempo para pisar aqui em nossas terras, e felizmente é bem diferente de proposta, pois mesmo sendo ditado pela moda da estética perfeita para mulheres, o não envelhecimento contra o etarismo nas profissões artísticas, aqui vemos a situação indo para alguns rumos digamos mais "obscuros", e claro com isso, ficando bem mais denso do que chocante em alguns momentos, porém com um resultado um pouco frouxo dentro do contexto geral, não tendo o impacto que poderia ter com poucos ajustes. Ou seja, é um filme completamente diferente do outro, e talvez esse seja o maior problema, pois se tivesse sido lançado junto ou bem próximo não haveriam comparações, mas aqui a expectativa deu um vértice digamos maior para ele, e sendo um pouco estranho demais na resolução final, acabou não impactando como poderia, além do famoso corre pra fechar a porta (quando um filme teria que ter mais tempo nos atos finais, e resolvem acabar correndo) que considero o desastre maior de qualquer filme.

O longa nos mostra que uma então amada atriz Samantha Lake embarca numa jornada desesperada para recuperar sua relevância abaixo dos holofotes. Apesar de talentosa e ótima profissional, Samantha não consegue mais arranjar os trabalhos que deseja, o que vem prejudicando não só sua confiança e autoestima, mas também sua conta bancária. Reparando também que é sempre a mais velha nos testes, a atriz é influenciada por sua agente e pelos inúmeros outdoors neon a procurar o miraculoso tratamento da Shell. Comandada pela glamorosa CEO Zoe Shannon, a empresa de wellness e beleza logo oferece a Samantha a oportunidade de ser orientada diretamente pela dona. Mas, rapidamente, Samantha começa a suspeitar dos resultados os quais é submetida, sofrendo com sintomas estranhos e com o sumiço repentino de sua amiga Chloe, dando início, então, a um conflito e uma perseguição de gato e rato pela verdade por trás desse tratamento.

O diretor Max Minghella é muito mais conhecido pelos muitos papeis secundários que já fez em diversos filmes, e aqui apenas como seu segundo longa dirigindo ainda não mostrou muita imponência na tela, de tal forma que quando realmente a explosão acontece nos atos finais, ele simplesmente acaba com o filme, ou seja, faltou desenvolver melhor a finalização para que tudo o que criou tivesse espaço e encaixasse bem. Claro que muito do estilo da trama dependeu apenas do roteiro diferente de Jack Stanley, mas faltou ao diretor saber desenvolver melhor os atos de impacto para que o filme não ficasse só nas cenas tensas que já haviam aparecido no trailer, pois a essência visual em uma trama desse porte importa, mas se não as desenvolver ficam parecendo recortes frouxos jogados na tela, e assim a trama que tinha tudo para ser um suspense bem denso acaba virando um terror B estranho e mal executado.

Quanto das atuações, Elisabeth Moss tem um estilo meio calmo demais para que sua Samantha Lake tivesse a personalidade que o papel pedia, pois pareceu ingênua ao invés de insegura na maior parte do filme, e quando botou banca nos atos finais, logo a trama se encerra, não parecendo mostrar desenvoltura e intensidade, ou seja, foi a famosa bonitinha que apenas teve o ego levantado e não criou muito na tela. Já Kate Hudson colocou imponência do começo ao fim com sua Zoe Shannon, e até mesmo nas cenas mais fortes da personagem ainda conseguiu impactar, sendo exatamente a personificação que o papel exigia, chegando até a incomodar pelos excessos, mas agradou e isso é o que importa. Dentre os personagens secundários, vale alguns destaques positivos como as poucas cenas de Kaia Gerber com sua Chloe totalmente padrão das mulheres bonitas que acabam exagerando em procedimentos estéticos, Este Haim como a amiga que vira assessora da protagonista e quase acaba esquecida, e claro Arian Moyaed que fez um Dr. Hubert interessante que talvez se fosse um pouco mais explorado ajudaria a dar um clima maior nas suas cenas.

