Hoje fiz o que eu falo todo santo dia para ninguém fazer, que é ir assistir uma trama com a expectativa nas alturas, de modo que desde quando começaram a divulgar os filmes do Festival de Cinema Francês do Brasil 2026 já coloquei num ponto tão alto a ideia de uma trama de guerra que raramente vemos no cinema francês, ainda mais do período que gosto tanto de acompanhar longas, então ao mesmo tempo que estava esperando demais para conferir "De Gaulle - A França Livre", também estava com receio de me decepcionar, afinal quando visitei a França nesse ano aonde eu olhava tinha o nome De Gaulle, e claro que queria entender todo o afinco nisso, e pronto que chegou o dia de conferir, e meu tino para boas tramas continua muito bom, pois mesmo tento 160 minutos somente na primeira parte, o longa mostrou como se fazer um filme político de guerra, aonde você acompanha minuto a minuto cada detalhe, não sendo eliminado as discussões, as imposições e claro as batalhas, aonde a trama segura você e facilmente faria assistirmos as duas partes seguidas com mais de 5 horas sem pestanejar (e olha que estou me adiantando de novo, afinal a parte 2 só será vista no domingo!). Ou seja, um tremendo filmaço do estilo que faz você conhecer por demais muita coisa da Segunda Guerra Mundial que sequer tínhamos ouvido falar, que funciona mesmo sendo bem verborrágico, mas que não cansa um segundo que fosse.
O longa nos situa em Junho de 1940. A França desmorona e assina o armistício. Em meio ao caos, um homem se recusa a ceder. Sozinho contra todos, esse general desconhecido foge para Londres para salvar o que resta de um sonho: a liberdade. Sem exército, sem apoio, sem esperança. Mas com uma convicção insana: a França, a sua França, não depôs as armas. Ele tenta uma última cartada: convencer o mundo de que a batalha da França não terminou e tampouco está perdida. A realidade é obstinada e lhe dá razão. Mas, pouco a pouco, levantam-se ao seu redor, na Inglaterra, na França e na África, resistentes clandestinos, estudantes revoltados e soldados determinados. Sua fé, sua audácia e sua fúria pela liberdade desafiam a História, que, no entanto, parecia ter sido escrita de antemão.
Leia Mais
O longa nos situa em Junho de 1940. A França desmorona e assina o armistício. Em meio ao caos, um homem se recusa a ceder. Sozinho contra todos, esse general desconhecido foge para Londres para salvar o que resta de um sonho: a liberdade. Sem exército, sem apoio, sem esperança. Mas com uma convicção insana: a França, a sua França, não depôs as armas. Ele tenta uma última cartada: convencer o mundo de que a batalha da França não terminou e tampouco está perdida. A realidade é obstinada e lhe dá razão. Mas, pouco a pouco, levantam-se ao seu redor, na Inglaterra, na França e na África, resistentes clandestinos, estudantes revoltados e soldados determinados. Sua fé, sua audácia e sua fúria pela liberdade desafiam a História, que, no entanto, parecia ter sido escrita de antemão.
Particularmente o diretor e roteirista Antonin Baudry já tinha me conquistado com seu outro longa de guerra, "Alerta Lobo", que pode ser conferido na Netflix, mas se lá ele só deu o cheirinho de um conflito armado, aqui ele pode brincar a vontade, tanto que fez um longa de 5 horas dividido em duas partes, e aqui vou falar apenas da primeira que já conferi, e ele foi perfeito no que fez, trabalhando a história com detalhes, dando desenvoltura e personalidade para os atores principais irem bem além, e deixando até os secundários ter bons momentos, criando bons ângulos, e principalmente não economizando na produção, de modo que vemos um filme padrão Hollywood com bombas explodindo, cenografias na medida, muitos figurantes e figurinos perfeitos, ou seja, o combo completo aonde cada detalhe conta, mas principalmente a história conta muito, sendo daqueles que facilmente se fosse obrigatório num vestibular saber como foi o processo da França entrando para o nazismo e tendo o outro lado que não aceitou isso seria perfeito para usar em sala de aula. Ou seja, é daqueles filmes para lembrar e ver como foi o começo de um caos, e as pessoas que lutaram para mudar isso.
Quanto das atuações, por um tempo achei o visual de Simon Abkarian com seu Charles de Gaulle muito parecido com Hitler, mas como o ator é bem mais alto e tem traquejos meio que diferentes ele caiu mais no estilão francês, e se o diretor exigiu dele postura e imposição no melhor estilo de um comandante de alta patente, o ator fez com primor, sendo marcante e chamando muita atenção na tela, sabendo segurar suas cenas como precisava. Outro que foi muito bem na tela, e olha que já vimos várias versões do personagem foi Simon Russell Beale com seu Winston Churchill, de modo que ele incorporou traquejos, foi simpático e até carismático e teve boas dinâmicas para que fosse imponente na medida sem passar por cima do protagonista. É até engraçado pensar que você passa o filme inteiro tentando imaginar para que foi inserido o personagem Fernand que Florian Lesieur fez na trama, sendo um papel até ok de alguém que deseja ser revolucionário entre os jovens, que organiza as manifestações, se apaixona por uma garota, apanha e perde ela no caminho de fuga, mas seu fechamento é tão bom, tão cheio de personalidade que acaba impactando e indo muito bem no que faz. Ainda tivemos outros bons personagens e atuações, mas não vou ficar falando de cada um, valendo leves destaques pelo estilo expressivo de Benoît Magimel com seu General Pierre Koenig, Karim Leklou com seu Blazej,
Campbell Scott com seu Franklin D. Roosevelt e Daniel Betts com seu Dwight Eisenhower.
Visualmente como já falei a equipe de arte não economizou um centavo que fosse tendo cenas no meio do deserto com tanques, aviões, armas de tudo quanto estilo, tivemos manifestações na frente do Arco do Triunfo, muitas cenas dentro de gabinetes e teatros, alguns atos dentro das casas dos protagonistas, reuniões em bunkers e tudo mais que se pensasse, isso claro regado de figurinos marcantes e até tendo cenas no meio de rios, passeando pela França, Grã-Bretanha e até com cenas na África, ou seja, o pacote completo para que cada detalhe fosse chamativo na tela.
Enfim, é um tremendo filmão, literalmente em tamanho e presença, que a primeira parte já impactou demais valendo demais a conferida, e para o pessoal que não conseguiu assistir ele no Festival de Cinema Francês já dou a dica que ele vai entrar na plataforma Filmelier+ no próximo dia 19/11, ou seja, logo mais nas telinhas para todos conferirem. E é isso meus amigos, por incrível que pareça não irei dar a nota máxima apenas por faltar ver ele por completo, mas o gancho deixado impacta e o conjunto talvez valha um 10, mas para isso terei de esperar até domingo, então fico por aqui hoje, e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


































