Gosto de filmes estranhos quando eles necessitam ser assim, e o longa japonês "Exit 8", que é baseado em um jogo de videogame tem uma pegada muito insana que faz com que os espectadores praticamente joguem junto do protagonista dentro do cinema, afinal vamos analisando junto do personagem tudo o que possivelmente está diferente no ambiente, caçando as anomalias para "torcer" ou "ajudar" ele a sair do looping imenso que é o longa, e o mais bacana de tudo, é que mesmo sendo uma repetição tão sucessiva que certamente cansaria o espectador, não fiquei sequer um minuto entediado com tudo. Ou seja, é um filme que tem pegada, que sabe bem aonde está com a proposta, e que faz o espectador interagir, algo que funciona bem no cinema comercial, e que faz o filme ir muito além da tela, que claro muitos irão apenas ver como um jogo mesmo, mas outros certamente irão filosofar sobre o mundo, sobre o que era realmente todo o ambiente, e outras questões mais amplas que podem ser pensadas, e assim acabamos tendo dois bons resultados na tela.
No longa vemos que um homem preso em uma passagem infinita de metrô parte em busca da Saída 8. As regras de sua jornada são simples: não ignore nada fora do comum; se descobrir alguma anomalia, volte imediatamente; caso contrário, continue; em seguida, saia pela Saída 8. Mas, mesmo um único descuido o enviará de volta ao início. Será que ele alcançará seu objetivo e escapará deste corredor infinito?
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No longa vemos que um homem preso em uma passagem infinita de metrô parte em busca da Saída 8. As regras de sua jornada são simples: não ignore nada fora do comum; se descobrir alguma anomalia, volte imediatamente; caso contrário, continue; em seguida, saia pela Saída 8. Mas, mesmo um único descuido o enviará de volta ao início. Será que ele alcançará seu objetivo e escapará deste corredor infinito?
Conhecia o diretor Genki Kawamura apenas pelos ótimos longas que produziu, mas não por suas outras direções, mas como já mostrou estilo antes, hoje realmente mostrou que soube adaptar um jogo "simples" para a telona sem precisar de um orçamento monstruoso, de modo que o ambiente em si tem poucas mudanças bem sutis para que vejamos junto do protagonista e "brinquemos" com tudo, e assim ele ousou com a câmera diversas vezes tão próxima do personagem que viramos algumas vezes seu parceiro íntimo de presença, acompanhando tudo e vendo cada detalhe ao mesmo tempo, observando os números das saídas mudando, e com isso vibrando ou se desapontando com o que acontecia. Ou seja, ele foi bem sagaz por não precisar mostrar alguma sabedoria extra, e assim o resultado fluiu fácil e acabou agradando bastante dentro de tudo.
Quanto das atuações, Kazunari Nimomiya soube passar muito bem a sensação de seu personagem "O Homem Perdido", pois mais do que estar perdido ali rodando dentro dos corredores infinitos, ele representou estar perdido na vida também sem saber o que fazer com a namorada grávida, com seu trabalho temporário, suas atitudes e tudo mais, e o ator foi brincando com isso enquanto encontrava propósitos durante sua jornada, o que acabou sendo bem interessante de conferir suas expressões e dinâmicas, o que foi bem bacana de acompanhar. Já Yamato Kochi como "O Homem Que Caminha" chega a ser robótico demais, e com esse propósito, de modo que nos momentos que vemos ele com o garoto até tem vida e passa bem suas sensações, mas depois como o próprio protagonista fala, ele acaba não sendo mais humano, sendo apenas alguém sintético que refaz seus movimentos sem parar, e o ator foi muito bem nesse sentido. E falando um pouco do garotinho Naru Asanuma, foi bem bacana sua entrega quase que sem diálogos, apenas expressando medo e incertezas, apontando para suas sagacidades em ver detalhes menores ainda que o protagonista, e sendo expressivo na medida para chamar atenção, ou seja, caiu muito bem no papel. Quanto das mulheres da trama, não diria que foram tão chamativas a ponto de darmos destaques, mas Kotone Hanase como a estudante e Nana Komatsu como a namorada do protagonista tiveram algumas boas cenas e agradaram ao menos.
No conceito visual diria que o longa foi bem barato, pois ter apenas alguns corretores azulejados com alguns pôsteres, algumas câmeras de segurança, 2 ou 3 portas e alçapões, um guarda-volumes e uma máquina de fotos, que iam mudando de perspectiva em alguns atos mostrando que o trabalho da equipe de arte foi bem sucinto e "fácil", isso até termos o alagamento que mudou tudo e encheu de coisas, mas tirando esse ato, gastaram e trabalharam pouco, porém de forma efetiva para o sucesso na tela.
Enfim, é um filme simples, porém tão bem feito e cheio de perspectivas, que até podemos falar que foi uma das melhores adaptações de jogos para a telona, pois não tinha muito mais para aonde ir, e ainda assim conseguiram passar todo esse ideal responsivo da mente bagunçada do protagonista e a situação dos demais, que acabou resultando em algo legal e agradável de acompanhar. Então fica a dica para a conferida, e eu fico por aqui hoje, então abraços e até logo mais.
PS em forma de piada: deveria dar nota 8 para combinar com o longa, mas deixo a nona saída abaixo!
































