O humor pastelão é daqueles que você ama ou odeia, tendo raríssimas produções aonde o meio do caminho acaba "funcionando", e hoje acho que fui conferir "Marido de Aluguel" com tantas pedras para atacar que acabei até rindo em determinadas cenas, pois o longa até funciona como um passatempo razoável, aonde um misto entre as bagunças que já vimos em outras obras com algumas piadas bobinhas que agradam dentro da proposta acaba levando o resultado para dentro do aceitável. Ou seja, não é daquelas comédias que você vai se mijar de tanto rir, mas a ingenuidade do personagem principal com seus trejeitos, junto de de situações bizarras que acabam acontecendo funciona, principalmente por ser bem curto na tela, afinal em 84 minutos (que poderiam fácil virar uns 70) conseguiram divertir e ser algo meio que trapalhado, e assim o tempo flui e você até ri.
O longa nos mostra que Alice está falida, endividada e sem condições de manter a casa em pé. Sem grana e sem sossego, ela já tinha perdido as esperanças, até que Vadeco aparece: um marido de aluguel de boa lábia, jeito excêntrico e solução pra (quase) tudo, por um preço camarada. Mas quando o ex-marido de Alice foge da prisão disposto a virar a vida da família de cabeça para baixo, Vadeco descobre que, debaixo do jeito estabanado, mora um herói improvável... e talvez o único capaz de salvar aquela bagunça.
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O longa nos mostra que Alice está falida, endividada e sem condições de manter a casa em pé. Sem grana e sem sossego, ela já tinha perdido as esperanças, até que Vadeco aparece: um marido de aluguel de boa lábia, jeito excêntrico e solução pra (quase) tudo, por um preço camarada. Mas quando o ex-marido de Alice foge da prisão disposto a virar a vida da família de cabeça para baixo, Vadeco descobre que, debaixo do jeito estabanado, mora um herói improvável... e talvez o único capaz de salvar aquela bagunça.
O estilo cômico do diretor e roteirista Paulo Fontenelle é bem mais próximo do pastelão forçado do que o de uma trama que faça você rir pelas situações e/ou piadas inseridas, de modo que ele atinge seu público alvo de um modo facílimo e irrita outro na mesma intensidade, afinal o simples pode ser mostrado de várias formas, e aqui o diretor não tenta ir mais além, ele apenas monta sua dinâmica que você já enxerga praticamente com menos de 10 minutos de filme, e ali ele vai brincando com piadas, com músicas e algumas dinâmicas, que volto a frisar, que fazem rir, e assim vemos as coisas acontecendo e nem esperamos nada demais, e ele vai além, faz toda uma traquitana no melhor estilo de "Esqueceram de Mim", brinca antes com a pegada de "Corra Que a Polícia Vem Aí"/"Austin Powers", e ali toda a trapalhada até se desenvolve, mas falta a originalidade, e aí ao não acontecer ele precisa apelar, o que acaba mais incomodando do que divertindo.
Quanto das atuações, me incomoda demais Maurício Manfrini querer ser um novo Didi Mocó com suas piadas/trejeitos bobinhas com segundas/terceiras intenções, e aqui seu Vadeco tem um estilo até com uma certa personalidade que pensei que fosse ir por outros caminhos, mas não consegue ir muito além, e isso pega quando precisa não ser apenas alguém bobo na tela, de modo que funciona para a proposta, mas dava fácil para criar ali um personagem marcante que lembraríamos muito em qualquer outra exibição. Há muito tempo atrás, Mariana Xavier tentava ser engraçada junto de Paulo Gustavo, e mesmo ele dando todas as deixas possíveis a atriz/humorista não explodia com algo engraçado, então agora que não tem mais as deixas ela força, de modo que sua Alice tem uma pegada cômica sozinha pelo desenrolar da vida, e bastava fazer isso com um gracejo que agradaria demais, mas optou por gritar e se desesperar, o que nunca funciona na tela. Quanto aos demais, a maioria são personagens meio que bagunçados demais, tendo um leve destaque para Heitor Martinez com seu Roger por ser o antagonista de tudo, mas seus atos são simples demais para o resultado que a trama pedia mais.
Visualmente a trama fica dentro de uma mansão com vários problemas, tendo a TV passando somente o canal pet com a famosa cena dos frangos girando, tiveram alguns momentos em um motel que mais parecia um hotel com as acomodações, muitos momentos dentro de um carro, e claro toda a armação para pegar os bandidos com várias traquitanas bem montadas, aonde o filme até funciona de forma barata e simples, sem jogar muito com os patrocínios, o que é comum em tramas do estilo.
Enfim, é uma trama simples que resulta em um filme até que divertido, mas que quem não é fanático por dinâmicas mais forçadas com toda certeza irá se incomodar bastante com a entrega na tela, e assim sendo não é algo que posso recomendar para todos, mas quem for disposto a curtir ele a partir do dia 24/09 até vai gostar do que verá. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo o pessoal da Imagem Filmes e da Sinny Assessoria pela cabine, mas volto em breve com mais textos, então abraços e até logo mais.


































