Costumo dizer que não dá para esperar muito de filmes de introdução de personagens em tramas de super-heróis, pois na maioria das vezes nós como cinéfilos comuns nem conhecemos direito as HQs, então apenas temos de nos contentar com o que os diretores e roteiristas preparam e entregam na tela, ou seja, ficamos esperando muita história e pouca ação! Porém, diria que o pessoal criativo de "Supergirl" não quis cansar ninguém com introduções cheias de personagens e tudo mais, jogando tudo na tela no meio da pancadaria, e você que não conhecia os personagens apenas aceite e entre na onda para se divertir, e pronto, de modo que o filme com apenas 107 minutos (sem nenhuma cena de pós-crédito) é direto, mostra alguns acontecimentos de passado, mas a base mesmo é na busca de um antídoto para um veneno que atingiu o cachorro da protagonista, e a vingança de uma garotinha que perdeu a família, juntando tudo na tela com alguns vilões, anti-heróis, e até mesmo aparições do famoso super-herói da família, mas sem nada que fosse impactante realmente, sendo apenas um passatempo divertido na telona, que alguns fãs podem amar, mas que de modo geral não dá para "desgostar". Ou seja, é o básico bem feito que funciona, mas dava para ter ido bem mais além para quem sabe já dizer aonde vão realmente usar a jovem no futuro.
O longa nos conta que Kara Zor-El vivenciou e sobreviveu ao colapso de Krypton, seu planeta natal, aos 14 anos de idade e agora, aos 23, ela ainda sofre com as consequências dessa destruição. Nesse longa, Kara se encontra com Ruthye Marie Knoll, uma alienígena com sede de vingança e determinada a acabar com o mercenário Krem, responsável pela morte de seu pai. No primeiro momento, Kara não quer se envolver e muito menos exercer a figura de algoz, mas Krem resolve atacar alguém próximo da heroína e o jogo muda completamente. Daí em diante uma caçada cósmica começa, a levando para diferentes sistemas solares sem o impacto do sol vermelho e neutralizando os poderes da kryptoniana enquanto ela lida com vários perigos.
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O longa nos conta que Kara Zor-El vivenciou e sobreviveu ao colapso de Krypton, seu planeta natal, aos 14 anos de idade e agora, aos 23, ela ainda sofre com as consequências dessa destruição. Nesse longa, Kara se encontra com Ruthye Marie Knoll, uma alienígena com sede de vingança e determinada a acabar com o mercenário Krem, responsável pela morte de seu pai. No primeiro momento, Kara não quer se envolver e muito menos exercer a figura de algoz, mas Krem resolve atacar alguém próximo da heroína e o jogo muda completamente. Daí em diante uma caçada cósmica começa, a levando para diferentes sistemas solares sem o impacto do sol vermelho e neutralizando os poderes da kryptoniana enquanto ela lida com vários perigos.
Diria que o diretor Craig Gillespie foi bem sucinto na condução da obra que tinha em mãos, mas ainda assim não ficou amarrado, de tal forma que conseguiu trabalhar bem a HQ na tela, fez as devidas apresentações e dinâmicas que levaram tudo aonde acontece, entregou as devidas homenagens na tela e soube principalmente em não deixar seu filme chato, pois confesso que já cansei de muitos longas de super-heróis pelas enrolações das histórias e também pelo excesso em querer mostrar tudo em um único longa, e dessa forma vemos na tela um filme que não tenta ser mais do que ele realmente é e deve ser, que é um bom passatempo como toda HQ é para seu leitor, só que num formato visual em movimento. Ou seja, vemos algo que funciona muito bem, que entrega situações para os fãs ficarem felizes (ou revoltados) e também para o público normal ficar feliz (ou irritado) como deve ser toda obra de adaptação, e assim ao menos para um leigo na personagem como sou, me fez divertir e curtir cada momento, então veremos até onde dona DC agora nas mãos da Paramount vai querer brincar com a personagem, pois não deixaram margens para introduzirem ela em nada do que já vimos, e assim provavelmente foram com mais calma dessa vez.
Quanto das atuações, acredito que todos se divertiram bem com suas entregas na tela, e pareceram bem soltos para o que precisavam fazer, não ficando aqueles filmes que você vê que o ator não desejava estar fazendo aquilo, de modo que Milly Alcock trabalhou sua Kara som muita desenvoltura, se jogou por completo nas lutas e pancadarias (talvez mais sua dublê do que ela), mas fez bons trejeitos para que as dinâmicas do roteiro funcionasse bem, e assim mostrou uma personagem que poderia até ter ido mais além, mas que não incomodou para um primeiro filme da personagem. Já Eve Ridley trabalhou sua Ruthye com um ar sério demais para um filme que propunha algo mais despojado, de modo que entregou bem o que precisava fazer, mas talvez se soltasse um pouquinho mais chamaria mais atenção. Até diria que Matthias Schoenaerts ficou interessante no visual de seu Krem, tendo um ar vilanesco bem encaixado, porém sendo um ser com a força de mil homens como é dito por um dos personagens, faltou ter um pouco mais de inteligência para o papel ser mais duro e menos largado, mas nada que incomode, afinal queremos muito também de um vilão que nem chegou a ser muito apresentado. Agora um ponto que muito me preocupava era Jason Momoa como Lobo, pois visualmente era inegável que o papel tinha de ser seu, afinal ele sem maquiagem já era o próprio personagem, pintado então é quase como se tivessem tirado dos quadrinhos para o real instantaneamente, mas como já fez outro personagem na própria DC, poderia ficar estranho a mudança de um "mocinho" para um "badboy" com pinta vilanesca até, mas acabou não sendo um incômodo no resultado geral, pois ele fez bem o que tinha de fazer, e nem foi alguém "contra" a protagonista, sendo então funcional na tela.
Visualmente é o famoso longa que não temos como imaginar o realismo, afinal temos umas duas cenas na Terra, e praticamente todo o restante acontece em diversos planetas com seus sóis amarelos, vermelhos e verdes, aonde os amarelos deixam a protagonista com plenos poderes, os vermelho como uma pessoa normal e os verdes a matam/adoecem por terem o gás de kriptonita (ao menos foi o que entendi), mas tudo ficou bonito graficamente, com grandes naves, armas, motos e até alienígenas bem estranhos aparecendo no meio, lutando e conversando, de modo que tudo funciona e chama a atenção até para quem não conferiu em 3D (já que hoje na pré só tinha versões normais), dando um parecer que muita coisa teve a devida movimentação para fora, ou seja, quem for ver com a tecnologia e quiser comentar, só falar abaixo. Ou seja, a equipe de arte soube ser bem representativa de elementos, e claro deu todo o charme possível para o cãozinho da protagonista na tela.
Enfim, é um filme bem feito, rápido e funcional dentro de tudo o que já vimos de ótimos filmes e péssimos filmes de super-heróis, não sendo daqueles que vamos colocar num totem e adorar tudo o que foi entregue, pois tem seus devidos defeitos dentro de um contexto maior (a protagonista apanha a beça para quem tem super poderes maiores até que de seu primo Superman), mas também não é algo para escrachar e esquecer, valendo pela proposta de girl-power que tanto está na moda e ter uma heroína nova para as meninas mais novas curtirem é sempre uma boa pedida. Sendo assim, fica a recomendação com leves ressalvas para a conferida, que quem for assistir sem esperar muito provavelmente irá curtir. E é isso meus amigos, fico por aqui hoje, mas volto amanhã com mais dicas, então abraços e até logo mais.


