Visualmente a trama teve uma entrega até que interessante, que também ficou meio perdida em estilos, tendo um começo sangrento e escuro, depois já indo para algo bem luxuoso, com elementos futuristas e chamativos, indo para o miolo com um ar mais nobre e rico, e fechando com algo mais puxado para o terror B sangrento e desgovernado, mas sem fluir como deveria para algo do estilo. Ou seja, o famoso vamos colocar de tudo quanto é estilo para ver se algum funciona, e no final nada fica interessante de acompanhar.

Enfim, é um filme interessante que tem uma boa proposta para representar o lado negro dos produtos e procedimentos estéticos, que talvez com poucos ajustes resultaria em algo incrível, mas acabou sendo estranho demais para impactar e com imposição de menos para ficar inovador, resultando em um passatempo de suspense/terror mediano na tela. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até breve.


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Supergirl

6/24/2026 01:24:00 AM |

Costumo dizer que não dá para esperar muito de filmes de introdução de personagens em tramas de super-heróis, pois na maioria das vezes nós como cinéfilos comuns nem conhecemos direito as HQs, então apenas temos de nos contentar com o que os diretores e roteiristas preparam e entregam na tela, ou seja, ficamos esperando muita história e pouca ação! Porém, diria que o pessoal criativo de "Supergirl" não quis cansar ninguém com introduções cheias de personagens e tudo mais, jogando tudo na tela no meio da pancadaria, e você que não conhecia os personagens apenas aceite e entre na onda para se divertir, e pronto, de modo que o filme com apenas 107 minutos (sem nenhuma cena de pós-crédito) é direto, mostra alguns acontecimentos de passado, mas a base mesmo é na busca de um antídoto para um veneno que atingiu o cachorro da protagonista, e a vingança de uma garotinha que perdeu a família, juntando tudo na tela com alguns vilões, anti-heróis, e até mesmo aparições do famoso super-herói da família, mas sem nada que fosse impactante realmente, sendo apenas um passatempo divertido na telona, que alguns fãs podem amar, mas que de modo geral não dá para "desgostar". Ou seja, é o básico bem feito que funciona, mas dava para ter ido bem mais além para quem sabe já dizer aonde vão realmente usar a jovem no futuro.

O longa nos conta que Kara Zor-El vivenciou e sobreviveu ao colapso de Krypton, seu planeta natal, aos 14 anos de idade e agora, aos 23, ela ainda sofre com as consequências dessa destruição. Nesse longa, Kara se encontra com Ruthye Marie Knoll, uma alienígena com sede de vingança e determinada a acabar com o mercenário Krem, responsável pela morte de seu pai. No primeiro momento, Kara não quer se envolver e muito menos exercer a figura de algoz, mas Krem resolve atacar alguém próximo da heroína e o jogo muda completamente. Daí em diante uma caçada cósmica começa, a levando para diferentes sistemas solares sem o impacto do sol vermelho e neutralizando os poderes da kryptoniana enquanto ela lida com vários perigos.

Diria que o diretor Craig Gillespie foi bem sucinto na condução da obra que tinha em mãos, mas ainda assim não ficou amarrado, de tal forma que conseguiu trabalhar bem a HQ na tela, fez as devidas apresentações e dinâmicas que levaram tudo aonde acontece, entregou as devidas homenagens na tela e soube principalmente em não deixar seu filme chato, pois confesso que já cansei de muitos longas de super-heróis pelas enrolações das histórias e também pelo excesso em querer mostrar tudo em um único longa, e dessa forma vemos na tela um filme que não tenta ser mais do que ele realmente é e deve ser, que é um bom passatempo como toda HQ é para seu leitor, só que num formato visual em movimento. Ou seja, vemos algo que funciona muito bem, que entrega situações para os fãs ficarem felizes (ou revoltados) e também para o público normal ficar feliz (ou irritado) como deve ser toda obra de adaptação, e assim ao menos para um leigo na personagem como sou, me fez divertir e curtir cada momento, então veremos até onde dona DC agora nas mãos da Paramount vai querer brincar com a personagem, pois não deixaram margens para introduzirem ela em nada do que já vimos, e assim provavelmente foram com mais calma dessa vez.

