Desde quando recebi um primeiro e-mail falando sobre a produção do longa "Corrida dos Bichos" já fiquei bem interessado na proposta e queria ver como ficaria a ideia de um "Jogos Vorazes" no estilo mais brasileiro possível em um futuro distópico, brincando com apostas, indicações e sobrevivência em uma corrida sem regras. E hoje ao conferir vi que a ideia funcionou bastante, não virou uma novelona (que era um dos meus principais medos), e apenas me irritou com o fechamento digamos aberto para uma continuação, pois dava para se desenvolver melhor, cortar algumas partes e fechar direto em algo bem acertado sem precisar ir além. Ou seja, é um filme bem interessante de proposta, com uma pegada meio que idealista demais em algumas dinâmicas, porém que agrada bastante dentro de algo que poderia melhorar, e agora é saber o que acontecerá na continuação, afinal com essa abertura podem ir até mais longe com uma trilogia, o que espero que não aconteça.
O longa acompanha um futuro distópico em que a cidade do Rio de Janeiro vive em ruínas: o mar secou e a paisagem então paradisíaca se transformou por completo. Agora, ela é palco de uma disputa mortal inspirada no antigo jogo do bicho, que evoluiu para uma competição entre corredores em que cada um representa um animal. Em busca de um prêmio milionário que pode mudar suas vidas, cada participante precisa, entretanto, oferecer um ente querido como garantia, e apenas os vencedores os recuperam. No meio desse violento e desigual entretenimento, um jovem destemido precisa vencer a corrida voraz para salvar a vida de sua irmã. Mano é o seu nome, um jovem idealista que sempre lutou contra tudo o que a corrida representa. Agora, porém, será obrigado a embarcar fundo nessa competição para sobreviver e proteger quem mais ama.
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O longa acompanha um futuro distópico em que a cidade do Rio de Janeiro vive em ruínas: o mar secou e a paisagem então paradisíaca se transformou por completo. Agora, ela é palco de uma disputa mortal inspirada no antigo jogo do bicho, que evoluiu para uma competição entre corredores em que cada um representa um animal. Em busca de um prêmio milionário que pode mudar suas vidas, cada participante precisa, entretanto, oferecer um ente querido como garantia, e apenas os vencedores os recuperam. No meio desse violento e desigual entretenimento, um jovem destemido precisa vencer a corrida voraz para salvar a vida de sua irmã. Mano é o seu nome, um jovem idealista que sempre lutou contra tudo o que a corrida representa. Agora, porém, será obrigado a embarcar fundo nessa competição para sobreviver e proteger quem mais ama.
Um ponto que achei bem estranho do longa é ter sido escrito por quatro roteiristas (Rodrigo Lages, Ernesto Solis, Marco Abujamra e Eva Klaver) e dirigido por três diretores (Fernando Meirelles, Rodrigo Pesavento e Ernesto Solis), pois mesmo sendo uma trama cheia de dinâmicas, ter tanta gente envolvida nos cargos principais acaba quebrando o ritmo, e principalmente a ideia de quem manda em o que, o que geralmente causa conflitos com os atores, mas como não sei como tudo se desenvolveu nos bastidores é melhor não opinar, pois o resultado final, que é o que realmente importa, funcionou bastante, tendo pegada, intensidade, e como já disse, muitas dinâmicas na tela, aonde os personagens foram bem desenvolvidos, tiveram suas devidas surpresas e não precisaram ficar enfeitando muito, o que acabou agradando bastante dentro da essência total.
Quanto das atuações é até meio difícil falar de cada um, afinal é um senhor elenco com diversos nomes conhecidos do cinema e da TV nacional, e realmente mesmo alguns com pouquíssimas cenas foram bem na tela, então vou dar apenas alguns destaques. E para começar já vi muitos filmes com Matheus Abreu, mas nunca tinha reparado no estilão dele, tanto que aqui seu Mano foi o protagonista e ele soube segurar bem a imposição que o personagem pedia, sendo denso e interessante sem precisar ir muito fora do que o filme pedia. Outro que caiu muito bem foi Rodrigo Santoro, que se jogou por completo em seu Abu, sendo daqueles "vilões" imponentes e cheios de chamarizes que podem mudar tudo na tela, algo que ele sabe bem fazer e conseguiu chamar tanta atenção que por pouco não podemos falar que o filme foi dele. Ainda tivemos bons momentos com Isis Valverde fazendo de sua Nadine alguém ousada que quer mudar tudo na parte de cima, Bruno Gagliasso fazendo um Leon marcante e cheio de facetas criminosas, e claro Seu Jorge sempre com a personalidade cheia de estilo para com seu Baco, além de Silvero Pereira fazendo um Sinatra rebelde e Thainá Duarte trabalhando sua Dalva com um certo ar explosivo na tela, ou seja, todos muito bem colocados.
Visualmente a equipe caprichou bastante nos ambientes, criando um Rio de Janeiro bem caótico e diferenciado sem o mar, com desertos, mais favelas do que o normal, prédios e tudo mais para as corridas, além de florestas fechadas e tudo mais, brincando com rinhas de homens lutando pelas vagas, o famoso batismo para achar seu bicho e claro as máscaras, que mesmo simples, tiveram significados bem colocados, além claro do salão de jogos aonde os ricaços controlam seus bichos nas corridas, sendo algo bem marcante. Só achei o esquema de narração com a Anitta meio forçado demais, mas isso acho que era da proposta.
Enfim, é um filme interessante que foi bem desenvolvido e que mesmo tendo uma proposta muito similar a outros que já vimos mundo afora, com o estilo brasileiro conseguiu chamar bastante atenção e está fazendo muito sucesso na plataforma pelo mundo todo, ou seja, já garantiram o espaço para a continuação que deixaram colocada no final, então aguardaremos para ver aonde irão e que rumos tudo irá tomar, valendo a recomendação de conferida. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.
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