O estilo das animações francesas é interessante principalmente por não serem histórias propriamente para crianças, tendo por vezes temas infantis, mas que são tão desenvolvidos emocionalmente que se precisa ter uma base muito maior para compreender e se envolver, sendo geralmente recheadas de símbolos e essências que até brincam com o imaginário, mas é na realidade crua que acabam acertando com muita precisão e técnica. E o longa "A Pequena Amélie", que estreia na próxima quinta (12/03) nos cinemas do Brasil, e que está concorrendo ao Oscar de Melhor Animação, traz bem essa identidade na tela ao trabalhar o sensorial dos pequenos ao descobrir as coisas e o seu próprio mundo ao redor, contando com o afeto das pessoas e também dos sentimentos, sendo um aprendizado emocional bem colocado que com traços simples consegue fluir bem e agradar do começo ao fim, claro que contando com muitos símbolos e dinâmicas, que por vezes até podemos não pegar, mas que refletindo sobre tudo, o resultado acaba vindo.
A sinopse nos conta que o mundo é um mistério desconcertante e tranquilo para Amélie, uma garotinha belga nascida no Japão. À medida que desenvolve um profundo apego à governanta de sua família, Nishio-san, Amélie descobre as maravilhas da natureza, bem como as verdades emocionais ocultas sob a superfície da vida idílica de sua família como estrangeiros na Terra do Sol Nascente.
Talvez se as diretoras e roteiristas Liane-Cho Han Jin Kuang e Maïlys Vallade tivessem um pouco mais de experiência nas funções, o longa fosse ainda mais emocional, pois usando a base que tinham do trabalho de Amélie Nothomb poderiam ter ampliado ainda mais o lado emocional com uma pegada mais forte, porém o que fizeram ainda foi bem interessante, cheio de nuances e chamarizes, que acaba fluindo fácil pela tela, sendo marcante principalmente por juntar símbolos de vários países, e ainda brincar com a faceta da família, de uma forma estranha de olhar primeiramente com o caso de pessoas em estado vegetativo, mas que funcionou ao menos para a proposta.
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A sinopse nos conta que o mundo é um mistério desconcertante e tranquilo para Amélie, uma garotinha belga nascida no Japão. À medida que desenvolve um profundo apego à governanta de sua família, Nishio-san, Amélie descobre as maravilhas da natureza, bem como as verdades emocionais ocultas sob a superfície da vida idílica de sua família como estrangeiros na Terra do Sol Nascente.
Talvez se as diretoras e roteiristas Liane-Cho Han Jin Kuang e Maïlys Vallade tivessem um pouco mais de experiência nas funções, o longa fosse ainda mais emocional, pois usando a base que tinham do trabalho de Amélie Nothomb poderiam ter ampliado ainda mais o lado emocional com uma pegada mais forte, porém o que fizeram ainda foi bem interessante, cheio de nuances e chamarizes, que acaba fluindo fácil pela tela, sendo marcante principalmente por juntar símbolos de vários países, e ainda brincar com a faceta da família, de uma forma estranha de olhar primeiramente com o caso de pessoas em estado vegetativo, mas que funcionou ao menos para a proposta.
Quanto dos personagens, diria que a pequenina Amélie conseguiu ter um carisma bem marcante e cheio de nuances em suas performances, de modo que inicialmente teve um ego um pouco agigantado, mas depois foi fluindo bem e divertindo/emocionando com suas descobertas e vivências, sendo bem bacana de acompanhar ela. Os pais ficaram meio que deslocados demais em suas cenas, ficando muitas vezes até esquecidos dentro da trama, mas tiveram suas representações bem colocados na fase do conhecimento dos pequenos. A garota/governanta Nishio-san foi sutil e direta em muitas situações, sabendo colocar emoção na vivência com a garotinha e fluindo bem nos momentos da descoberta da pequena. Ainda tivemos alguns atos engraçados e bem colocados com os irmãos, e um pouco da força direta na vizinha Kashima-san, mas tudo bem encaixado e rápido na tela.
Visualmente a escolha dos traços mais claros e com uma perspectiva não tão usual conseguiu deixar o longa leve, com uma paleta de cores quase tão tranquila quanto o longa, brincando com poucos elementos, mas com muitos símbolos de essência da vida, o que acabou dando uma perspectiva gostosa tanto na casa dos protagonistas, quanto no jardim por onde a jovem vai passear, ou seja, artisticamente o longa tem uma pegada até meio reflexiva, que funciona bastante na tela.
Enfim, é uma animação com um carisma interessante e que acaba sendo gostosa de conferir, mas que tem um miolo um pouquinho lento que talvez possa cansar os mais jovens que forem assistir, então fica a dica para ir preparado, pois vale a conferida, mas é certamente algo bem diferente dos padrões que muitos estão acostumados a ver. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje agradecendo a Mares Filmes e a Alpha Filmes pela cabine, e volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


