Quanto das atuações, acredito que todos se divertiram bem com suas entregas na tela, e pareceram bem soltos para o que precisavam fazer, não ficando aqueles filmes que você vê que o ator não desejava estar fazendo aquilo, de modo que Milly Alcock trabalhou sua Kara som muita desenvoltura, se jogou por completo nas lutas e pancadarias (talvez mais sua dublê do que ela), mas fez bons trejeitos para que as dinâmicas do roteiro funcionasse bem, e assim mostrou uma personagem que poderia até ter ido mais além, mas que não incomodou para um primeiro filme da personagem. Já Eve Ridley trabalhou sua Ruthye com um ar sério demais para um filme que propunha algo mais despojado, de modo que entregou bem o que precisava fazer, mas talvez se soltasse um pouquinho mais chamaria mais atenção. Até diria que Matthias Schoenaerts ficou interessante no visual de seu Krem, tendo um ar vilanesco bem encaixado, porém sendo um ser com a força de mil homens como é dito por um dos personagens, faltou ter um pouco mais de inteligência para o papel ser mais duro e menos largado, mas nada que incomode, afinal queremos muito também de um vilão que nem chegou a ser muito apresentado. Agora um ponto que muito me preocupava era Jason Momoa como Lobo, pois visualmente era inegável que o papel tinha de ser seu, afinal ele sem maquiagem já era o próprio personagem, pintado então é quase como se tivessem tirado dos quadrinhos para o real instantaneamente, mas como já fez outro personagem na própria DC, poderia ficar estranho a mudança de um "mocinho" para um "badboy" com pinta vilanesca até, mas acabou não sendo um incômodo no resultado geral, pois ele fez bem o que tinha de fazer, e nem foi alguém "contra" a protagonista, sendo então funcional na tela. 

Visualmente é o famoso longa que não temos como imaginar o realismo, afinal temos umas duas cenas na Terra, e praticamente todo o restante acontece em diversos planetas com seus sóis amarelos, vermelhos e verdes, aonde os amarelos deixam a protagonista com plenos poderes, os vermelho como uma pessoa normal e os verdes a matam/adoecem por terem o gás de kriptonita (ao menos foi o que entendi), mas tudo ficou bonito graficamente, com grandes naves, armas, motos e até alienígenas bem estranhos aparecendo no meio, lutando e conversando, de modo que tudo funciona e chama a atenção até para quem não conferiu em 3D (já que hoje na pré só tinha versões normais), dando um parecer que muita coisa teve a devida movimentação para fora, ou seja, quem for ver com a tecnologia e quiser comentar, só falar abaixo. Ou seja, a equipe de arte soube ser bem representativa de elementos, e claro deu todo o charme possível para o cãozinho da protagonista na tela.

Enfim, é um filme bem feito, rápido e funcional dentro de tudo o que já vimos de ótimos filmes e péssimos filmes de super-heróis, não sendo daqueles que vamos colocar num totem e adorar tudo o que foi entregue, pois tem seus devidos defeitos dentro de um contexto maior (a protagonista apanha a beça para quem tem super poderes maiores até que de seu primo Superman), mas também não é algo para escrachar e esquecer, valendo pela proposta de girl-power que tanto está na moda e ter uma heroína nova para as meninas mais novas curtirem é sempre uma boa pedida. Sendo assim, fica a recomendação com leves ressalvas para a conferida, que quem for assistir sem esperar muito provavelmente irá curtir. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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O Sol Nasce Para Todos (日掛中天) (The Sun Rises On Us)

6/23/2026 01:14:00 AM |

Muitas vezes vejo o pessoal reclamando que foi assistir um filme dramático e não viu tanto drama assim, então minha recomendação é que assista tramas fora dos grandes eixos, por exemplo chineses, iranianos, austríacos e por aí vai, pois certamente você irá se chocar com algumas coisas, esperar outras e não acontecer, e muitas vezes irá sentir o peso na tela. E hoje conferi o longa "O Sol Nasce Para Todos", que estreia na próxima quinta (25/06) em cinemas selecionados, trazendo uma trama chinesa de culpa e o desejo de perdão, aonde as situações acabam por vezes até quase ruindo para um lado meio novelesco, mas não sai do eixo e isso incomoda demais para quem for assistir, e com um final totalmente inesperado. Ou seja, é daqueles filmes que você se pega falando com a tela, principalmente pela ótima atuação da protagonista (que acabou levando o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza!), mas ao mesmo tempo se irrita com a culpa e a forma de não ir para frente dela, e assim como disse, o drama tá lançado.

