Costumo dizer que as comédias dramático-românticas argentinas/uruguaias costumam ser tão cheias de dinâmicas que impactam bem mais na essência do que na história em si, mas quando resolvem não se deixar levar pelo estilo novelesco acabam ficando bem interessantes de ver na tela. E hoje depois de uma caça bem grande entre os streamings resolvi ver o longa "Nada Entre Nós", que mesmo sendo um lançamento, pode ser encontrado bem escondido dentro da HBOMax (aliás achar os lançamentos por lá é quase uma briga, só recebendo mesmo a programação nos e-mails para caçar na busca) e traz com uma pegada diferenciada o relacionamento de dois executivos numa convenção de resolução de problemas de uma companhia. Ou seja, é daqueles filmes que você nem sempre consegue se enxergar ali, mas que interpreta bem pela pegada dos personagens, sendo algo sutil, mas que funciona na tela, não indo para rumos forçados, mas também sem causar, o que acaba sendo inteligente pela proposta em si.
O longa conta a história de Guillermo, um trabalhador executivo que vive na Cidade do México, e Mercedes "Mechi", uma empresária de Buenos Aires. Por mais que eles tenham famílias aparentemente estáveis, os dois trabalham para a mesma multinacional e se encontram em um evento corporativo. Logo de cara, Guillermo e Mechi se sentem atraídos um pelo outro e esse sentimento avassalador os leva a questionar as escolhas que fizeram ao longo da vida. No meio disso, a empresa passa por uma grande crise e eles precisarão encontrar o limite entre desejo e profissionalismo mostrando como um encontro inesperado pode transformar o destino de duas pessoas.
Leia Mais
O longa conta a história de Guillermo, um trabalhador executivo que vive na Cidade do México, e Mercedes "Mechi", uma empresária de Buenos Aires. Por mais que eles tenham famílias aparentemente estáveis, os dois trabalham para a mesma multinacional e se encontram em um evento corporativo. Logo de cara, Guillermo e Mechi se sentem atraídos um pelo outro e esse sentimento avassalador os leva a questionar as escolhas que fizeram ao longo da vida. No meio disso, a empresa passa por uma grande crise e eles precisarão encontrar o limite entre desejo e profissionalismo mostrando como um encontro inesperado pode transformar o destino de duas pessoas.
Diria que o diretor e roteirista Juan Taratuto foi bem na dinâmica escolhida para seu longa, pois ele não quis um romance simples cheio de cenas docinhas que fizessem o espectador apenas suspirar, mas sim trabalhar as dinâmicas de um encontro com uma paixão rápida que ambos sabiam que não dava para ir muito além, mas que vivenciariam os momentos de uma forma gostosa bem encaixada. Ou seja, é daqueles filmes que você vê o texto mais realista como um amor de momento do que algo fantasioso que pode se esperar ruir um casamento ou uma desenvoltura própria que alguns diretores gostam de colocar, e que usando de poucos ambientes e dinâmicas, aqui a essência foi mostrar que pessoas bem diferentes conseguem se envolver através dos erros, e isso foi bem bacana de conferir.
Quanto das atuações, gosto do estilo calmo que Gael Garcia Bernal entrega em seus longas, e aqui seu Guillermo mostra algo tão costumeiro das novas gerações, que é o excesso de trabalho, de pensar em tudo que o zumbido nos ouvidos acaba sendo um reflexo da exaustão, e que muitas vezes a maioria dos médicos diz que não é nada, e o ator foi sutil, emocional e até bem galanteador nas suas entregas com o personagem, de modo que sem se jogar tanto conseguiu chamar a atenção. Do outro lado Natalia Oreiro foi mais explosiva com sua Mechi, tendo um estilo com mais nuances abertas na tela, passando até mais sentimentos com sua forma de expressar na tela, e isso foi bacana de ver pelas escolhas do diretor em trabalhar um pouco mais as dinâmicas de sua família, ou seja, o filme quase foi mais dela do que do outro protagonista. Quanto aos demais, foram meros figurantes com falas, não tendo quase nada que valesse destacar.
Visualmente o longa teve mais cenas dentro do hotel, com algumas dinâmicas nos quartos dos protagonistas, no restaurante de café e alguns momentos em lugares paradisíacos como uma praia e uma cachoeira próximo do local, não tendo grandes feitos no conceito artístico, usando mais a referência em cima de uma camiseta ganhada da empresa aérea que perdeu a mala da protagonista, e também alguns atos em um centro de compras clandestino sem grandes facetas também.
Enfim, é um bom filme, simples e efetivo na proposta, que talvez pudesse ter ido mais além, mas que entreteve bem, e que mesmo não sendo meu estilo favorito de filmes conseguiu me manter assistindo, então vale a recomendação para quem curte. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos, então abraços e até logo mais.
































