É engraçado ver como a comédia francesa é tão diferente das demais, de modo que o longa "O Que é o Amor?" consegue ser gostoso de acompanhar ao mesmo tempo que critica o sentido da quebra matrimonial dentro da Igreja, brinca com o famoso sentido de que uma paixão pode até se separar, mas ainda manter sentimentos amorosos, e ainda trabalhar estilos diferentes de pessoas, tendo claro um modus operandi alongado, que é natural deles por querer mostrar coisas demais, porém ainda assim acaba sendo divertido pela essência e pela entrega. Claro que o mesmo filme pode ser visto de muitas maneiras diferentes, e até pensado com olhares talvez dele sendo feito por outros tipos de cinema, como o espanhol, americano e o britânico, aonde teríamos tramas semelhantes, mas com muitos outros tipos de desfechos e dinâmicas, e assim sendo talvez muitos até nem riam tanto com a entrega aqui do estilão francês tradicional, mas é inegável que ele ao menos diverte bastante.
A sinopse nos conta que quando Fred pede à sua ex-esposa, Marguerite, que anule o casamento na Igreja para que possam se casar novamente, ela fica feliz em vê-lo recomeçar a vida. Mas o que deveria ser uma mera formalidade acaba se revelando mais complicado do que o previsto e os levará até Roma, acompanhados dos filhos e de seus novos cônjuges. Uma viagem cheia de aventuras para todos os membros dessa família reconstituída.
Diria que o diretor e roteirista Fabien Gorgeart entregou algo funcional na tela, porém ele acabou enrolando demais na primeira metade do longa, querendo tentar passar algumas dinâmicas mais amplas sobre como é difícil a dissolução de um matrimônio dentro da Igreja Católica, e principalmente brincando com os sentimentos estranhos das famílias, aonde cada lado tem suas versões e dinâmicas, porém quando o longa vai para a "deslua"-de-mel em Roma, a trama ganha muito mais forças, mostrando que o diretor desenvolveu melhor a bagunça em grupo do que os atos mais solos. Ou seja, ele demorou para colocar a comicidade para valer na tela, mas quando encontrou brincou bastante, e claro deixou o fechamento para desenvolver ainda a moral completa na tela.
Quanto das atuações, achei a entrega de Laure Calamy com sua Marguerite Hélias até bem sacada em diversos momentos, porém na maior parte do tempo pareceu levemente forçada para tentar ganhar o riso, parecendo alguém meio "irreal" de vermos como alguém no mundo tradicional, ou seja, talvez a personagem seja assim, mas a atriz acabou exagerando um pouco ficando até estranha em algumas entregas. Já Vincent Macaigne soube segurar o estilo de seu Fred Raimbaud do começo ao fim, sendo meio bobão, porém apaixonado pela nova namorada e ainda tendo muitos sentimentos pela ex, de modo que faz seus trejeitos emocionais bem encaixados e acaba agradando bastante com o que faz em cena. Ainda tivemos bons momentos mais fechados com Lyès Salem com seu Sofiane e alguns trejeitos meio que inconformados de Mélanie Thierry com sua Chloé Darroy, sobrando para as garotas darem suas entregas secundárias meio que forçadas também, mas tendo Céleste Brunnquell com sua Léa Raimbaud e Saul Benchetrit com sua Raphaëlle bons momentos e chamando para si em algumas situações bem encaixadas.
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A sinopse nos conta que quando Fred pede à sua ex-esposa, Marguerite, que anule o casamento na Igreja para que possam se casar novamente, ela fica feliz em vê-lo recomeçar a vida. Mas o que deveria ser uma mera formalidade acaba se revelando mais complicado do que o previsto e os levará até Roma, acompanhados dos filhos e de seus novos cônjuges. Uma viagem cheia de aventuras para todos os membros dessa família reconstituída.
Diria que o diretor e roteirista Fabien Gorgeart entregou algo funcional na tela, porém ele acabou enrolando demais na primeira metade do longa, querendo tentar passar algumas dinâmicas mais amplas sobre como é difícil a dissolução de um matrimônio dentro da Igreja Católica, e principalmente brincando com os sentimentos estranhos das famílias, aonde cada lado tem suas versões e dinâmicas, porém quando o longa vai para a "deslua"-de-mel em Roma, a trama ganha muito mais forças, mostrando que o diretor desenvolveu melhor a bagunça em grupo do que os atos mais solos. Ou seja, ele demorou para colocar a comicidade para valer na tela, mas quando encontrou brincou bastante, e claro deixou o fechamento para desenvolver ainda a moral completa na tela.
Quanto das atuações, achei a entrega de Laure Calamy com sua Marguerite Hélias até bem sacada em diversos momentos, porém na maior parte do tempo pareceu levemente forçada para tentar ganhar o riso, parecendo alguém meio "irreal" de vermos como alguém no mundo tradicional, ou seja, talvez a personagem seja assim, mas a atriz acabou exagerando um pouco ficando até estranha em algumas entregas. Já Vincent Macaigne soube segurar o estilo de seu Fred Raimbaud do começo ao fim, sendo meio bobão, porém apaixonado pela nova namorada e ainda tendo muitos sentimentos pela ex, de modo que faz seus trejeitos emocionais bem encaixados e acaba agradando bastante com o que faz em cena. Ainda tivemos bons momentos mais fechados com Lyès Salem com seu Sofiane e alguns trejeitos meio que inconformados de Mélanie Thierry com sua Chloé Darroy, sobrando para as garotas darem suas entregas secundárias meio que forçadas também, mas tendo Céleste Brunnquell com sua Léa Raimbaud e Saul Benchetrit com sua Raphaëlle bons momentos e chamando para si em algumas situações bem encaixadas.
Visualmente o longa teve alguns bons momentos dentro de igrejas, algumas cenas na casa da protagonista e até em um ginásio de handebol, mas a maioria dos momentos se desenvolveu em Roma, com dinâmicas dentro de um bar, de uma grandiosa sala dentro do Vaticano, de um hotel com momentos na piscina e nos quartos, além de uma festa no final aonde todos dançaram bem no estilo de Bollywood, não tendo muitos elementos cênicos importantes sem ser uma imagem da Virgem grávida que acabaram carregando pelas ruas, mas sem grandes simbolismos para funcionar com algo a mais.
Enfim, é um bom exemplar da comédia francesa tradicional que poderia ser bem mais curto para envolver e entregar as dinâmicas mais diretamente na tela, que até funciona e diverte, mas claro que para isso você tem de curtir o estilão deles, senão é capaz de não se envolver como a trama pede e achar tudo forçado demais na tela. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais textos e dicas, então abraços e até logo mais.


