A trama acompanha o ex-casal Meiyun e Baoshu, separado pelas circunstâncias da vida, mas unido para sempre por um segredo devastador após ele assumir a culpa por um crime cometido por ela. Assim que retorna à liberdade, Baoshu é colocado diante de uma realidade dura e desencantada, enquanto antigas feridas e sentimentos mal resolvidos voltam à tona. Mesmo distantes, os dois percebem que seus caminhos continuam conectados, em uma relação marcada por culpa, amor e tudo aquilo que o tempo nunca conseguiu apagar.

Diria que o diretor e roteirista Shangjun Cai concentrou demais sua trama nos ombros da protagonista, pois é daqueles filmes que você chega até ficar com dó da culpa pesada que ela carrega, mas ele soube trabalhar bem essa essência nos atos bem calmos, com uma pegada artística densa e bem colocada costumeira dos dramas chineses, aonde tudo pode incomodar, e ele soube usar esse incômodo com um viés próprio para que o carisma não acontecesse, mas o sentimento de presença viesse também para o público. Ou seja, vemos um estilo mais tradicional na tela, aonde por vezes até nos perguntamos os motivos, e tendo um erro meio que gigante da demora em "apresentar" o protagonista, pois ficamos pensando se era um pai, um amigo, até chegar bem na frente aonde descobrimos que era um namorado que assumiu a culpa por ela, e quando isso ocorre já poderia ter mudado muita coisa na percepção do público.

Quanto das atuações, não a toa Zhilei Xin ganhou como melhor atriz em Veneza, pois sua Meiyun tem atos fortes e bem densos, principalmente nos momentos finais da trama, de modo que ela carrega o filme com trejeitos marcantes em cima de toda a situação, mas conforme vai se desenvolvendo entrega muito para a personagem e ganha o filme. Já Songwen Zhang trabalhou seu Baoshu com trejeitos tão fechados sem quase nem olhar para a protagonista que chega a incomodar, e esse estilo do ator deu um tom forte para ele, mas também bem encontrado dentro de todas as perspectivas que a trama pedia. Entre os demais vale uma rápida citação para Shaofeng Feng com seu Qifeng sendo o tradicional marido que não abandona a família verdadeira e só enrola a amante, mas sem ter tantas dinâmicas acabou apagado rápido do filme.

Visualmente a trama teve alguns momentos interessantes na tela, mostrando o sistema de saúde do país, alguns exames comuns, mostrados na tela, e também um ambiente bem simples das casas aonde os protagonistas moram e aonde vão visitar, tendo dinâmicas em praças e também em uma rodoviária, além claro da loja de roupas da protagonista e uma fábrica de roupas quase que abandonada, não tendo tantos elementos cênicos para desenvolver na tela, mas sendo bem representativo quanto da vida dos personagens.

Enfim, é um filme simples, mas que passa muitas sensações na tela, sendo representativo pelas dinâmicas e pelas entregas em si, aonde consegue agradar sem precisar forçar o drama e/ou as emoções na tela, e sendo assim vale a indicação de conferida para aonde o longa estrear na próxima quinta. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Synapse Distribution e da AtomicaLab Assessoria pela cabine, e volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.


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Disney+ - Isso Ainda Está de Pé? (Is This Thing On?)

6/22/2026 01:09:00 AM |

Se tem algo complexo de se envolver é filme que envolva crises de relacionamentos, pois geralmente acaba tendo tantos conflitos para se desenvolver que nem mesmo o diretor sabe qual vai atacar, ou então apela para lado nenhum, e o resultado acaba ficando frouxo, e se juntar a isso a famosa crise de meia idade de muitos homens, a trama acaba indo para rumos muitas vezes melancólicos que acabam desanimando demais o resultado final. Ou seja, o longa "Isso Ainda Está de Pé?", que estreou na Disney+ depois de uma passagem relâmpago nos cinemas nacionais, traz para a tela um longa aonde o protagonista viu a possibilidade de fazer rir com o caos que sua vida está, trabalhando o stand-up comedy de uma maneira até dura com ele mesmo, mas a síntese em si acaba não pegando tanto, e dessa forma o resultado fica naquele meio do caminho que você até tenta rir de algo, mas não consegue, e da mesma forma também não vemos algo com um impacto dramático bem vital, e assim sendo é o famoso ficar em cima do muro para ver que lado cai, e se não cair, acaba sem agradar.

O longa nos mostra que Alex e Tess decidem por um divórcio amigável após anos juntos num casamento que lentamente se desfez. Agora, começa uma fase estranha de descobrir como é a vida separados enquanto tentam cuidar e educar dois meninos e manter suas amizades cultivadas como um casal ao longo desses anos. Alex inevitavelmente enfrenta uma crise de meia idade, buscando um novo propósito na cena de comédia stand up em Nova York. Enquanto isso, Tess confronta os sacrifícios que fez pelo bem da família durante todo esse tempo. Os dois são forçados a encarar uma nova realidade em que dividem as obrigações enquanto pais, descobrem suas identidades e tentam entender se o amor pode tomar outras formas.

Já falei algumas vezes que prefiro Bradley Cooper atuando do que dirigindo, pois seu estilo melancólico de direção não combina com o estilo dele, e dessa forma fica parecendo que tem vergonha de tudo o que já fez, e aqui é mais um exemplar disso, pois vemos ele tentando criar uma trama com a pegada de premiações, mas não consegue atingir os patamares necessários de emoção e/ou diversão que a categoria exige, de tal forma que o filme fica o tempo todo naquele dilema de querer fazer o público rir, mas também querendo emocionar, e não vai para lado algum, e não tem formatação pior de um longa de sair da sessão indeciso do sentimento que a trama passou, ou seja, fica parecendo mais uma falha do que uma atitude funcional, e assim sendo o resultado de sua direção aqui ficou morna demais. E digo mais, se ele tivesse feito só metade do que o trailer promete, teria um tremendo filmaço, mas na execução não rolou.

Quanto das atuações, diria que faltou comicidade para que Will Arnett passasse um ar mais amplo para o seu Alex, de modo que ele teve uma boa entrega como um personagem digamos perdido na vida, mas para o lado do stand up comedy, ele precisaria ser mais desenvolto na tela, ou seja, vemos um personagem que parece tão fora de eixo com a separação que não consegue fluir fácil na tela, e talvez com um ar mais debochado e cheio de desenvolturas agradaria bem mais. Já Laura Dern se entregou bastante para o que o longa pedia, e sua Tess ficou simples e dinâmica dentro das possibilidades, pois o filme recai muito pouco sobre a personagem, mas nos atos que precisou botou banca e mostrou ser a tremenda atriz que conhecemos, ou seja, foi bem demais. O engraçado do filme é que temos muitos personagens secundários, e a maioria aparece bem pouco em cena e não se conecta tanto com os protagonistas, então nem vale a pena gastar teclado falando de cada um, apenas dizendo que fizeram o básico bem feito.

Visualmente o longa foi simples de entrega, tendo a casa dos protagonistas mostrada bem rapidamente, algumas cenas no apartamento simples também aonde o marido vai morar, alguns atos na casa dos amigos, e muitas cenas num bar/clube de comédia, sem grandes detalhes cênicos ou objetos importantes, tendo um pequeno palco e muitas mesas, apenas para as dinâmicas acontecerem, ou seja, o famoso filme bem barato na tela.

Enfim, é um filme que talvez pudesse ser mais imponente na tela, mas que passa a sua mensagem e funciona como um passatempo para quem não esperar muito dele, e assim acaba valendo como uma dica simples bem colocada. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


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